Psicóloga Responde

Dicas úteis para o dia-dia

Emoções Congelantes

Meus caros leitores, algumas crianças que atendo no consultório insistem ha algum tempo para que eu veja o filme Frozen. Hoje assisti e compreendi a mensagem do filme e o apelo insconsciente das minhas crianças para que sejam por mim melhor compreendidas. Compartilho a análise do filme e sugiro aos adultos assistirem porque é enriquecedor!
Aí vai a análise:
Todos nós temos uma Anna e uma Elsa dentro de nós. Duas emoções irmãs que se revezam e às vezes se sobrepõem. Cada qual representa um estado psíquico pelo qual somos tomados e então congelados ou esquentados em nosso mundo interno podendo transbordar para fora de nós e atingir as pessoas e os objetos que nos rodeiam, tanto faz se é o estado mental é aquele que congela ou aquece, nosso entorno reflete nossa condição psiquica.
Do mesmo modo que ocorre com Elza, nossos intensos poderes, principalmente o congelante, também escapam de nosso controle e têm o poder de congelar e até matar objetos e pessoas do mundo que habitamos. Quando digo a palavra matar me refiro a matar no sentido de exterminar ou destruir uma relação que era quente e por meio de nossas “mãos” que representam nossos gestos congelamos e até petrificamos o outro.
Olaf, o divertido boneco de neve, representa as ações atrapalhadas que realizamos quando vivemos o conflito no qual somos tomados pela pulsão de congelar, no entanto, desejamos “desejar” esquentar.
Aquele que compreende o resultado do gesto congelante como uma tentativa desajeitada de fazer o bem torna o gesto passível de transformações ao longo do percurso da relação com o outro.
Afinal, todos nós ofertamos aos objetos do mundo facetas de nossa condição.
Se a condição é congelante ou aquecedora assim será a face dos elementos que compõem o nosso mundo

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21 de Setembro de 2014 - Posted by | Sem categoria |

6 comentários »

  1. Nossa, amei a sua análise do filme ❤ Eu assiste uns três meses e também fiz uma resenha dele, te convido a conhecer : https://fiamavsa.wordpress.com/2014/04/17/filme-frozen-uma-aventura-congelante/
    Um beijo

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    Comentar por fiamavsa | 21 de Setembro de 2014 | Responder

  2. assiti*

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    Comentar por fiamavsa | 21 de Setembro de 2014 | Responder

  3. olá, tenho um filho de apenas 8 anos. Há mais ou menos um ano atrás, ele foi molestado por um primo 5 anos mais velho. Isso me deixou em choque pois não sabia que decisão tomar,como falar com ele sobre o assunto. Foi muito difícil mais consegui fazer com que ele me contasse tudo. Graças a Deus foi apenas toque sem chegar a penetrações ou qualquer outra coisa mais grave. Consegui fazer com que ele esquecesse. Mais de um tempo pra cá venho observado que ele demora muito no banho e já peguei ele duas vezes mexendo em seu orgão. Não sei o que faço, como falar com ele. Tenho receio que ele fique dependente disso, ou melhor viciado.Por favor me ajude como devo agir?

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    Comentar por wb | 25 de Setembro de 2014 | Responder

    • Olá Wiviane, compreendo a sua preocupação. Na realidade os meninos com esta idade começam a mexer no pênis, não penso que isto esteja diretamente ligado ao fato dele ter sido molestado pelo primo. Você pode dizer a ele que não é nenhum pecado mexer no pipi, mas existem coisas que nós fazemos longe do convívio social. Que é algo privado, só nosso. A gente não solta pum na frente dos outros, não faz as necessidades e nem mexe no pipi. Existem coisas que fazemos na frente dos outros: comer, conversar, brincar, etc. Ou seja a maioria das coisas que fazemos podem ser realizadas frente aos outros, outras coisas não. Se ele tem dúvida pode perguntar para você. Lembre-se que não é saudável você dizer que não pode mexer no penis, que é pecado ou feio, porque isto pode levar à temores, neuroses e desenvolver problemas de autoestima. Crianças de oito anos precisam se sentir amadas e queridas e isto diminui a necessidade de procurar algum tipo de satisfação masturbatória.
      Quanto mais tranquila você for em relação a isto e quanto mais puder compreender os impulsos sexuais de seu filho como algo natural, melhor será!
      Um abraço,
      Léa

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      Comentar por leamichaan | 29 de Setembro de 2014 | Responder

  4. Fiquei muito pensativa com essa visão do filme , Tenho um filho de 31 anos , inteligentíssimo que namora mas ainda mora comigo.Eu tive uma infância muito difícil em todos os sentidos mas o pior foi a falta de amor carinho e atenção da minha mãe que me batia muito e todos os dias por nada . Só tocava em mim pra bater ou quando eu estava doente pra ver se estava com febre.Fiquei adulta morando com meus pais mas independente , me casei com 24 anos e dois anos depois engravidei quando meu filho nasceu prometi pra mim que seria o filho mais amado e assim foi aprendi um amor infinito e apesar de educa-lo com limites , certo e errado nunca ficou de castigo ,nunca levou um tapa e em casa nunca alteramos o tom de voz ,ou seja tudo que eu passei no meu lar era o oposto ,muito carinho muito ” eu te amo” muitos bjs ,muita música muita alegria .Mas já ao ir pra pré escola apesar de ser ainda alegre com minhas brincadeiras era monossilábico em respostas ao como foi sua aula ? boa. e assim foi evoluindo os assuntos com respostas sim , não , boa.Eu sempre trabalhei muito fora e em casa mas não deixava de leva-lo a escola pra ter tempo do caminho com ele, e até o cursinho pré vestibular eu não desisti e nem ele ,eu perguntava como foi ? e ele td bem.mas ele tb não dispensava a carona. hj ele não conversa comigo e acha normal ,já conversei ou falei com ele várias vezes sobre oque sinto mas nada resolve, ele nega a raiva mas não olha nos meus olhos , fala que tenho que respeitar pois ele é assim. ele chega fala oi td bem ? e boa noite estou cansado e me dá ainda o meu bj na testa. Namora com uma garota a quatro anos e a vi 5 vezes não conheço sua família , é como se ele não tivesse família e isso me arrasa , tentei de tudo mas sinto falta do seu amor , até seu olhar pra mim tem raiva e eu cada vez mais encolhida e triste.Choro muito , não quero abrir mão do meu filho e nunca vou deixar de ama-lo mas queria muito que essa relação melhorasse oque faço?

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    Comentar por aparecida | 5 de Janeiro de 2015 | Responder

    • Você deseja compensar a relação mãe-filho que não teve com sua mãe, através de sua relação com o seu filho e isto é natural. Acontece que você sofreu desamor demais na infancia e ele sozinho não pode dar conta de compensar toda esta falta de afeto e cuidado na fase de sua constituição que fez um buraco, um rombo enorme dentro de você. Você precisa se abrir para receber afeto de outras fontes. Você não falou nada de seu marido, seus amigos, colegas de trabalho, outros familiares, interesses culturais, etc… Saiba que seu filho sente dificuldade em ser o único tamponamento deste rombo enorme de carencia afetiva que você carrega, e esta “frieza” pode ser uma forma de comunicação inconsciente dele dizer a você: Não vou dar conta de satisfazer sua carencia”.
      Quanto mais você puder buscar outras fontes para tamponar a sua carencia, menos pressão ele vai sentir e poderá se aproximar de você cada vez mais!
      Um abraço,
      Léa

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      Comentar por leamichaan | 6 de Janeiro de 2015 | Responder


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