Psicóloga Responde

Dicas úteis para o dia-dia

Relacionamento Humano – Por que é tão importante saber se relacionar bem?

 

Você já percebeu que o mais importante daquilo que realmente fica marcado em nossas lembranças e se entrelaça em nossas vivencias de alegria e felicidade não são as belas compras que fazemos nem as joias ou os bens que adquirimos, mesmo porque desejamos vestir belas roupas ou joias para aparecermos bem “na fita” aos olhos das outras pessoas, ou porque ingenuamente, pensamos que se estivermos bem vestidos desenvolveremos bons relacionamentos. Além do que, os bens adquiridos podem nos trazer conforto e até um tipo de admiração aos olhos dos outros, porém esta admiração é extrínseca ao nosso ser. É o que eu chamo de pseudo-admiração onde a que a pessoa não é admirada pelo que é, mas pelo que têm e isto gera muitos problemas na autoestima já que esta pessoa se sente anulada diante de seus pertences que acabam falando mais alto do que a existência desta pessoa independentemente de seus pertences.

Ou seja, o sujeito batalhou para adquirir bens, achando que por meio destes seria amado e admirado, e depois de alcança-los estes ofuscam o que ele é. Tais apetrechos conquistados a duras penas por meio do nosso suado trabalho, podem até ser prazerosos de usufruir, mas não dizem quem somos só o que temos. Nem preenchem nosso coração de alegria, calor e emoção como ocorre quando experimentamos raros momentos de uma boa relação humana. Nem mesmo as viagens que realizamos preenchem nossa vida de felicidade. Sem duvida uma bela viagem é algo que nos acrescenta experiência e conhecimento, pode até mesmo ser algo prazeroso e as lembranças daquele lindo lugar tornarem-se inesquecíveis, mas nada, nada mesmo pode nos dar tanta felicidade quanto o bom relacionamento que podemos engajar, principalmente com as pessoas mais próximas de nós.

                Falando nisso, você já reparou que somos muito mais amistosos e gentis com as pessoas que são menos próximas e intimas de nós? Isto acontece porque quanto mais tempo de convivência juntos, temos menos medo de causar má impressão e menos medo de que o relacionamento se rompa. Ás vezes somos tão íntimos, mas tão íntimos de uma pessoa que projetamos nela todas as nossas deficiências, tudo o que não toleramos em nós, num processo inconsciente, expulsamos de nós e “colocamos” no outro, enxergando o que não toleramos em nós no outro. E este se torna o depositário das nossas falhas, fracassos, imperfeições e déficits. Enfim, o nosso saco de pancada. Mas, na realidade deveria ser o ao contrário. Aquele que passa mais tempo com a gente deveria ser a relação mais bem investida e cuidada. Mesmo que por egoísmo, ou como diz um colega: euísmo. Do mesmo jeito que a gente investe mais naquilo que é permanente, do que naquilo que é provisório.

                Bem, então se você quer saber o que traz mais felicidade ao ser humano, saiba que são as qualidades dos nossos relacionamentos. Os momentos de verdadeiros encontros em detrimento às ocasiões de desencontros.

Mas, o que é um encontro? É claro que não me refiro ao encontro físico. Então, um verdadeiro encontro entre pessoas acontece quando compreendemos o outro e somos compreendidos; quando estamos abertos para receber em nós o que há no outro e vice versa, ou seja, do outro em relação a nós. Quando nossos sentimentos, anseios, emoções ou angustias podem repousar na mente e nas emoções de alguém além de nós. Quando não estamos sozinhos, é quando outra pessoa ocupa sua mente e emoções com o que há em nós. É aquela sensação de estar junto com. Tanto faz se é uma situação de alegria ou se é de tristeza, mas o que importa, é que as emoções e as ideias sejam compartilhadas.

Quando os interesses e os investimentos emocionais e intelectuais são os mesmos, nestes poucos e raros momentos as pessoas se encontram, deixam de ficar ensimesmadas e sentem um calor envolve-las. Estão juntas e se encontrando numa boa relação. Isto acontece quando mais de uma pessoa compartilha do mesmo clima emocional e mental.

Esta cumplicidade é tão boa como se a gente tivesse envolvido numa nuvem quentinha e muito agradável. É tão bom como quando se está fisicamente envolvido por águas mornas, só que bem melhor, pois estamos falando de um envolvimento menos superficial que a pele. Mais intenso e profundo do que o físico. Estamos falando de um envolvimento emocional. Nessas ocasiões estamos tão deliciosamente envolvidos uns com os outros que não sobra mente para nos percebermos. Estamos inteiramente tomados deste e neste encontro, por isso só depois quando nos lembramos dos raros e bons momentos do encontro é que sentimos saudade. Mas não sabemos como ou o que fizemos para atingir esta feliz sensação. Quando há encontro, estamos inteiros dentro desta relação, imersos, e não resta uma parte de nós preservada, não envolvida ou não tomada. Isto é não há um estado em nós que não esteja entrelaçado no encontro e que possa se enxergar do lado de fora da relação para que possa se observar e apreender a técnica do bom relacionamento, e por meio desta aprendizagem poder principalmente, entrar ou sair a bel prazer desses deliciosos encontros.

Sabe-se que o que fortalece uma pessoa é fazer parte de um grupo. Para ilustrar o que digo, trago um conto judaico: Um bom rei estava morrendo. Diante de todos os súditos emocionados, ele pede que alguém traga uma flecha, e pede que o mais fraco dentre todos a quebre. Este o faz sem a menor dificuldade. Então ele pede um feixe de flechas e pede que o homem mais forte dentre todos o quebre. Apesar de todos os esforços, este homem não consegue partir o feixe. Virando-se para os súditos o rei diz: “Como herança deixo a união em vosso seio. Sedes unidos uns aos outros. Essa união vos trará grande fortaleza, tal que sozinhos jamais sereis capaz de alcançar”.  

Saber se relacionar é muito importante porque todo ser humano sente necessidade básica de se sentir aceito, querido, desejado, valoroso, legitimado e importante. Necessitamos tanto disso que praticamente vivemos para isso: nossas escolhas são baseadas em nossas crenças em atingir estes objetivos. E é no relacionamento com o outro que podemos, ou não nos sentir assim. Se soubermos nos relacionar de modo a aceitar o jeito do outro ser e nos alimentar dessas relações. Sim, falei nos alimentar da relação porque só crescemos na relação com o outro, caso contrário, ou se nos relacionarmos apenas com nos mesmos, não há ingredientes para transformação tal qual o preparo de um alimento – para se fazer arroz é necessário: água, sal, panela e fogo. Grão de arroz com grão de arroz não se transforma em alimento. Análogo a uma pessoa que não sabe se relacionar.

Ao nos alimentarmos da relação, aceitando o modo de ser do outro, não apesar de ser diferente do nosso, mas exatamente por esta razão, faremos o outro sentir-se importante, querido, aceito, legitimado e valoroso, e se alguém se sente assim com a gente desejará a nossa companhia e fará com que sejamos aceitos, legitimados, valorosos e importantes tal qual as águas refletem a imagem daquilo que nelas 

Você já percebeu que o mais importante daquilo que realmente fica marcado em nossas lembranças e se entrelaça em nossas vivencias de alegria e felicidade não são as belas compras que fazemos nem as joias ou os bens que adquirimos, mesmo porque desejamos vestir belas roupas ou joias para aparecermos bem “na fita” aos olhos das outras pessoas, ou porque ingenuamente, pensamos que se estivermos bem vestidos desenvolveremos bons relacionamentos. Além do que, os bens adquiridos podem nos trazer conforto e até um tipo de admiração aos olhos dos outros, porém esta admiração é extrínseca ao nosso ser. É o que eu chamo de pseudo-admiração onde a que a pessoa não é admirada pelo que é, mas pelo que têm e isto gera muitos problemas na autoestima já que esta pessoa se sente anulada diante de seus pertences que acabam falando mais alto do que a existência desta pessoa independentemente de seus pertences.

Ou seja, o sujeito batalhou para adquirir bens, achando que por meio destes seria amado e admirado, e depois de alcança-los estes ofuscam o que ele é. Tais apetrechos conquistados a duras penas por meio do nosso suado trabalho, podem até ser prazerosos de usufruir, mas não dizem quem somos só o que temos. Nem preenchem nosso coração de alegria, calor e emoção como ocorre quando experimentamos raros momentos de uma boa relação humana. Nem mesmo as viagens que realizamos preenchem nossa vida de felicidade. Sem duvida uma bela viagem é algo que nos acrescenta experiência e conhecimento, pode até mesmo ser algo prazeroso e as lembranças daquele lindo lugar tornarem-se inesquecíveis, mas nada, nada mesmo pode nos dar tanta felicidade quanto o bom relacionamento que podemos engajar, principalmente com as pessoas mais próximas de nós.

                Falando nisso, você já reparou que somos muito mais amistosos e gentis com as pessoas que são menos próximas e intimas de nós? Isto acontece porque quanto mais tempo de convivência juntos, temos menos medo de causar má impressão e menos medo de que o relacionamento se rompa. Ás vezes somos tão íntimos, mas tão íntimos de uma pessoa que projetamos nela todas as nossas deficiências, tudo o que não toleramos em nós, num processo inconsciente, expulsamos de nós e “colocamos” no outro, enxergando o que não toleramos em nós no outro. E este se torna o depositário das nossas falhas, fracassos, imperfeições e déficits. Enfim, o nosso saco de pancada. Mas, na realidade deveria ser o ao contrário. Aquele que passa mais tempo com a gente deveria ser a relação mais bem investida e cuidada. Mesmo que por egoísmo, ou como diz um colega: euísmo. Do mesmo jeito que a gente investe mais naquilo que é permanente, do que naquilo que é provisório.

                Bem, então se você quer saber o que traz mais felicidade ao ser humano, saiba que são as qualidades dos nossos relacionamentos. Os momentos de verdadeiros encontros em detrimento às ocasiões de desencontros.

Mas, o que é um encontro? É claro que não me refiro ao encontro físico. Então, um verdadeiro encontro entre pessoas acontece quando compreendemos o outro e somos compreendidos; quando estamos abertos para receber em nós o que há no outro e vice versa, ou seja, do outro em relação a nós. Quando nossos sentimentos, anseios, emoções ou angustias podem repousar na mente e nas emoções de alguém além de nós. Quando não estamos sozinhos, é quando outra pessoa ocupa sua mente e emoções com o que há em nós. É aquela sensação de estar junto com. Tanto faz se é uma situação de alegria ou se é de tristeza, mas o que importa, é que as emoções e as ideias sejam compartilhadas.

Quando os interesses e os investimentos emocionais e intelectuais são os mesmos, nestes poucos e raros momentos as pessoas se encontram, deixam de ficar ensimesmadas e sentem um calor envolve-las. Estão juntas e se encontrando numa boa relação. Isto acontece quando mais de uma pessoa compartilha do mesmo clima emocional e mental.

Esta cumplicidade é tão boa como se a gente tivesse envolvido numa nuvem quentinha e muito agradável. É tão bom como quando se está fisicamente envolvido por águas mornas, só que bem melhor, pois estamos falando de um envolvimento menos superficial que a pele. Mais intenso e profundo do que o físico. Estamos falando de um envolvimento emocional. Nessas ocasiões estamos tão deliciosamente envolvidos uns com os outros que não sobra mente para nos percebermos. Estamos inteiramente tomados deste e neste encontro, por isso só depois quando nos lembramos dos raros e bons momentos do encontro é que sentimos saudade. Mas não sabemos como ou o que fizemos para atingir esta feliz sensação. Quando há encontro, estamos inteiros dentro desta relação, imersos, e não resta uma parte de nós preservada, não envolvida ou não tomada. Isto é não há um estado em nós que não esteja entrelaçado no encontro e que possa se enxergar do lado de fora da relação para que possa se observar e apreender a técnica do bom relacionamento, e por meio desta aprendizagem poder principalmente, entrar ou sair a bel prazer desses deliciosos encontros.

Sabe-se que o que fortalece uma pessoa é fazer parte de um grupo. Para ilustrar o que digo, trago um conto judaico: Um bom rei estava morrendo. Diante de todos os súditos emocionados, ele pede que alguém traga uma flecha, e pede que o mais fraco dentre todos a quebre. Este o faz sem a menor dificuldade. Então ele pede um feixe de flechas e pede que o homem mais forte dentre todos o quebre. Apesar de todos os esforços, este homem não consegue partir o feixe. Virando-se para os súditos o rei diz: “Como herança deixo a união em vosso seio. Sedes unidos uns aos outros. Essa união vos trará grande fortaleza, tal que sozinhos jamais sereis capaz de alcançar”.  

Saber se relacionar é muito importante porque todo ser humano sente necessidade básica de se sentir aceito, querido, desejado, valoroso, legitimado e importante. Necessitamos tanto disso que praticamente vivemos para isso: nossas escolhas são baseadas em nossas crenças em atingir estes objetivos. E é no relacionamento com o outro que podemos, ou não nos sentir assim. Se soubermos nos relacionar de modo a aceitar o jeito do outro ser e nos alimentar dessas relações. Sim, falei nos alimentar da relação porque só crescemos na relação com o outro, caso contrário, ou se nos relacionarmos apenas com nos mesmos, não há ingredientes para transformação tal qual o preparo de um alimento – para se fazer arroz é necessário: água, sal, panela e fogo. Grão de arroz com grão de arroz não se transforma em alimento. Análogo a uma pessoa que não sabe se relacionar.

Ao nos alimentarmos da relação, aceitando o modo de ser do outro, não apesar de ser diferente do nosso, mas exatamente por esta razão, faremos o outro sentir-se importante, querido, aceito, legitimado e valoroso, e se alguém se sente assim com a gente desejará a nossa companhia e fará com que sejamos aceitos, legitimados, valorosos e importantes tal qual as águas refletem a imagem daquilo que nelas

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1 de Março de 2011 - Posted by | relacionamento humano

4 Comentários »

  1. Devemos exercer inteligência emocional, relacional, espiritual, enfim ,são essas coisas que nos fazem felizes,não é o que Jesus vivia?

    Comentário por Sônia Regina Carmezini Souza | 29 de Fevereiro de 2012 | Responder

  2. Sim é. Os homens precisam estudar muito para entender que o que Jesus viveu é o que nós precisamos viver para sermos felizes e que ele estava certo, desde o princípio.

    Comentário por Letícia | 10 de Novembro de 2013 | Responder

  3. olá Léa! Gostaria que me desses a tua opinião sobre um caso.. pratico uma modalidade em que na zona onde vivo existe um clube na qual em faço parte, convivo com eles á cerca de quatro anos, no inicio gostava da companhia deles mas com o passar do tempo fui-me apercebendo da essência deles e não me identifico com eles, fazem-me sentir mal, inferiorizam-me e fazem jogadas psicológicas para que eu saia do clube, dado que na zona não tenho onde jogar em mais lado nenhum, queria saber da sua opinião sobre deixar de fazer uma coisa que gosto (paixão), ou continuar no clube tendo apenas uma relação formal com eles..

    Obrigado , Cumprimentos

    Comentário por João | 15 de Janeiro de 2014 | Responder

    • Olá João, parece que é muito difícil pra você, e pra todos nós, conviver com pessoas que nos excluem.
      Você está vivendo um conflito, por um lado ama o esporte, por outro não tolera a má convivência social.
      Antes de sair, pergunte-se o que você pode estar fazendo para que eles tenham esta reação? Talvez encontre a resposta. Sugiro procurar um profissional que te ajude a compreender o que está suscitando esta conduta neles. Será que você se coloca pra baixo, ou pra cima, será que é por uma questão de preconceito por parte deles? Será que há transferência, algum trauma antigo que se reedita? Aproveite a oportunidade para aprender com esta experiencia.
      Quanto a escolha, a resposta esta dentro de você, qual é a sua escolha, o que é mais difícil tolerar? Ficar sem o esporte, ou se tornar impermeável para os ataques deles?
      Um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 17 de Janeiro de 2014 | Responder


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