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Relação entre mãe e filha necessita de ‘jogo de cintura’

Relação entre mãe e filha necessita de ‘jogo de cintura’ Apesar da cumplicidade existente na maioria dos casos, muitas vezes o relacionamento pode conter sentimentos negativos como ciúmes e inveja Na adolescência a filha quer ser escutada e levada a sério. Desde o nascimento da filha até o envelhecimento da mãe, a dupla passa por uma trajetória permeada de emoções e sentimentos complexos, ambíguos, positivos e negativos. Muitas vezes, o momento mais delicado na relação entre mãe e filha é a fase em que a jovem está na adolescência. Neste estágio, a filha sente inveja dos poderes da mãe, não gosta do fato de ainda ser dependente e começa a se rebelar. “Tudo o que a menina achava bonito na mãe começa a se tornar feio; ela quer ser o oposto da mãe e tudo o que ela diz, veste ou faz é considerado antiquado”, revela a psicoterapeuta Léa Michaan. Por outro lado, muitas mães também não reagem bem nesta fase. O desabrochar da filha é encarado como um espelho, no qual a mãe pode vislumbrar o seu próprio brochar e, inconscientemente, culpar a filha pela perda de sua própria juventude. “Neste estágio, em geral, ocorrem muitos desencontros. Algumas mães começam a se vestir como adolescentes, numa desesperada tentativa de agarrar a juventude; outras pegam, literalmente, no pé da filha, controlando-as ao máximo e impedindo-as de serem elas mesmas; há ainda as que brigam pelas mínimas razões, chamando-as de ingratas, preguiçosas e encontrando defeito em tudo o que as filhas fazem”, afirma Léa. Segundo a profissional, as mães que conseguem entrar em contato com a realidade psíquica, entendendo que suas filhas não são responsáveis por seu envelhecimento, superam esta etapa da vida com mais tranquilidade. “O contato com a realidade interna e externa é o caminho pelo qual a mãe poderá encontrar os prazeres próprios da fase da vida em que vive e, principalmente, poderá obter muito mais encontros do que desencontros com a filha. Nesta etapa, a adolescente quer ser escutada e levada a sério. Se a mãe a ouvir, buscando legitimar seus sentimentos, muito provavelmente encontrará na filha uma escuta atenta e as duas poderão se encontrar exatamente nos lugares que ocupam: mãe com as suas funções e filha com as suas atribuições”, finaliza a psicoterapeuta.

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20 de Setembro de 2009 Posted by | relacionamento mãe e filha | 28 comentários