Psicóloga Responde

Dicas úteis para o dia-dia

Autoestima

 

Para mantermos boas relações é importante termos uma autoestima positiva. Você pode me dizer que a sua autoestima esta baixa porque quando era criança seus pais não lhe davam a devida atenção e importância. Você pode ter razão, mas é inútil ficar preso a falta de atenção ou ao que você acha que foi falta de “mil anos atrás”. A atenção que você precisava quando criança, já não precisa mais, aquela fase passou e quem precisa lhe dar atenção agora é você. Em primeiro lugar, porque o fato que seus pais não lhe deram valor, não significa que você não era digno de ser valorizado. Talvez seus pais não deram porque estavam com problemas e não puderam dar. O fato de seus pais não lhe darem importância não significa que você não é importante e valioso. É preciso desvincular o fato deles não lhe darem valor com o valor que lhe é devido. Uma coisa não tem nada haver com a outra. E como disse Sartre: “O importante não é o que a vida fez com você, mas o que você fez com você mesmo, apesar do que a vida fez com você”.     

É importante que possamos nos libertar das amarras que nos prendem desde a época de criança.

Como, então construímos uma autoestima positiva? Desenvolvendo o relacionamento eu-comigo. Quanto mais desenvolvemos o dialogo interno, nos percebemos, nos conhecemos, caminhamos em direção àquilo que desejamos ser e que se ajusta com nós. Maior será o nosso valor como pessoa. E qual é o valor de uma pessoa? O valor das coisas são seus preços, e de uma pessoa é a sua dignidade.

Quando nos relacionamos com nós mesmos, desenvolvemos nosso aparelho para pensar e as normas começam a ser introjetadas não como algo que vem de fora e eu acato como um robô,  mas como algo que faz sentido e eu faço porque entendo. Já começo a me valorizar mais. Além disso, sinto que em mim tem algo com o qual posso contar, confiar e que é valioso, se não desenvolvo relacionamento comigo mesmo sinto-me oco, vazio e preciso desesperadamente da companhia de alguém porque senão só me resta ausência.

 Torno-me companheiro de mim mesmo, não me desmancho só porque o outro não aceita alguma característica minha, ou porque discorda do que faço ou digo. Se alguém fala mal de mim, não fico “ofendidinho”, porque entendo que a boca é dele e ele fala o que quiser. O que ele diz por mais que seja “mal de mim” não me desqualifica. Se acaso me sentir tão ofendido com as palavras do outro em ralação a mim, é porque “enganchou” com algo negativo que penso, inconscientemente de mim. Quanto mais ganchos tenho, menos autoestima positiva e mais fico ofendido com os outros.  

Se minha autoestima está boa não preciso que os outros a elevem. Não mendigo aceitação e elogios para compensar aquilo que não posso oferecer a mim mesmo.

Por fim, quanto melhor for a minha relação comigo mesmo, melhor será a minha autoestima, que é diferente de se achar o “máximo” e se penso isso de mim, não resta espaço para crescer. E se não vou para frente, só posso ir para trás, já que estamos sempre em movimento. Uma boa autoestima é se conhecer e saber das próprias precariedades e aceita-las e só então, tentar superá-las.  

Por fim, se eu não gostar de mim mesmo, dificilmente farei com que o outro goste.

Em contrapartida, se gosto de mim, este sentimento se irradia e também posso gostar genuinamente do outro e desenvolver relacionamentos verdadeiros, positivos, criativos e construtivos.

O segredo para desenvolver uma autoestima positiva? Dialogue consigo mesmo! Relacione-se com você mesmo. Como? Tenha sempre uma parte (como por cima da carne seca) de você que te observa que te percebe e dialogue com esta parte. Em outras palavras – Desenvolva seu aparelho para pensar de forma útil e produtiva sobre você!

Léa Michaan

Anúncios

8 de Março de 2011 Posted by | autoestima | 5 comentários