Psicóloga Responde

Dicas úteis para o dia-dia

Admirável Arte de Pensar – Não basta pensar no que se fala. Mais importante é pensar no que se pensa!

Quando a gente pensa no que diz pode-se evitar magoar, ofender ou envergonhar outros. Pode-se evitar algum tipo de exposição e de intromissão. A palavra impensada tem o poder de nos transformar em algo que não queremos ser. Talvez ridículos, ignorantes, impacientes, pesados ou tolos. E, muitas vezes, ou na verdade mais verdadeira, mais mal do que fazemos a alguém ao dizer algo hostil, fazemos a nós por nos tornarmos pessoas agressivas e hostis.

Quando a palavra má, envenenada e cruel emana de nossos lábios, automaticamente, na mesma medida em que o ouvinte se ressente, nós nos tornamos maus, venenosos e cruéis. O que é pior? Ser um ser ressentido? Ou ser um ser venenoso e cruel?

Porém, a via para se pensar no que se diz é, antes de tudo, pensar no que se pensa. Porque quando pensamos naquilo que pensamos, em primeiro lugar já deixamos de dizer algo que não pensamos, e em segundo lugar, como disse Hamlet: “Nada é bom ou ruim. Tudo depende dos nossos pensamentos…”.

Quando pensamos naquilo que pensamos podemos pensar naquilo que dissemos ou fizemos para ter inspirado as palavras ou atos maldosos que recebemos ou, caso contrário, se não pensarmos naquilo que pensamos podemos ficar repetindo como um disco quebrado o mal recebido e este pensamento viciado não levará a entendimento algum.

Pensar em mudar o foco e deixar de enfocar só naquilo de mal que fizeram para nós, ou que num primeiro momento, erroneamente, pensamos que fizeram de mal para nós, e passar a olhar de fora para nós mesmos e procurar enxergar qual a nossa parcela de responsabilidade em tudo que acontece conosco. Não tenho duvidas que o outro também errou. Afinal o outro é tão humano e cheio de defeitos e falhas quanto nós.

Algumas vezes o outro pode até possuir mais defeitos do que nós, e outras vezes, pode acontecer que o outro errou mais do que nós erramos. Mas, mesmo assim, apontar e repetir quinhentas e oitenta e duas vezes o que o outro nos fez de mal não é pensar no que se pensa. É ser um disco quebrado. Que sofre, e sofre mais uma vez, briga, grita, se enraivece e não leva a nenhum entendimento e nem se desenvolve. 

Léa  Michaan, 17/04/2011

17 de Abril de 2011 Posted by | a arte de pensar, pensar | 5 comentários