Psicóloga Responde

Dicas úteis para o dia-dia

O Amor entre casais

Há muito tempo venho pensando em falar sobre este tema, mas não sabia o que e nem como tocar em algo tão abrangente e intenso e que tantos outros falaram sobre este sentimento de formas encantadoras e tocantes. O que restava a dizer?

A resposta chegou hoje ao assistir um antigo, mas extremamente atual filme chamado: “Niágara”, a tradução é “Torrentes da Paixão”.

A mensagem principal do filme – O amor é bom na medida sensata.

Neste filme há uma belíssima analogia entre o amor e as cataratas – Acima das cascatas, há apenas poucos centimetros das quedas d’água há o rio tranquilo e calmo. O rio sobre a cascata e a catarata podem ser comparados as duas maneiras proximas e ao mesmo tempo distantes de amar. Se observarmos um tronco flutuando no rio poderemos vê-lo deslizar sereno e tranquilo, mas ao atravessar o tênue limite onde inicia a catarata, o tronco é lançado numa queda perigosa e arriscada onde se desgoverna perdendo as estribeiras, e no final da queda, se pudéssemos resgata-lo estaria destroçado ou pior, aniquilado.

Quando atravessamos o limite da dose sensata de amar e nos lançamos num amor desmedido, arrebatador e exagerado, então, somos como o tronco lançado na cascata. Do mesmo modo que o tronco é aniquilado, nós morremos para todas as outras possibilidades de nossa existência, tornando-nos obsessivos, enlouquecidos e este amor, se é que podemos chamar assim esta atuação regada de posse, voracidade, desejo que se torna necessidade e paixão desmedida, só pode nos aniquilar, fazendo com que não reste em nós mente e sentimentos para investirmos em qualquer outra coisa, de tal modo que nos tornamos mortos para tudo mais na vida, inclusive a viver este amor, que já deixou de ser amor, para se tornar nossa queda e destruição.

Nas cataratas do Niágara, assim como no amor, é muito fácil sermos puxados pela correnteza e cairmos nas torrentes desmedidas da paixão, mas se pudermos nos manter lúcidos, e transitar por toda extensão do rio – metáfora da vida, e não apenas viver em função de uma paixão. Poderemos usufruir o que há de bom, além da perdição da paixão, então será possível viver um amor tranquilo, bom, produtivo, construtivo e, porque não? Feliz.

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11 de Junho de 2012 - Posted by | amor, Amor entre casais

3 comentários »

  1. Q liiindo. Vc assitiu “um método perigoso”? Traz este tema 😉
    bjiiinho

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    Comentar por Liziane | 15 de Junho de 2012 | Responder

    • Bem lembrado, o exagero é mesmo um “método perigoso” para o amor!
      Beijos,
      Léa

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      Comentar por leamichaan | 15 de Junho de 2012 | Responder

  2. Querida Lea,
    Acredito que o meu tema não se encaixe bem aqui, mas foi o que eu achei mais próximo do meu “dilema”. Eu tenho 22 anos e nesse tempo de vida só namorei uma vez, quando tinha 17 anos. Na época eu gostava de outra pessoa e comecei a namorar só por namorar, mas já achando que não iria dar certo. Um mês depois eu acabei o namoro. Eu sempre quis namorar, só que quando eu comecei a namorar, era como se eu estivesse arrependida, sentisse falta de ser solteira, me sentia presa. Depois dele, fiquei com algumas pessoas, mas nada sério. E sempre queria um namorado, um companheiro, alguém que eu gostasse e que isso fosse recíproco. Há algumas semanas apareceu outra pessoa, caiu de para-quedas na minha vida, estuda na mesma faculdade que eu e está se formando agora. Ele é educado, super carinhoso, atencioso, vive falando coisas lindas pra mim, ou seja, tudo o que eu queria. Mas eu ainda me sinto insegura, tenho medo de me envolver. Eu gosto de ficar com ele, acho uma pessoa super bacana. Só que o problema é que eu começo a sentir falta da minha liberdade, acho que é esse o sentimento, não sei descrever isso direito. Às vezes coloco defeito em tudo, coisas que as minhas amigas dizem que é besteira, que eu deveria agradecer e muito por essa pessoa nova que chegou. Mas não sei o que é isso, de verdade, esse medo, essa insegurança. Não sei se é porque minha mãe é solteira e nunca quis um relacionamento sério com outra pessoa e eu herdei isso dela. Ou se é porque eu tenho sérios problemas com isso e preciso de uma terapia. Eu só sei que eu não queria perdê-lo, ele é uma pessoa linda por dentro e por fora. O que você me diz? Que conselhos você pode me dar?

    Agradeço desde já

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    Comentar por Cristina | 24 de Novembro de 2014 | Responder


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