Psicóloga Responde

Dicas úteis para o dia-dia

Mães e Filhas: Uma Bela e Difícil Relação

  Nem toda mulher é mãe, e nem toda mãe possui uma filha, mas com certeza, toda mulher tem uma mãe, portanto, este artigo interessa a todas as mulheres.

Desde o nascimento da filha até o envelhecimento da mãe, a dupla, mãe e filha, passam por uma grande trajetória permeada de sentimentos e emoções complexos, ambíguos, positivos e negativos, tais como; Amor, carinho, felicidade, continuidade, ódio, ciúmes, competição, disputas, rivalidade, inveja, expectativas, frustrações, temores, gratificações, alegrias, ressentimentos, surpresas…

Isto não acontece à toa, uma vez que as relações familiares são as mais difíceis justamente, devido à proximidade entre os membros e a ausência de fronteiras, o que acarreta grandes dificuldades em perceber e aceitar as diferenças. Na relação mãe-filha é comum haver uma mistura de identidades, na qual uma compensa as faltas da outra. Por exemplo, se a mãe é infantil, a filha tende a ser mais madura, se a mãe é irresponsável, a filha tende a se ocupar das responsabilidades que cabem a esta mãe, se a mãe não teve, por sua vez, uma mãe suficientemente boa, ela apresentará muita dificuldade em dar a filha àquilo que não recebeu, e nestes casos há uma questão transgeracional, pois esta filha também ficará privada desta experiência e por sua vez também não terá de onde resgatar e proporcionar a sua filha, etc.

Muitas vezes, na relação com a própria filha, a mãe tenta compensar a relação mãe e filha que gostaria de ter e não teve, e a filha se sentirá encarregada de ser uma mãe para a própria mãe e começará a cuidar da mãe: lembrando-a dos compromissos, responsabilidades, ajudando com a casa, com os irmãos e dando conselhos. Outras vezes, a mãe frustrou-se demasiado com a sua própria mãe, e sem perceber, inconscientemente, faz com que a filha pague esta conta, não encontrando em si possibilidade de ser uma mãe presente, interessada e que respeita a individualidade da filha. Isto pode acontecer por um sentimento de inveja ou vingança inconsciente, pois lhe dói ver a filha receber algo que ela não recebeu. Esta dor a impedirá de proporcionar cuidados à filha, a qual se sentirá abandonada. Nestas ocasiões, também pode acontecer o oposto, uma vez que a mãe não recebeu aquilo que lhe parecia justo, então para não repetir o erro de sua mãe, ou para se recompensar da relação de intimidade entre mãe e filha que não viveu, cobrirá a filha de atenção transformando esta filha no objeto de interesse principal de sua vida. Nestes casos, além de sufocar a filha, um dia, esta mãe cobrará caro por tanta dedicação e a filha poderá sentir que possui uma dívida impagável com a sua mãe. A única maneira de cortar qualquer um desses ciclos viciosos entre mãe e filha é obtendo consciência da força motriz que movimenta esta relação tão delicada.

A relação mãe e filha começa a partir do momento que a mãe engravida e descobre que é uma menina. Muitos psicanalistas defendem a idéia que esta relação começa no dia que a mãe era filha, e esta colocação faz sentido, uma vez que, como já vimos, a mãe busca reatualizar a relação com sua mãe através do relacionamento com a sua filha. Mas, fiquemos com a primeira idéia, então, desde a gravidez começam as projeções repletas de sonhos, expectativas, fantasias e desejos sobre a bebezinha que ainda nem chegou ao mundo, e assim, quando a filha nasce, ela já chega carregada de projetos e incumbências. Portanto as mães que estão tendo contato com este conhecimento, saibam que ter consciência disso já é o primeiro passo para aliviar a carga repleta de sonhos maternos dos ombros de suas filhas. Mesmo que a sua filha já esteja bem grandinha, seja até casada, ou até já possua seus próprios filhos, este saber pode fazer toda a diferença para resgatar a boa relação com a sua filha, ou melhora-la ainda mais. Aceitá-la como ela é, olhar para a filha sem expectativas, significa poder amá-la mesmo que seja bem diferente dos sonhos e desejos que projetamos nela. O mesmo vale para as filhas que carregam as suas mães dos desejos que esperam receber desta.

De um modo geral, a tarefa da mãe é ajudar a filha a se desprender e ir em busca de suas próprias realizações, porém mães também são humanas e nem todas atingem tal maturidade, portanto mães que não são suficientemente maduras e resolvidas quanto aos seus desejos e emoções apresentam grande dificuldade nesta tarefa. Nestes casos encontramos filhas buscando realizar as aspirações maternas sem perceber, ou mães e filhas competindo pela beleza, feminilidade e realização profissional, entre outros. O que fazer nestes casos para resgatar a relação? Em primeiro lugar é útil que cada qual possa ter em mente que apesar da proximidade da relação mãe-filha, cada uma é um ser diferente e SEPARADO da outra. A partir desta conscientização, mãe e filha começam a ter um espaço para se realizar individualmente, assim como também deixar de culpar, pressionar, exigir e cobrar da outra para ser aquilo que esperam de uma filha ou de uma mãe. Há uma diferença entre a expectativa de uma e aquilo que a outra pode ser. Se a mãe ou a filha puderem corresponder às expectativas recíprocas, o que eu duvido, muito bem, caso contrário, que é o que acontece em geral, é uma boa oportunidade para aprender a lidar com as frustrações e perceber que a frustração existe não porque a outra, ou a vida não me satisfez, mas é por conta da intensidade dos meus desejos.

Pensando a trajetória da relação mãe e filha desde o nascimento da filha até o envelhecimento da mãe, podemos observar que a principio, na infância, a filha vê a mãe como uma musa, ela quer agradar e imitar a mãe em tudo: usa seus sapatos, sua maquiagem e roupas, assim como também, utiliza frases e atitudes que a mãe costuma usar. E a mãe por sua vez, olha para a filha e vê nesta a realização de seus desejos: trunfos, beleza, inteligência, saúde, riquezas… Porém, o ser humano é um complexo de sentimentos, e por trás desses nobres desejos, escondem-se os maléficos, os temores de que a filha irá superar a mãe em graça, beleza, e sorte na vida. Assim, como na obscuridade, a filha sente inveja dos poderes da mãe adulta e odeia ser dependente desta, ou teme não alcançar tantas conquistas quanto a sua mãe. Uma vez que, nem mãe nem filha entram em contato com estes sentimentos hostis, eles ficam contidos e reprimidos, e muitas vezes podem vir a tona, explodindo com força total, causando muito estrago no relacionamento, análogo a força das águas que estão presas e pressionadas pelo dique. Já na adolescência, o quadro muda de figura, a filha começa se rebelar não aceitando a dependência da mãe, e tudo o que era bonito na mãe, começa a se tornar feio, em geral, para diferenciar-se da criança que a filha era, quando chega à fase adolescente, ela quer ser o oposto de sua mãe e acha tudo o que a mãe diz, veste ou faz antiquado. Muitas mães conseguem passar tranquilamente por esta fase, caso possam resgatar a lembrança das adolescentes que elas mesmas foram.

Porém, assim como no conto de fadas da Branca de Neve, o desabrochar da filha é como um espelho no qual a mãe pode vislumbrar o seu próprio brochar. E na inconsciência a mãe culpa a filha pela perda de sua própria juventude. Nesta fase, em geral ocorrem muitos desencontros entre as mães e suas filhas. Algumas mães começam a se vestir como adolescentes numa desesperada tentativa de agarrar a juventude, outras mães pegam, literalmente, no pé de suas filhas, controlando-as ao máximo, impedindo-as de serem elas mesmas, como uma forma de imprimir-se na identidade da filha jovem, outras gritam e brigam pelas mínimas razões com as filhas chamando-as de ingratas, preguiçosas, namoradeiras e encontram defeitos em tudo o que as filhas fazem, retaliando-as, inconscientemente, por todo o mal que, na fantasia, esta lhe causa quando cresce.

Porém, aquelas mães que conseguem entrar em contato com a realidade psíquica – mundo interno (subjetiva) e do mundo externo (objetiva) que suas filhas não são as responsáveis por seu envelhecimento, que na adolescência faz parte a tentativa de ser o oposto daquilo que a mãe é, que ela não possui a tarefa de realizar os sonhos e expectativas de sua mãe, que aquilo que cai bem na filha provavelmente pode ficar ridículo para a mãe, que cada uma vive as suas fases durante a vida, e que a mãe já viveu a sua adolescência e agora é a vez da filha, somente o contato com esta realidade interna e externa indicará o caminho pelo qual a mãe poderá encontrar os prazeres próprios da fase da vida em que vive, e principalmente poderá obter muito mais encontros do que desencontros com a filha.

Nesta etapa a adolescente quer ser escutada e levada a sério. Se a mãe puder ouvi-la, buscando legitimar seus sentimentos, muito provavelmente encontrará na filha uma escuta atenta, e as duas poderão se encontrar, exatamente dos lugares que ocupam: mãe com suas funções e filha com as suas funções. A fase adulta da filha, assim como o casamento desta e a possibilidade da mãe tornar-se avó, provavelmente nenhuma dessas etapas tão marcantes da vida passam sem desencontros, frustrações, mágoas ou ressentimentos, mas quanto mais cada qual, mãe e filha puderem observar todo evento por diferentes prismas, buscar compreender as razões que levaram cada qual a agir desta ou daquela maneira, isto é, não ficarem presas na ocorrência frustrante, e sim ver o que há por trás, ou seja, o que pode ter levado a outra a agir desta ou daquela maneira, e principalmente, não atrelarem-se aos próprios desejos e expectativas, mãe e filha poderão compartilhar muito mais as alegrias inerentes às mudanças e transformações que desencadeiam a novas etapas.

Cabe salientar que uma “boa mãe” só existe no imaginário de uma sociedade familiar idealizada, há relações mãe-filha que permitem superar suas dificuldades, enfrentando a prova do tempo e das relações, que, inevitavelmente se modificam.

Finalizando, cabe ressaltar que o nascer de uma filha significa uma relação passível de ser eterna enquanto vivas, pois quando nasce um menino, muitas mães sentem, e não sem razão, que este homenzinho é dela até que encontre outra mulher e se case, então, a mãe será substituída, mas a filha poderá ser sua filha para sempre.

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18 de Agosto de 2010 - Posted by | mãe e filha

132 Comentários »

  1. Obrigada por esse texto super esclarecedor. Convivo com uma situação delicada dentro de casa, onde minha relação com minha mãe é dificílima…e agora comecei a entender de verdade o porque dessa situação. Parabéns pelo site e obrigada por ter me ajudado!!!! Um beijo enorme e Sucessso!!!!

    Comentário por Safira | 13 de Outubro de 2010 | Responder

    • Minha cara Safira,
      A compreensão é o primeiro passo para a pessoa começar a se despreender do sofrimento.
      Um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 14 de Outubro de 2010 | Responder

      • DEUS ARRUME UM EMPREGO PARA MIM

        Comentário por Heloisa Faria Gonzaga | 1 de Outubro de 2014

      • Só que eu não sou Deus! Procure recursos internos para ter força, esperança e garra de conseguir o seu emprego!!

        Comentário por leamichaan | 7 de Outubro de 2014

  2. Foi mto esclarecedor este texto, mas o problema e que tento ajudã-la para melhorar como estudante de psicologia e ela resiste numa incrivel negação.Meus pais sao separados e ela projeta as angustias do meu pai na minha pessoa e tem uma crença enraizada q eu sou a favor dele em todos os sentidos, nao sei o que realmente fazer…gostaria mto da sua colaboraçao para que me ajudasse a enfrentar isto…abraço

    Comentário por Ana Paula | 26 de Outubro de 2010 | Responder

    • Olá Ana Paula,
      Em primeiro lugar é importante que fique bem claro tanto para você, quanto para a sua mãe e para o seu pai que a briga que houve e a separação foi entre eles dois e que você não tem nada haver com isto. A pior coisa que sua mãe ou seu pai podem fazer, é colocar você no meio das desavenças deles. Já é muito dificil para você ser uma adolescente que está ingressando na vida adulta, e ter que cuidar de suas proprias questões: formação de identidade, estudos, amizades, namoros, etc…
      A sua mãe deve estar precisando elaborar a separação e para tal seria muito útil que ela contasse com uma boa amiga, ou melhor ainda de uma terapia que a auxiliasse no processo de separação e luto desse casamento que fracassou. Ela vê o seu pai como inimigo dela e, na cabeça dela, se você é amiga dele, significa, , que você é inimiga dela. Isto é fantasia, pois eles podem brigar a vontade entre eles e você, não só pode, como deve ter os dois como seus respectivos pai e mãe, que exercem as funções deles com relação a você: te acolhem, amam, orientam, auxiliam, etc. Sua mãe precisa muito do seu carinho, dê a ela, porque não? E aos poucos, não atirando pedras, porque quando atiramos pedras, o outro coloca um escudo e não escuta nada, mas falando com jeitinho, saia do fogo cruzado que acontece entre eles.
      Utilize toda esta experiência como um aprendizado para a sua vida,
      Um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 27 de Outubro de 2010 | Responder

  3. Olá…Gostei muito de materia Parabéns!
    Tenho um relação dura com minha mãe, nunca foi muito amorosa e tão pouco me ensinou a ser mulher, sempre foi muito rígida e me atinge muito com palavras ofensivas. Ela teve uma separação muito difícil, eu tinha 1 ano, tento que criar 3 filhos sozinha e sem apoio da familia e sua relação com sua mãe nunca foi boa também, a mesma não a criou e sempre fez intriga. O fato de ser assim como é um reflexo do que viveu?

    Comentário por Luana Lima | 22 de Dezembro de 2010 | Responder

  4. Estou emocionada com a leitura de um texto geneneroso e muito complexo. Nada li melhor sobre o assunto até hoje.Parabens!/ Se estou emocionada é que tenho problema nestas questões. Mas não sei o quê. Choro.Tenho 75 anos, engenheira civil, artista plástica, agora sou escritora. Vivo só, tenho três filhos, cada um tem sua vida.Pensava que c/ os filhos não tinha problemas, sempre união, harmonia e amor./Mas agora vejo que todos me veem diferente do que sou, e “fazem de mim um julgamento culpando a minha mãe(avó deles)de todo o mal que eu tenho feito a eles”.Para minha surpresa, sou a culpada pelos seus males devido à mãe que tive que morreu antes deles nascerem.//Parabens telo artigo valioso. Um grande abraço MLuiza

    Comentário por Maria Luiza Martins | 9 de Janeiro de 2011 | Responder

    • Querida Maria Luiza,
      Toda a história têm dois lados, no caso de filhos insatisfeitos com seus
      pais, há uma dificuldade em reconhecer todas as coisas boas que os pais
      fizeram pelos filhos. Há também muita expectativa por parte dos filhos em
      relação aos pais, e uma tendência em valorizar muito mais as falhas do que
      os acertos dos pais, de tal modo, as falhas anulam os acertos.
      Se seus filhos são saudáveis fisicamente e psicologicamente, e estão
      crescendo e produzindo na vida, com certeza você acertou muito mais do que
      errou com eles!! Aliás, errar é humano! E isto também é valido para a sua
      mãe em relação à você!
      E pra finalizar trago uma frase de Sartre que cabe muito bem nesta situação:
      “O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do
      que os outros fizeram de nós”
      Um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 10 de Janeiro de 2011 | Responder

  5. Aos primeiros anos de minha infância, “assim que andei, dizia minha mãe”, eu saí de casa c/ prazer por andar na rua, passeando e curtindo o que via, que era a rua,era o dia ensolarado, a calçada, a fachada da casa dos meus pais, um rio passando sob a ponte que atravessei, e fui reparando nas casas parecidas até encontrar uma que gostei mais, e nela entrei, gostando de tudo, c/ a porta aberta convidando a entrar, e ali fui gostando de tudo e de todos, que era uma senhora viuva c/cinco filhas adultas, professoras, uma casa ótima e um quintal maravilhoso, e a tudo e a todos eu adotei e amei e ali fiquei; à noite meu pai me levava de volta eu adormecendo em seu ombro. As duas familílias ficaram amicíssimas ao longo dos anos; eu voltava todos os dias quando acordava para a casa escolhida/ Assim foram meus primeiros quatro ou cinco anos, até meus pais mudarem para outra rua. Fui a criança mais feliz do mundo, era o meu sentimento e é até hoje./// tais lembranças escritas p/ completar talvez o sentido do comentário anterior. – Hoje meu filho ao TEL. disse que eu “fui abandonada pela minha mãe”// Daí procurei a internet. Agradeço possível cometário ou orientação, MLuiza

    Comentário por Maria Luiza Martins | 9 de Janeiro de 2011 | Responder

    • Querida Maria Luiza,
      Toda a história têm dois lados, no caso de filhos insatisfeitos com seus
      pais, há uma dificuldade em reconhecer todas as coisas boas que os pais
      fizeram pelos filhos. Há também muita expectativa por parte dos filhos em
      relação aos pais, e uma tendência em valorizar muito mais as falhas do que
      os acertos dos pais, de tal modo, as falhas anulam os acertos.
      Se seus filhos são saudáveis fisicamente e psicologicamente, e estão
      crescendo e produzindo na vida, com certeza você acertou muito mais do que
      errou com eles!! Aliás, errar é humano! E isto também é valido para a sua
      mãe em relação à você!
      E pra finalizar trago uma frase de Sartre que cabe muito bem nesta situação:
      “O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do
      que os outros fizeram de nós”
      Um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 4 de Fevereiro de 2011 | Responder

  6. Nossa incrível, agora tem certas coisas que fazem sentido! Minha mãe parece viver fazendo competições comigo, as vezes até acho que é porque ela me ganhou quando tinha 14 anos… Isso pode interferir em algo? Beeijo

    Comentário por Nathalia | 29 de Abril de 2011 | Responder

    • Sem dúvida!
      Quando a sua mãe ganhou você ela ainda estava vivendo a propria adolescencia e não estava preparada para ser mãe. Como tudo na vida este fato também tem seu lado bom e ruim. O lado bom disso, é que a sua mãe pode entender o seu universo a sua maneira de pensar e te acolher naquilo que você pensa e sente, vocês estão muito proximas e é normal que ocorram competições. Quanto mais consciente você estiver dessas competições, menos enredada ficará nelas e a relação de vocês duas poderá fluir cada vez melhor!
      Um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 1 de Maio de 2011 | Responder

  7. Gostei muito do texto! Obrigada por nos ajudar! Minha relação também é difícil com minha mãe. Ela é daquelas que quer resolver tudo, fazer tudo para ajudar suas filhas, mesmo eu já sendo adulta. Qualquer problema ela tenta resolver. É como se ela vivesse a vida das filhas. Ela é viúva e somos 2 filhas solteiras. Eu penso às vezes que devo um dia retribuir toda essa dedicação a ela.
    Muitas vezes me sinto sufocada, todos dias falamos sobre casamento e trabalho (estou desempregada) e vejo que ela se preocupa demais.
    Hoje por exemplo tivemos uma discussão horrível, pois no momento gostaria que ela vivesse a vida dela e deixasse um pouco de pensar na nossa vida.
    Até que ponto isso é saudável? O que há de errado na nossa relação? Gostaria da sua ajuda. Eu e minha irmã de vez em quando perdemos a paciência com ela e sei que isso não é justo.
    Obrigada!

    Comentário por Carla | 8 de Fevereiro de 2012 | Responder

    • A sua mãe transformou vocês duas no objeto de vida dela. Seria útil para ela e para vocês que ela encontrasse um interesse de vida: Um trabalho, um estudo, Hobbies, esporte, frequentar grupos da melhor idade. Qualquer coisa. Algo que desse sentido para a vida dela. Filho não pode ser o objeto de vida dos pais. Os pais devem dar raízes e asas para os filhos. Parece que a sua mãe deu raízes e quer continuar prendendo vocês na terra – nela. Nós criamos filhos para o mundo e não para que nos devolvam ou para cobrar o que fizemos por eles. Com certeza a sua mãe não faz por mal, é que ela ainda não encontrou interesses e proposito na vida! Pode ser também que ela não teve uma boa relação com a mãe dela e quer compensar a relação mãe-filha que não teve com vocês. O principal é não se sentir culpada com as chantagens emocionais dela e viver a sua vida. Você pode ajuda-la sugerindo uma boa terapia.
      Um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 10 de Fevereiro de 2012 | Responder

  8. Como voce mesma diz em um dos comentarios, toda historia tem dois lados.tenho 3 filhos 21 18 e 16 minha relacao com os meninos e super tranquila, amorosa e comunicativa de ambos os lados.Com minha filha (18 anos) a relacao eh bem descontrolada.Penso que entendi que o julgamento e a interpretacao de cada palavra, gesto e comportamento
    eh fundamental na compreencao.Compreendi que paciencia eh um ponto muito importante e sim dialogar sempre sem alterar a voz e nao levar para o lado do ciume e sem competicoes, tenho 48 anos amo meus filhos.Obrigada pelo texto.Sempre volto no site e releio para me fortificar.Tudo de bom, para as leitoras tambem.

    Comentário por joana | 28 de Fevereiro de 2012 | Responder

  9. Olá!

    O período entre meus 11 aos 14 anos, aproximadamente, minha mãe passou me comparando com outras meninas; as que estudavam comigo, as filhas de conhecidos e até primas que já eram adultas.
    Dizia que eu era sua inimiga e que estava criando uma cobra porque quando engravidou de mim, pensava que eu seria sua amiga, companheira e que eu a ajudaria nos afazeres domésticos, atividades estas em que nunca fui muito talentosa. Mesmo quando tentava ajudá-la, o que eu fazia parecia nunca ser suficientemente bom.
    Aos poucos nossa situação melhorou sim e até bastante. Mas mesmo que ela seja uma boa pessoa e que eu saiba que minha avó lhe deu uma criação negligente, não posso evitar de me sentir magoada. Mesmo já tendo quase 30 anos. Me incomoda que ela finja que nada disso aconteceu e sinto que esse período conturbado moldou a pessoa que sou hoje e que ainda restam muitos resquícios dele em nosso relacionamento.

    Comentário por Maria | 7 de Março de 2012 | Responder

  10. ola !
    FIQUEI EMOCIONADA AO LER SUE TEXTO POIS DESDE QUE ME ENTENDO POR GENTE QUE TENTO UMA CONVIVENCIA MUITO DIFICIL COM MINHA MÃE ELA NUNCA ACEITOU MEU JEITO DE SER E SEMPRE ME CRITICOU E ME OFENDEU SEMPRE IDEALIZOU E GOSTOU MAIS DA MINHA IRMA QUE SEMPRE FOI MUITO DEPENDENDO E DEPRESSIVA DAI A REPETITIVAS BRIGAS ENTRE NOS ELA ME MANDOU PARA FORA DE CASA COM 14 ANOS E FUI MORAR COM MINHA AVÕ A QUASE 4 MESES ATRAS MINHA IRMA DE 19 ANOS FALECEU E EU NA TENTATIVA DE AJUDAR MINHA MÃE E MEU PAI E MEU IRMÃO DE 12 ANOS VOLTEI A MORAR COM ELES NO COMEÇOU FOI MUITO BOM MAIS MINHA MÃE JA COMECOU A REPRENDER MINHAS ATITUDES TRABALHO E PRENTENDO AJUDAR MEU NAMORADO A CONSTRUIR NOSSA CASA ELA VIVE CRITICANDO MINHA ATITUDE POR POUPAR DINHEIRO SO VOU PARA MINHA CASA A NOITE E ELA SEMPRE JOGA NA MINHA CARA QUE UE NAO AJUDA EM NADA SEMPRE ME OFENDE DIZENDO QUE ELA SO TINHA UMA FILHA QUE NAO GOSTA DE MIM QUE ELA AMAVA A MINHA IRMA SO SEI QUE ESTOU PASSANDO POR UMA SITUACAO BEM DIFICIL GOSTEI MUITO DE LER SEU TEXTO E VER QUE EXISTEM PESSOA QUE PASSAM PELO MESMA SITUAÇÃO ISTO ME CONFORTA UM POUCO SABER QUE NÃO SOU SO EU UM ABRAÇO…

    Comentário por ana flavia | 14 de Março de 2012 | Responder

  11. Olá,
    Este texto é muito esclarecedor, adorei,porém gostaria entender melhor a minha relação com a minha filha de 16 anos.Tenho 38 anos, tive que me separar do pai dela dede os seus 05 anos pois ele me traía demais e era muito irresponsável. Á partir daí era somente eu e ela, ele não colaborava nem com a atenção e amor de pai. Estou no segundo e último relacionamento há 06 anos de onde vieram as gêmeas de 02 anos.Pois é a fase de gestação, a chegada das pequenas,muitas mudanças em casa e nas nossas vidas, o que já era de se esperar a minha vida muito muito limitada mesmo, tive que parar de trabalhar,enfim tudo mudou.E tudo isso bem na adolecencia da minha filha que só podia contar comigo,que o pouco tempo que me sobrava era para ela. Da gestação até os primeiros meses de vida das gêmeas, ela me cobrava atenção e reclamava muito por eu ter engravidado,e desde então houve muita rebeldia, ela se envolveu em relacionamentos difíceis, más companhias, namoros conturbados, parou de estudar duas vezes,por dois anos seguidos. começou a trabalhar e vinte dias depois trocou o emprego por outro,onde não ficou nem um mês completo. Atualmente está vivendo um relacionamento com uma pessoa comprometida talvez até pondo a própria vida em risco(pelo pouco que sei), voltou à estudar e o relacionamento com as irmãs e até bom, mas é muito desanimada,não faz nada para arrumar um trabalho e suprir algumas necessidades próprias,insistente no relacionamento… não tem boa vontade para me ajudar em casa, enfim, isso me deixa muito triste e frustrada e por alguns momentos acho que crucifico e estou frustrando a minha filha que tanto amo acho que criei expectativas demais.Pos favor me ajude!!!Um abraço…

    Comentário por Geuza | 25 de Março de 2012 | Responder

  12. Apos uma discução com a minha mae por telefone resolvi pesquisar na internet alguma resposta para o que eu estou passando e encontrei o site.
    Minha mae casou mto nova e meu pai 10 anos mais velho e com um poder aquisitivo bem melhor do que o dela, meus pais tiveram meu irmão mais velho e apos 7 anos eu nasci, como meu pai não aceitava que minha mae estivesse gravida de mim eles acabaram brigando e se separando ( versão da minha mae) na versão do meu pai eles se separaram por mto ciumes por parte da minha mae (versão esta confirmada por todos da familia da minha mae e pai), enfim minha mae se separou aos 27 anos e me criou meu pai criou me irmão, ocorre que minha mae jamais trabalhou dizia que havia casado com um homem que poderia banca-la ate qnd ela precisasse, mais hoje com 52 anos, não tem ajuda do meu pai que casou novamente ha 20 anos, meu irmão e casado e eu tambem…enfim minha mae vive esperando que as coisas caiam do ceu eu tenho que pegar todo mes metade do meu salario e emu irmão metade do salario dele para entregar para ela, qnd arrumamos emprego ela disse que se não trabalhou ate agora é claro que não vai trabalhar, meu casamento esta abalado por esta situação o casamento do meu irmão quase acabou por isso tambem e minha mae deseja que eu e meu irmão ficamos sozinhos assim não ha nada que possa impedir de entregar nosso dinheiro a ela…

    Comentário por kely | 26 de Março de 2012 | Responder

    • Querida Geuza, penso que a sua filha sofre de algumas grandes dores: 1a -O pai não lhe dar atenção; 2a – Você não estar tão disponível emocionalmente e mentalmente na época da separação por estar vivendo uma decepção, e precisar se ocupar de sustentar a casa; 3a – Ver as irmãs que possuem pai e mãe e ela não – Isto dói muito e pode prejudicar a auto-estima de sua filha; 4a – Precisar tanto de um pai que está com este homem casado.
      Se você me escreveu é porque está preocupada com a sua filha. então procure compensá-la pelas faltas: Dê atenção, demonstre amor, diga que a compreende que você falhou, mas que não foi por mal; diga que se o pai dela não sabe valorizá-la não é prova de que ela não é muito valiosa, o problema não é com ela, e sim com ele que tem dificuldades com a paternidade – Penso que ele mesmo não teve pais presentes – difícil dar o que não recebeu, ele não tem registro de ter tido bons pais.
      Acolha-a e valide os sentimentos de revolta e mágoa que ela revelar. Não fique com raiva dela e nem se sinta culpada pelo que passou, isto só fará mal. Você tem todo direito de não ser assim tão eficiente, e de falhar, afinal você é humana. E você nem falhou estava gravida de gêmeas, e precisa cuidar delas que absorvem muito o seu tempo e a sua atenção. Fale tudo isto para a sua filha. Seja verdadeira e sincera e diga que você quer ouvir as queixas dela. Ouça e acolha. Peça desculpas pela falta que sem querer você fez ela sentir de você.
      Te desejo boa sorte e muita força,
      Um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 26 de Março de 2012 | Responder

    • Minha cara Keli, nem você e nem o seu irmão têm a obrigação de sustentar a mãe de vocês. Ela possui a crença de que não precisa trabalhar para se manter, ela sempre foi e pretende continuar sendo dependente do outro. Isto é uma ilusão. Porque nós não temos a responsabilidade de sustentar nossos pais e sim de sustentar nossos filhos quando eles ainda são incapazes de se sustentar sozinhos.
      Pelo que li na sua carta, parece que a sua mãe casou para ser sustentada. Você deve estar precisando do seu salário para auxiliar e bancar os sonhos de sua família nuclear – marido e filhos – esta é a sua família nuclear agora e não a sua mãe. Sua mãe tem 52 anos e não consta na carta que ela seja considerada inválida, portanto é jovem e pode encontrar um trabalho, ser produtiva e útil para a sociedade e para si mesma. Se você quer de fato ajudar a sua mãe pare de dar metade do seu salário todo mês para ela, de tal maneira ela irá em busca de algum trabalho e ocupará a mente com algo produtivo que não seja encontrar argumentos de tirar o dinheiro dos filhos. Pode ser que seu pai cansou dela por ela se tornar uma pessoa improdutiva e por isso desinteressante. Saiba que a mente da pessoa é análogo ao poço – Se tem água, que representa a produtividade existe para sua função, se não tem água, então terá escorpião, cobras e lagartos – não existe para a sua função. A mesma coisa é a mente do ser humano, ou ela tem água – está ocupada com algo produtivo, ou tem cobras e escorpiões, ou seja, está ocupada com algo destrutivo. Você pode dar um prazo de dois ou no máximo três meses para que ela encontre um meio para se sustentar. E durante este prazo você pode diminuir gradativamente o auxilio que dá a ela. Saiba que você fará isso para o bem dela e que a felicidade do ser humano é sustentada pelo amor e pelo trabalho. Sua mãe precisa desenvolver a capacidade de amar vocês e de trabalhar.
      Te desejo muita força,
      Um grande abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 26 de Março de 2012 | Responder

  13. Eu sinto muito complexo de ter mtas estrias desde de novinha,fazia muita coisa errada de comer besteria e com isto eu engordei, depois quiz emagrecer a todo custo e fazia regimes de loucura e minha não me orientava nada que eu podia ficar feia cheias de estrias e tal. Conseguencia tenho mtas estrias no corpo, seios, bumbum, coxa e panturrilha.
    Me sinto frustada e com mto complexo e minha mãe não tem este problema e nem me orientou em que eu estava na fase mais difícil da imaturidade de nem saber oque era ” estrias” e agora não vou ao clube, não gosto de expor meu corpo e outra acho que nunca vou ter um amor de verdade e nem quero ter filhos, pois não posso engordar nada senÃO piora a médica me disse.
    Senti inferior doque todas outras mulheres, poxa minha mãe teve cinco gravidez e não têm e eu sou uma zebra.
    Gente me ajuda oque eu faço?
    Me sinto mto mal com isto….

    abraços

    Comentário por bia | 4 de Abril de 2012 | Responder

  14. Por que as mães pobres não cuidam direito das filhas?
    Nem auxilia importa conversa.
    Hoje eu tenho este problema que vai estar comigo o resto da vida e faz eu querer me esconder e dentro de mim este sentimento de inferioridade.
    Não sei como lidar com isto. Sério.
    Acho que preciso de terapia o resto da vida.
    bye bye

    Comentário por bia | 4 de Abril de 2012 | Responder

  15. Emocionada!!! E a única palavra que me resta… passei com minha mãe o mesmo que estou passando com minha filha…vou começar a observar e sentimentos envolvidos e mudar essa história, realmente agora acredito que projetamos aquilo que vivemos e se a experiência não foi boa, fica impossível projetar algo bom.Minha filha não precisa passar pelas mesmas angústias, não é mesmo?Muito obrigada pela ajuda imensa e impagável.A mesma trará mudanças, eu creio!!1Grande Abraço!!!

    Comentário por Renata | 8 de Abril de 2012 | Responder

  16. nossa faz muito que gostaria de passar para o mundo o que penso sobre ofato de ser mae e pai.sei que vou parecer maluca sei que muita gente vai dizer que pirei mas por favor me ouçam analisem comigo .pai e mae sao 99 por cento prejudiçiais aos filhos pobre indefesos.vcs ja perceberam que nos os pais temos o mesmo comportamento que os feudais tinham com os escravos? pensem nisso .

    Comentário por Rosete Alves Camey | 17 de Julho de 2012 | Responder

  17. Um dos textos mais completos e claros que achei sobre o assunto, parabéns. Agora, se puder me dar algum conselho, ficaria muito grata. Já sou adulta, luto pra terminar uma faculdade que detesto, mas estou tentando passar num concurso e conseguir ter minha independência financeira… e tdo dia sou cobrada e recebo inúmeras reclamações por parte da minha mãe: a faculdade ainda não terminada (a qual só quero mesmo o diploma e não vou exercer a profissão), o rumo que vou tomar na minha vida, os amigos com quem ando (todas ótimas pessoas e de boas famílias) que não tem a mesma situação financeira que a nossa, os lugares pra onde vou, que nem sempre são os melhores, mas eu sinceramente não ligo pois oq importa mesmo são as companhias, reclama que só ando com homens agora (amigos meus e do meu namorado) e que acha isso estranho, e sempre vem com a ladainha “o que os outros vão pensar?” qdo digo que quero ficar na rua até altas horas da madrugada, ou diz que estou saindo demais… sem falar no fato de ficar sempre muito fechada quando falo do meu namorado ou quando ele vem aqui em casa, não que o trate mal, nunca, mas eu sinto a mesma frieza com ele como qdo eu comento sobre meu pai (nunca se deram bem e acho que isso deixou mtas cicatrizes nela). Não me deixa sair de casa a noite e se digo que vou sair ela diz: “vc vai me deixar sem dormir essa noite??? Isso não é certo”, e acabo muitas vezes cedendo à chantagem. Depois de mto conversar e tentar convence-la, ela estipulou uma quantidade máxima de saídas noturnas: 1 por mes. Aceitei somente na hora, mas sempre que posso fujo e ela diz que sou desobediente e que nunca pode confiar em mim, pois eu sempre dou um jeito de escapulir. Diz que a autoridade é ela e que enquanto eu estiver morando com ela, as coisas vão continuar sendo do jeito dela, pois ela é a mãe e as regras são dela. Sinceramente, não sei mais como lidar com isso. A vida dela sou eu e qdo dou uma de “rebelde”, ameaça ir embora morar com a irmã ou viajar sozinha por aí, na qual digo: então vá! Viva um pouco sua vida! Faça coisas que goste e não se preocupe, pois sei me virar!. Mas ela nunca vai e desde sempre era ela quem tomava as decisões por mim, em tudo, e agora, depois de uma crise de depressão pela qual passei, abri os olhos e resolvi agir por conta própria, tomar minhas próprias decisões… acho que ela não se conforma por eu ter amadurecido e mudado tão rápido. Ela diz que não me conhece mais, que eu sou uma nova filha pra ela, e além do mais, meu namoro está longo e cada vez mais sério, o que acho que só a deixa com mais medo. Tento ver sempre os dois pontos de vista, mas confesso que é difícil ver pelos olhos da minha mãe. Somos muito diferentes. Por favor, me dêem uma luz. Obrigada.

    Comentário por Bel | 2 de Setembro de 2012 | Responder

    • O grande problema de sua mãe é transformar você na vida dela. De tudo o que você me escreveu este comentário é o que mais me chamou a atenção. Nenhum ser humano pode ser avida do outro, nem filha, é óbvio!! Nós damos aos nossos filhos raizes e asas. Está na hora dela te dar asas, e se ela não consegue dar, permita-se, autorize-se e liberte-se!
      Sua mãe precisa encontrar um objeto de vida. Pode ser um trabalho, um estudo, um namorado, uma instituição, um ideal, algo para ela se ocupar de forma útil e produtiva e deixar cocê viver sua vida em paz.
      Assim ela deixará de depender de você e a relação de vocês ficará melhor. vocês serão mais amigas e mais unidas,
      Um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 2 de Setembro de 2012 | Responder

  18. adorei o texto! vivo uma vida infernal desde criança até hoje, minha mãe nunca conversou comigo, ela dita as regras, só ela está certa, sempre me humilha, ela é estranha, é má, fofoqueira, vive semeando a discordia fala mal de todo mundo, usa tudo o que eu conto pra ela contra mim, as vezes ela me faz tanta raiva que eu chego a acreditar que eu a odeio. Não se dá com o meu namorado, sem motivo algum, disse q ele tirava a privacidade dela, ele não entra mais na casa dela. Não vejo a hora de ter minha casa.Ela só reclama que eu não faço nada, tudo que faço esta errado, não posso limpar uma casa, pq a incomoda, não posso usar o fogão dela. Não tenho direito sequer de fazer uma pizza. somente vivo aqui, como o que ela quer, não tenho opnião. Ela sempre se faz de vitima. tomei nojo de religião por causa dela, sua hipocrisia me mata. Liga todos os dias para seus irmão, e eu que estou do lado do quarto não tem a coragem de me perguntar como estou. Eu estou triste de mais. Quando vou para o cursinho e o trabalho parece q ela faz questão q eu vá mal, já logo arruma uma briga.
    Minha relação c meu pai é um pouco melhor não tem briga, mais ele deixa mto a desejar, nunca fala nada .não faz nada p mudar. nunca me deu carinho, só dinheiro.

    Comentário por | 1 de Novembro de 2012 | Responder

    • Cara Jo, amor e ódio caminham juntos, e você de fato ama e odeia a sua mãe. Penso que a sua mãe transformou você na depositária das frustrações dela. Você foi a eleita (inconscientemente) para pagar o pato do sofrimento dela quando ela era criança e sofreu na relação mãe-filha com a mãe dela. O que ela faz com você é uma especie de vingança do mau que ela recebeu quando era criança. Tenho certeza que ela sofre em fazer você sofrer, mas sua mãe não consegue mudar a conduta. Penso que dói pra ela ver que você tem coisas boas que ela não teve. A presença do seu namorado a incomoda muito, porque dói a ela ver que você tem alguem e ela não.
      Só existem 3 opções: ela fazer análise para se perceber; você fazer análise para desenvolver recursos para lidar com ela; ou tentar relevar.
      Um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 2 de Novembro de 2012 | Responder

  19. AMEI O TEXTO ESPLENDINDO E ISSO JA PASSAVA PELA MINHA CABEÇA , DESDE PEQUENA OUÇO A MINHA MAE DIZER QUE O NOSSO FIM SERIA SERMOS INIMIGAS E ESTA MESMO NESSE CAMINHO TIVE A MINHA FILHA COM 16 ANOS MINHA MAE E MANIPULADORA TOMOU A MINHA FILHA A FORÇA SÓ POSSO VER A MINHA FILHA QUANDO LHE DOU DINHEIRO OU FAÇO ALGUMA COISA QUE AGRADA A ELA NAO DA CERTO COM NINGUEM DOD MEUS DOIS IRMAOS SEPAROU DO PAI , E ESTA MANIPULANDO A MINHA FILHA COMO FEZ COMIGO O QUE DEVO OFAZER A MINHA FILHA ESTA COM 17 ANOS NAO SABE COMO AGIR E TENHO UMA OTIMA RELAÇAO COM A MINHA FILHA TOTALMENTE AO CONTRARIO ESTOU DESESPERADA PQ A MINHA VIDA INTEIRA SEMPRE ESPERANDO QUE A MINHA FILHA CRESÇA PRA ME ENTENDER MAS A MINHA PRINCESA SE SENTE ENTRE A CRUZ E A ESPADA .

    Comentário por CMSDANTAS2006@HOTMAIL.COM | 14 de Novembro de 2012 | Responder

    • Minha cara, a relação entre a sua filha e a sua mãe é diferente da relação que havia entre você e sua mãe. Pode ser que sua mãe tentou compensar com a sua filha as falahas que viveu com você, e se é assim, sua filha sente muito carinho e amor pela avó. Sugiro que você não coloque a sua filha contra contra a avó. Isto fara mal a ela e a você também. Sua filha é uma pessoa e você é outra. Sua mãe foi de um jeito com você e e de outro com a sua filha. Encontre uma terapia para cuidar das dores e das feridas que você tem em relação a sua mãe.
      Seja forte e construtiva,
      Um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 16 de Novembro de 2012 | Responder

  20. Hoje foi um dia difícil. Liguei pra minha mãe pra saber como ela estava, e quando no meio da conversa ela começou a jogar coisas na minha cara do tipo: você não é mais a mesma desde a gravidez do primeiro filho (hj com 4 anos), porque vc me maltrata, não me respeita, você é falsa, não posso ser sua amiga porque tudo o que falo vc usa pra me incriminar, enfim, disse coisas horríveis que jamais imaginei que pudesse escutar dela. Minha mãe acha que o fato de discordar da opinião dela é desrespeitá-la – tenho o direito de me expressar!!! sinto que hoje foi a gota dágua, e que não tem mais volta. Tenho 32 anos e irmão de 31. Ela prefere ele, sempre preferiu…nascemos com uma diferença de 11 meses. Sempre a culpa foi minha, de tudo o que já aconteceu… Se algo deu errado, a culpa é DELA!!! Não tenho raiva do meu irmão, ele é muito querido. O que incomoda é ela mostrar descaradamente a sua preferência. Disse também que eu não mereço o amor dela por mim, e que eu não a amo. Vai uma pergunta: o amor é sufocante? O amor espera algo em troca??? Por que ela ainda acha que tem poder sobre a minha vida??? Sinceramente eu não aguento mais. Não quero mais me sentir culpada por algo que ela me acusa sem tem razão. Não quero cometer os mesmos erros com meus filhos. Acredito que o amor de mãe deve ser natural, sem exageros e com liberdade de um escutar a opinião do outro.

    Comentário por Larissa | 30 de Novembro de 2012 | Responder

    • Cada pessoa tem um jeito único e singular de amar. Algumas formas de amar são produtivas e em prol do desenvolvimento enquanto outras são sufocantes. Além disso, um filho pode inspirar a mãe a ser amado de uma maneira e outro filho de outra por diversos motivos: ser de sexo oposto; nascer primeiro, modo de ser, etc…
      Aquele filho cujo a mãe ama com mais restrições e exigencias, é aquele que representa o mais proximo e intimo por isso a mãe se sente mais a vontade para descarregar sobre este.
      Espero que estas palavras te auxiliem a lidar melhor com a sua mãe.
      Felicidades, um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 30 de Novembro de 2012 | Responder

  21. Tenho uma grande dúvida por minha mae nao gostar de mim desde muito nova.É que somos 6.Porque so eu mereco seu desprezo?. Tenho hoje 37 anos sou mae. De uns 3 anos pra cá eu resolvi aceitar essa situacao até entao sofria muito . Hoje sofro sim ,as consequencias. claro que minha vida seria bem melhor se eu tivesse sido amada pela minha progenitora. Mas hoje nao choro mais por isso como antes . Simplismente aceitei pois nao me restava mais outra opcao. Mas enfim toda familia tem seus desaventos mas entre nos todos só eu fui escolhida para ser odiada .Obrigada pelo texto muito inteligente.

    Comentário por rosy | 2 de Dezembro de 2012 | Responder

    • Olá Rosy, você tem razão quando diz que uma mãe nao ama da mesma forma todos os filhos, mas nunca pense que você nao era merecedora do amor dela, ou que você é menos que os seus irmãos. Penso que em alguns aspectos ela se identifica com você e ve em você caracteristicas que não gosta nela mesma. Mas agora que voce é mae, procure compensar a relação mãe-filha que você não pode viver com a sua mãe.E não perca mais tempo e energia se lamentando por isto.
      Felicidades,
      Um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 2 de Dezembro de 2012 | Responder

  22. Bom, primeiro gostaria de lhe parabenizar pelo site, texto bastante completo!!

    Ontem tive uma briga feia com minha mãe e preciso de opiniões….

    sou filha única, tenho 27 anos, minha mãe é 17 anos mais velha do que eu. Quando eu tinha 16 anos ela e meu pai se separaram e até hoje ela não casou novamente, tem somente namorados, e sempre diz que não depende de homem e que não quer casar novamente. Bom, o problema é que ela me sufoca com isso e não percebe. Outro problema é que sou gay, casei com minha esposa há 4 anos e moramos a 100km de distancia da casa de minha mãe.
    Minha mãe não aceita minha relação mas respeita e gosta muito da minha companheira.

    Estou de férias e vim passar o final de ano na casa da minha mãe (eu, minha esposa e minha cachorra), mas percebo que ela fica muito encomodada com nossa visita, implica com tudo que fizemos, até o jeito em que ligamos a tv. Ela quer toda a atenção pra ela, quer que eu vá com ela em todos os lugares e temos gostos diferentes… minha mãe é baladeira e eu sou caseira, entao nossos progrmamas sao diferentes e ela nao aceita isso.

    Ontem eu cansei, ela ficou indignada porque eu nao fui caminhar com ela e preferi ir com meu primo de 13 anos. Falei tudo que estava engasgado ha anos e agora estamos sem nos falar.

    Minha avó, mãe dela, tem um genio bem complicado e dificil e minha mae esta ficando igual, não estamos mais nos entendendo. Antes ela sempre me falava que não era pra eu deixar ela ficar igual minha avó…. e eu falei…. só que ela acha que não está!!!

    vive me jogando na cara que eu sou um sapatão (sou bem feminina ta, rsrs), me compara com meninas que se vestem igual meninos. Digo que vou adotar criancas, e ela diz que vao ser netos de mentirinha, que não vai ser a mesma coisa.

    É muito ruim ficar ouvindo isso de uma mãe. Eu agora sou visita na casa dela e ela nao faz nada pra me agradar (mas ela acha que faz).

    Eu precisava desabafar e queria uma opiniao sobre o comportamento da minha mae.

    Obrigada

    Comentário por Priscila | 30 de Dezembro de 2012 | Responder

    • A dificuldade que o ser humano tem em aceitar o outro como ele é! Aquela que puder aceitar mais as diferenças é mais evoluida! Faça um trabalho interno e tente aceitar a sua mãe, você verá que quanto mais você puder aceitá-la, mais ela aceitara você. E o que é aceitar o outro? Eh abrir um espaço em sua subjetividade para acolher aquelas características que a sua mãe possui e que até agora nao te agradavam, encontrando algo positivo nisso que ela pode ser!
      Felicidades,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 31 de Dezembro de 2012 | Responder

  23. Obrigado , e parabens pois me ajudou bastante esse texto …
    Mais o meu problema e que pelo fato de minha mae não está trabalhando minha irmã dá uns dinheiros a ela finais de semana , e oque ela faz começa a paparicar ela , tudo e ela , mas nas horas ruim tudo sou eu , eu choro , fico triste mas ela não se importa , ela me rejeita , e fica amando a outra filha e já me disse ; não tá gostando vai embora , que mãe e essa ? Faz uma filha comer pão e agua e a outra comida (arroz , feijao , carne seca com abobora) com guaraná , e isso que eu fico triste , colocou todos conta mim , até uma criança de 4 anos … Mas obrigado

    Comentário por Julia | 9 de Março de 2013 | Responder

    • Querida Julia, entre irmãs há muita rivalidade e competição, não só entre mães e filhas. Imagino o quanto você deve estar sofrendo, mas isto que a sua mãe faz é uma maneira de compensar a sua irmã pelo dinheiro que esta dá a ela. Se você desse o dinheiro, provavelmente ela paparicaria você. E você sabe disso, não que sua irmã seja melhor do que você, ela recebe este paparico pelo dinheiro que dá a mãe. Mantenha-se firme e não deixe esta situação abalar a sua autoestima. A cinderela passou pela mesma situação e no final casou com o principe!
      Felicidades,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 9 de Março de 2013 | Responder

  24. Querida Léa, hoje resolvi pesquisar como ajudar minha relação mãe e filha em relação as amizades de amigos, e acabei me deparando com seu texto, que me fez me ver adolescente lembrando tudo que passei por morar sozinha desdos 16 anos, e o meu grande medo de errar como mãe de constituir uma família pra não ficar mais só, e ai chega adolecencia. Sou casada a 17 anos tenho duas filhas lindas, uma de 10 anos e uma que vai fazer 16 anos, ai esta o meu ponto. minha filhota se acha adulta demais começou a trabalhar como jovem aprendiz, deixei para que ela conquistasse seu espaço e amadurecesse, mas vejo que ela se ve com 20 anos e pensa que pode ou quer fazer o que os outros amigos dela fazem; Não a deixo sair para dançar a noite sozinha com suas amigas acho muito cedo e muito perigoso esse nosso mundo de hoje. Procuro ser a melhor mãe amiga companheira dar o melhor que posso para as duas converso mas sei que tbm erro, por que quero ser a melhor mãe e as vezes não me vê dessa forma e sim como uma mãe que não entende que ela tem 15 anos que quer ter seus amigos sair com eles a hora que entender, e com um pouco mais de experiencia de vida sabemos as vezes as amizades que fazem bem ou mal para nossos filhos. No fundo de mim sei que tenho a resposta para todas as minhas duvidas perguntas mas não as acho. me encontro pedindo e mendigando atenção. e não quero ficar mal comigo mesma e nem deixar minhas filhas mal. quero apenas que elas saibam que as amamos de todo o coração e que faço e sempre farei o que for melhor para elas. obrigado pelo espaço e pelo desabafo. com carinho Márcia.

    Comentário por Márcia | 13 de Março de 2013 | Responder

  25. Olá, tenho 22 anos e desde os meus 11 ou 12 anos (eu acho) venho enfrentando problemas de relacionamento com minha mãe, não é nada fácil mas me esforço ao máximo para ao menos mantermos uma “boa relação”, já deixei de fazer muitas coisas que gostava por causa do excesso de controle dela. Passamos por momentos muito difíceis no passado, ultimamente vou levando… Eu a amo muito, porém às vezes ela faz coisas que me irritam bastante. Ela tenta ser super protetora demais e isso me sufoca, me deixa mal, muito mal. Já tentei conversar com ela sobre isso mas ela é tão teimosa que não aceita minha opinião e também não respeita meus sentimentos. Entretanto, tenho esperanças de melhorar minha relação com ela, ainda não sei bem como fazer isso, porém tenho esse desejo e espero um dia realizá-lo.

    Comentário por Evellin | 23 de Abril de 2013 | Responder

    • Parece que a sua mãe transformou você na salvadora da pátria! Ou seja, você nasceu com a missão de ser a mãe de sua mãe, a amiga de sua mãe, a filha de sua mãe, a companheira de sua mãe, etc. Ela quer resolver todos os problemas de carência afetiva através de você, por isso ela acaba sufocando. Ela não compreende que que você é uma pessoa e ela é outra. Que você tem um jeito de ser, de agir, de pensar que é diferente do jeito dela. Vai ser muito difícil pra você dizer estas coisas para ela, mas antes diga para si mesma, e depois pouco a pouco com muito jeitinho tente transmitir isto para ela. Sugiro que a sua mãe faça terapia, ou, pelo menos, saia mais com amigos, familiares, faça cursos, trabalhos, se envolva em outros projetos para manter a mente ocupada e controlar menos você!
      Evellin, não deixe de viver a sua vida e fazer as coisas que você gosta, lembre-se, a vida é uma só!
      Felicidades,
      Um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 29 de Abril de 2013 | Responder

      • Obrigada Léa. Eu realmente estava precisando dessas suas palavras. Confesso que até fiquei emocionada com tudo o que escreveu. Eu concordo com você, sei que minha mãe precisa de ajuda, inclusive eu sugeri isso a ela, é nervosa, ansiosa, paranoica, sofre de uma dor de cabeça crônica há anos, porém, ela é tão ególatra. Há algum tempo eu mesma já procurei ajuda e obtive bons resultados. Só Deus sabe tudo o que tenho passado. Há algumas semanas pensei até em abreviar minha vida, minha mãe só falta me enlouquecer com suas atitudes. Tem sido tão difícil pra mim ultimamente… estou prestes a me formar da faculdade e com o TCC ando muito nervosa e pra completar tenho problemas com ansiedade minha defesa será nessa próxima semana, mas eu sinto que cheguei ao meu limite, sabe? Tanto na minha vida emocional quanto na acadêmica. Sinceramente ando muito deprimida por esses tempos… perdi o ânimo de viver. No momento meu único consolo é confiar em Deus e acreditar que dias melhores virão.

        Comentário por Evellin | 5 de Maio de 2013

  26. Li esse texto e gostei muito. Daí te escrevi dizendo que a citação lembrava um livro que li a orelha, mas não o comprei e me arrependi. Vc me enviou e-mail com nome do livro, mas não o anotei e perdi. Adora, queria muito compra-lo. /vc pode me ajudar novamente?

    Comentário por silvia sampaio | 10 de Maio de 2013 | Responder

    • Sinceramente, não lembro nem da citação e nem do livro… Tente um livro da psicanalista Marina Ribeiro!

      Comentário por leamichaan | 10 de Maio de 2013 | Responder

  27. Esse texto me ajudou muito. Achei que só eu tinha problemas com minha mãe. Nossa relação é complicada. Nasci quando ela tinha apenas 18 anos e logo em seguida meu pai biológico a abandonou. Ela se casou novamente quando eu tinha 3 anos de idade. Chamo meu padrasto de pai. Minha infância foi bem difícil. A família do meu padrasto tinha muito preconceito em relação ao fato de ele se casar com uma mulher que já tinha uma filha de outro. A sensação que eu tenho é que minha mãe sentia vergonha de mim. Ela sempre dependeu financeiramente do meu padrasto. Minha mãe sempre me tratou como se eu não merecesse o amor dela, como se eu tivesse de pagar por ele. Eu tinha de ser a filha perfeita. Nunca tolerou que eu errasse. Quando eu era pequena, batia-me com muita violência e fazia questão de que todos os irmãos e sobrinhos do meu padrasto vissem aquilo. Também me humilhava com palavras, dava tapas no meu rosto no meio da rua. Eu nunca fui bonita… E ela detestava quando diziam que eu me parecia com ela… Por achar que deveria ser perfeita para ser amada, passei a vida toda me esforçando, estudando muito, trabalhando muito. Porém tenho um enorme defeito: nunca gostei de serviços domésticos. isso pra minha mãe é imperdoável. Sempre me comparou com as sobrinhas do meu pai e todas elas eram “melhores” que eu por serem exímias donas de casa. Todas engravidaram ainda na adolescência, mas minha mãe ainda acha que são filhas melhores. Não me lembro de ter ouvido um único elogio por parte dela ao longo de toda a minha vida. Ela sempre detestou a minha falta de iniciativa em relação aos trabalhos domésticos, mas a impressão que tenho é que ela também detesta e queria que eu tivesse tomado essa responsabilidade pra mim. Mas não o fiz… Estou com 29 anos, sou formada, trabalho, posso me manter sozinha, ajudo meus pais financeiramente, tento não decepcioná-los, mas não serve… Minha mãe está sempre brigando comigo, espalha pra toda vizinhança que sou uma péssima filha, diz a mim que eu nunca a ajudei em nada e que ela se anulou por mim… Não sei o que fazer, sinto-me tão cansada… Nunca tive o apoio de ninguém, pois meu pai (padrasto) sempre presenciou as brigas, mas nunca se envolveu. Tenho muitos traumas, sinto que preciso ser perfeita para que as pessoas gostem de mim… Não tenho autoestima, não tenho ânimo. Tento conversar com minha mãe, mas ela nunca me ouve. Está sempre certa e eu sou sempre a má.

    Comentário por Emanuelly | 15 de Maio de 2013 | Responder

    • Querida Emanuelly, desde que você nasceu ate hoje você está correndo atrás pra receber a aprovação e a demonstração de afeto de sua mãe. Saiba que quanto mais você “pede” pra ela isto, menos ela vai te dar. Parece que tudo o que você conquistou na vida foi só pra receber afeto e aceitação de sua mãe, e você não se alimenta e se orgulha dos seus recursos e da sua capacidade! Você estudou, você trabalha, você se sustenta, você ajuda seus pais, enfim, você é uma menina maravilhosa! Você é muito linda! Se a sua mãe não consegue te reconhecer, o problema é dela! O azar é dela! Tenho certeza que muitas mães adorariam ter uma filha tão linda como você! A melhor coisa que você tem a fazer agora é uma boa terapia. Para se libertar das mágoas do passado e viver a sua vida plenamente livre de correr atrás da aprovação de sua mãe. Ela apresenta uma deficiência em relação a maternidade, o problema é com ela e não com você, parece que desde que ela engravidou nunca conseguiu aceitar ser mãe. A relação dela com a maternidade é análoga, é como se ela fosse uma pessoa que não tem perna e você pede pra ela que ela ande. Ela não tem esta condição. Outra pessoa no seu lugar poderia ser revoltada, entrar no mundo do crime e das drogas, mas você é nota mil!! Se ela não tem capacidade de te reconhecer, reconheça-se você mesma!!
      Chega de lutar pra fazer a sua mãe te escutar, procure outras pessoas que possuem ouvidos pra te ouvir, parece que ela está surda! Uma boa psicóloga pode te ajudar muito!
      Um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 17 de Maio de 2013 | Responder

    • Emanuelly, jogue o passado para trás,graças a Deus q esse teu passado não volta eu lhe entendo plenamente pq eu já passei pelo mesmo,mas aprenda amar vc mesma de tanto sua mãe dar valor as sobrinhas até vc se esqueceu do seu valor, oh garota vc é única tu vale muito mais do que ouro, perdoa ela todos os dias, e bota pra fora essa dona de casa q tá aí dentro de vc, tenha fé em Deus, sirva-o, disse Jesus no mundo tereis aflições tende bom ânimo pois eu venci o mundo e tu também vencerás, vai a luta por você e não pelos outros,enquanto vc lutar pelos outros,vai dar td errado, lute por vc porque vc tem q gostar d q faz, tu é antipatica é? Por oh gente feia são as pessoas belas por fora e por dento cheia de veneno feito um animal peçonhento isso acho q vc não é,te cuida flor eu sou mais Jesus, nós somos humano e falho, Ele é perfeito, é amor não tem coisa melhor do quer servi-lo temos uma outra família, sou serva de Deus na alegria, na tristeza, na dor,na dureza tô sempre servindo a Deus ôh vida boa é a que mim espera lá no céu,lá é festa é td dia aqui td passa, lá é eterno. sirva a DEus, amiga seja Batista, Católica, Assembléia etc. O importante é servir a Deus,etc. Cure o seu espiríto, e a alma se não conseguir, procure ajuda psicologica.

      Comentário por Paula | 17 de Junho de 2013 | Responder

  28. Tenho uma mãe extremamente manipuladora, que adora dominar a situação e só não partimos pra agressão por via de fatos, porque me controlo muito. É horrivel meu relacionamento com ela certas vezes, sinto que estou me anulando só pra não ter que entrar em conflito com ela.
    Talvez isso se dê por eu ainda morar na casa dela, depender dela financeiramente no alto dos meus quase 30 anos. Se chego tarde da faculdade, coisa que muitas das vezes ocorrem por a aula acabar tarde, pronto já é motivo pra pessoa se sentir no direito de me interrogar, de ficar supondo coisas.
    Me sinto uma idiota, uma banana por ainda não ser independente, e toda vez que ela age assim é como se fosse um soco na boca do meu estômago, por ter que aturar tantas coisas vindas dela.
    Depois que me assumi homossexual minha vida se transformou num inferno, qualquer menina que me liga ela já acha que é mulher atrás de mim, terror psicológico mesmo, quem vê aquela mulher, crente, frequentadora de igreja mal sabe como ela é em casa.
    Venho tentando vencer uma depressão que adquiri ao longo de quase 10 anos, e que pra ela era vista como vagabundagem da minha parte.
    Vou terminar meus estudos, e se Deus quiser vou passar em um concurso público, porque se ela pensa que vai me controlar pelo resto da vida dela, ela está muito enganada.
    Posso não ter ela como amiga, mas tenho Deus, e quem tá com ele não está sozinho nunca.

    Comentário por Flávia | 28 de Maio de 2013 | Responder

    • Gostei! Saiba que a melhor companheira e amiga que você pode ter na vida é você mesma! Estude, trabalhe, lute por si mesma! As vezes a gente cai, mas podemos levantar mais fortes – Como disse o filósofo: ” O que não me destrói, me fortalece” Felicidades, Léa

      Comentário por leamichaan | 3 de Junho de 2013 | Responder

  29. Ola, boa noite!
    Pelo que vi aqui não é só eu que convivo com isso. Minha mãe competi comigo, me trata mal, ainda fala que não gosta de mim. me sinto super mal com isso, pois fica mandado eu ir embora de casa e ainda fala que estou lá de sem vergonha que sou. Ela não fala com meu namorado, e nem a família dele quer conhecer, pois fala que ninguém presta. Sendo que nem conhece. Gostaria de saber o que faço, por favor! Até quando falo que vou casar ela rir.

    Comentário por suzana | 11 de Julho de 2013 | Responder

    • Minha cara Suzana, o fato de sua mãe competir com você, te tratar mal, falar que não gosta de você, não significa que você seja pior que ela, não mereça receber respeito, consideração, não seja alguém especial, única, singular e muito importante! Ela pode rir de você, e isto dói muito porque todos nós buscamos reconhecimento nos olhos dos outros, principalmente de nossa mãe! O fato de você não ter uma mãe que possa te acolher, compreender, te dar um colo e te valorizar, faz com que você desenvolva a capacidade de ser mãe de si mesma! Cuide-se, valorize-se, vá atrás de seus sonhos! Não deixe que a maneira que ela te destrata acabe com a sua autoestima. Saiba que ninguém dá paulada em cachorro morto, se você incomoda tanto a ela, você deve ser uma moça de muito valor! Não deixe que ela te destrua!
      Seja forte,
      Um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 14 de Julho de 2013 | Responder

  30. Em primeiro lugar gostaria de parabenizar a psicóloga por tomar um assunto tão complexo e transformar em um artigo altamente elucidativo. Tenho uma relação bastante complicada com a minha mãe, na qual amor e ódio se alternam. Tenho 28 anos, sou filha única e minha mãe viúva (somos só eu e ela morando juntas). Não tenho a menor dúvida do amor que ela sente por mim, pois é uma mãe muito dedicada e faz tudo em casa (até meio patologicamente, pois cuida de mim como se eu fosse uma criança). No entanto, ao mesmo tempo que ela me “premia” com tamanha dedicação ela se mostra extremamente controladora a ponto de eu me sentir sufoca e ter um medo quase infantil de tentar ser quem eu realmente sou. Há 4 anos namoro um cara de 31 anos que acredito ser a pessoa certa para mim, pois, apesar dos defeitos, é quem me faz feliz. Lamentavelmente a minha mãe não compartilha da minha opinião e tem transformado a minha vida num inferno, com brigas constantes, ameaças, terror psicológico etc. Nas nossas discussões, quando questiono o comportamento agressivo dela, é comum que ela use a seguinte frase: “Só estou tentando proteger o que é meu (i.e. minha filha)”. Quando meu namorado vem dormir na minha casa, não podemos jamais dormir no mesmo quarto (eu tenho que dormir com ela). Uma vez estávamos na casa da praia, minha mãe, meu namorado, minha prima e eu, e a minha prima precisava ir antes para a cidade por causa de uma entrevista de emprego. Na noite anterior eu falei para a minha mãe que queria acordar cedo para me despedir da minha prima. Na manhã seguinte, minha mãe acordou sem fazer nenhum ruído, me trancou no quarto e levou a chave com ela, pois pensou que eu estava querendo aproveitar a saída dela até a rodoviária (2 quadras) para transar com o meu namorado. Agora estou indo morar fora do Brasil para fazer meu doutorado e, graças a Deus, não vou mais depender financeiramente dela. No entanto, ela diz que quer ir junto e que vai acabar morrendo se ficar sozinha, mas que se o meu namorado for junto ela não vai nem me visitar. Parece que ela quer disputar espaço com ele e eu sou obrigada a decidir quem é mais importante na minha vida. Gostaria muito de uma opinião profissional a respeito de tudo que eu expus, pois sinceramente não sei mais o que pensar. Abraços

    Comentário por Helena | 17 de Julho de 2013 | Responder

    • Sua mãe precisa urgentemente de terapia! Ela não faz por mal, mas ela é extremamente dependente de você, ela te enxerga como posse, mas você não é posse dela, você é filha dela, ou seja, ela te deu a vida, e agora a vida é sua, e esta é a função dos pais. Ela é muito carente e transformou você na pessoa que tem a função de solucionar a carência dela. Mas ela precisa encontrar dentro de si mesma recursos para ser companheira dela mesma.
      Sua mãe está totalmente enganada, ela precisa saber que nós damos raízes e asas para nossos filhos, e você esta na fase das asa há muito tempo de asas e precisa voar e viver a sua vida.
      Os pais são como o arco e os filhos como a flecha, e tem todo o direito de “voar” e fazer o que desejam da própria vida. Eh um abuso ela trancar o seu quarto, outro filho poderia até fazer um BO, dar queixa da mãe por isso. Ela não permite que você tenha relações sexuais porque fica extremamente enciumada, não tolera sentir-se excluída. Não tolera o fato de você se relacionar com outras pessoas, ela se sente traída como se você fosse o marido traidor.
      Ela não tem culpa, é claro, não é por mal, mas a relação que ela tem com você esta adoecida. Imagino o quanto você sofre!
      Seja forte e não caia nas chantagens emocionais dela. Sugiro que você faça terapia para lidar melhor com ela e com você mesma no meio disso tudo. Deve ser difícil pra você porque você a ama e não quer faze-la sofrer.
      Um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 18 de Julho de 2013 | Responder

  31. Olá! tenho

    Comentário por aline mendes | 8 de Agosto de 2013 | Responder

  32. ola!
    tenho uma relação péssima com minha mãe, vou tentar resumir a historia, pois eu estou muito transtornada, estou chorando muito neste momento :(.
    Minha mãe me teve com 16 anos, o pai dela e ela foram abandonados pela mãe dela (minha avó), ela foi criada pelos avos paternos, pessoas muito humildes, quando ela engravidou colocaram ela pra fora de casa, minha mãe veio morar com a minha madrinha, que apos eu nascer começou a ter comportamentos que minha madrinha considerava errados e foi mais uma vez jogada na rua, ela foi viver com o pai do meu irmão de 20 anos que por sua vez era criminoso na epoca, ela conta que ele a espancou e ela foi morar de favor na casa da familia onde ela trabalhava como domestica onde hoje meu irmão vive como se fosse da familia, tanto que quem tem a guarde dele e a filha dos antigos patrões dela. Neste meio tempo eu fui criada por minha madrinha que nunca foi muito amorosa, meu padrinho é como um pai, porém quando eu era criança foi molestada pelo madrido da filha mais velha dela, fato que fui ter consciencia quando eu tinha uns 11 ou 12 anos quando eu li uma cartilha na escola sobre o assunto. Anos mais tarde descobri que minha madrinha sabia sobre o que tinha acontecido comigo e não fez nada para me protejer o que criou em mim uma revolta, hj tenho 24 anos e tenho uma revolta, magoa sei lá! não consiguo ter contado com as pessoas que me criaram.
    Minha mãe por sua vez casou um meu padrasto, e me levou para viver com ela quando eu tinha 11 anos, desde que me lembro da maneira de ela me tratar sempre foi ruim, sempre me humilhando, com o passar dos anos foi piorando. Cheguei a fugir de casa depois de muitas vezes ela me mandar ir embora e me agredir tanto fisicamente quando verbalmente.
    A cerca de um mês eu não falava com ela, devido a muitas humilhações, de ela jogar na minha cara o fato de eu comer, tomar banho, usufruir como ela diz das coisas dela, ela me chama de aproveitadora.
    Ela chegou ao ponto de insinuar que eu tenho algo com meu padrasto o que para mim foi a gota, decidir ir embora. Porém estou providenciando a minha saida de casa de uma maneira segura, sem passar necessidades e precisar voltar.
    hoje eu cheguei da academia, fiquei na minha, quando falei com minha irmã caçula para ela baixar o volume do tablet ela simplesmente começou com as grosserias de sempre, me mantive calada, ela disse algo a minha irmã caçula e ela a respondeu, ela foi agredindo a menina e me agrediu foi onde eu fui pra cima dela e a agredi e disse que se ela tocasse em mim ela ia levar de volta.
    Foi uma discussão horrorosa, como sempre me mandou embora, so não me chamou de santa e ficava mandando eu bater nela, e eu gritava tb dizendo que so faria se ela tocasse em mim. Eu não aguento essa situação, gostaria de entender o comportamento dela comigo, porque ela é assim?? As vezes penso que seria mais facil pra mim morrer.Pelo menos meu sofrimento acabaria.

    Comentário por aline mendes | 8 de Agosto de 2013 | Responder

    • Você está muito solitária e precisa de uma boa amiga para conversar. Pense numa boa professora, numa ajuda psicológica, numa boa tia, numa boa amiga e converse um pouco. Isto fará você se sentir menos solitária. Comece a colocar suas energias em seu desenvolvimento: estude, leia, faça amigos, faça cursos, tente se desenvolver no trabalho e não fique pensando nos seus problemas que não têm solução, a única solução é esta. Você sendo muito companheira de si mesma e construindo a sua vida!
      Sua felicidade está em suas mãos! Sartre, o filósofo disse: ” O mais importante não é o que a vida fez com você, mas o que você faz com você mesmo apesar do que a vida fez com você! Lembre-se disso!
      Um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 11 de Agosto de 2013 | Responder

  33. Estou imensamente grata por este texto incrível. Minha mãe não teve mãe, que logo lhe abandonou quando pequena, ela foi criada por outra família que a fazia de empregada, babá,apanhava e não lhe davam amor. Ela sempre querendo agradar esperando algo em troca e nunca teve nada deles. Até que ela saiu de casa um dia e conheceu meu pai. Engravidou de mim e casou grávida com 19 anos. Separou do meu pai quando eu tinha 5 anos e carregou meu irmão que nem chegou a ter meu pai em casa. Nossa relação sempre foi difícil, ela sempre deu mais atenção ao meu irmão justamente pq ele foi rejeitado pelo meu pai, sempre me jogou isso na cara e quando pequena ela me batia muito, nunca respeitou meu espaço mas me dava de tudo, nunca faltou comida e nem proteção. mas era uma guerra, muita cobrança e sempre me privando de liberdade. na minha adolescência ela continuou a me bater e as coisas pioraram, ela não deixava eu sair com meus amigos, não podia namorar e mexia nas minhas coisas, escondendo minhas cartas, fotos, diários ( coisas que fui descobrir agora depois de velha). Diferente do meu irmão que podia fazer tudo. Não me dava atenção quando eu tinha dúvidas da vida, sobre sexo, sobre masturbação…Ela não conseguia se aproximar de mim e eu tinha medo dela. Mas eu a tinha como um modelo de vida. Sempre tive orgulho dela por ela ter passado por cima de tudo para nos criar, mas ela não acredita nisso. Me expulsou de casa e eu me rebelei, fiquei muito agressiva, me envolvi com drogas, promiscuidade e fiquei extremamente perdida pq sentia que estava faltando com ela mas não sabia como fazer.. Não fiz o vestibular e acabei carregando essa carga, coisa que meu irmão fez com a ajuda dela e ela ainda joga isso na minha cara. e foi quando engravidei do meu primeiro filho e fui morar com o pai dele. mesmo assim ela continuava me cobrando as coisas, Voltei pra morar com ela quando me separei e fui maltratada não só por ela como pelo meu irmão, que jogavam na minha cara que eu tinha buscado ajuda dela e nada na minha vida dava certo. Fui piorando cada vez mais, até cheguei a me cortar várias vezes… Fui ficando cada vez pior e nunca tinha dado certo com ninguém pq projetava a visão de que tinha que agradar a minha mãe com quem eu ficasse. Até chegar onde estou hj. Com 31 anos casei outra vez, arrumei outro filho e comecei a ter outra visão da minha vida. Estou com uma pessoa maravilhosa e que me fez enxergar exatamente o que vc falou no texto,.A gente briga muito ainda e ela com 52 não aceita nada que eu faço, diz que sou a pior filha do mundo, mesmo tendo acompanhado o nascimento do meu segundo filho, segurado a minha mão na hora do parto. Ela reluta entre amor e ódio…. e não me entende. Sempre me chama de ingrata, de vagabunda e que não vai mais me ajudar se eu voltar outra vez a procurar ajuda dela, não acredita no meu casamento e se depender nunca vai acreditar na minha felicidade, acha que sou infeliz e que devo tudo o que ela fez por mim. Meu irmão mora com ela com seus 27 anos, ela lava até as cuecas dele! E na percepção dela eu não faço nada, nunca fiz e nunca vou fazer sendo que sempre fui dona de casa e trabalhei sempre que tive oportunidades.. Ela é evangélica e muito difícil de carregar para uma terapia comigo. Qual seria a sua opinião sobre meu caso? Realmente ela espelhou a vida dela em mim? O que posso fazer para fazê-la entender que eu a amo e que ela pode mudar nosso passado? Desculpe prolongar minhas palavras mas eu preciso desabafar. Obrigada e parabéns pelo texto.

    Comentário por EdMed | 27 de Agosto de 2013 | Responder

    • Diga isso a ela, diga a ela que você a ama, e diga que dói muito em você ver a diferença que ela faz entre você e o seu irmão. Diga que você não teve culpa do que aconteceu na infância dela e não é justo que você “pague o pato” (fale de forma acolhedora e não explosiva). Convide-a para tentar uma nova relação entre vocês tente leva-la para uma terapia. Procure você mesma uma terapia para melhorar ainda mais sua relação com o mundo, a vida o outro e você mesma. Você atravessou uma caverna de horrores sozinha, agora procure uma “mãe psíquica” para te ajudar a ressignificar a sua vida.
      Um abraço, Léa

      Comentário por leamichaan | 30 de Agosto de 2013 | Responder

  34. Olá
    Minha mãe não me apoia nas minhas escolhas, desde pequena sempre preferi ficar mais tempo com minha tia (que é irmã da minha mãe) por que ela sempre me deu mais liberdade para me expressar. Quando minha mae me pede um favor, se eu não fizer eu passo a ser a pior pessoa do mundo e quando faço gestos simples ela muda de ideia. Não adianta tentar conversar ela chora e diz que errou na minha criaçao depois de tanto sacrifício, entao eu acabo me anulando pa ra fazer o que ela quer. Ela sempre diz para as amigas que mãe cria o filhos para o mundo e não sei por que isso não se aplica a mim.
    Tenho 20 anos e estamos em conflito sobre qual será a minha faculdade pois ela não quer deixar que eu me mude de cidade. Eu sou filha única.

    Comentário por Beatriz | 2 de Novembro de 2013 | Responder

    • Olá Beatriz, sua mãe diz que a gente cria os filhos para o mundo, mas falar é fácil, fazer é que é difícil. Por isso em teoria ela compreende, mas na prática, não consegue aplicar. Você é filha única, não diz nada do pai, então parece que ele é ausente e você foi eleita pela sua mãe para tamponar as carencias afetivas dela, só que se ela é carente, como todos nós somos, não teve uma mãe presente na infancia e o marido é ausente, você não pode, nem deve pagar o pato. Você precisa ser forte e realizar seus sonhos, mesmo que ela se entristeça, não é suadável nem para você e nem para ela que você se sacrifique porque ela não tem um objeto de vida, estudos, trabalhos, amizades, hobbies, namorado, enfim. Você é filha dela e não responsavel por ela. Pense nisso e sinta-se livre para seguir a sua vida!
      Desejo força e sucesso,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 3 de Novembro de 2013 | Responder

  35. Agradeço desde já por esse texto tão esclarecedor! Pra ser bem sincera, nunca pensei que uma mãe pudesse ter sentimentos tão duros por uma filha assim como se tem por uma estranha.
    Desde pequena minha mãe sempre me ‘largou’ sem cuidados e sem motivos, pois ela não trabalhava e era perfeitamente saudável, eu ficava sozinha a maior parte do do tempo, sentindo medo e sensações ruins diversas, me expus a muitos riscos e sofri abusos pois não tinha ela ou alguém para cuidar de mim; ela passou a deixar a casa nas minhas costas, aos 11 eu já cuidava da casa toda sozinha, como uma empregada, eu era a mãe e ela a filha, quando lhe era conveniente. ela dizia que eu era uma gracinha ajudando ela e eu adorava deixar ela feliz e orgulhosa! Já na adolescência ela queria continuar esse esquema e me privava de ter amizades, sair e começar a conhecer o mundo, como as adolescentes normais, não teve e não tentou ter paciência nas minhas fases difíceis (e as usa até hoje para atenuar algum traço mais forte meu quando temos algum atrito), apenas julgava e tomava a atitude mais drástica. Me privava até de educação, se negava a pagar cursos de coisas que me interessavam, uma profissão futura (Dinheiro não era problema!) dizendo que eu não iria usar aquele conhecimento, que eu iria me desinteressar e nem valia a pena pagar, apenas queria que eu fizesse coisas e cursos que a agradavam, que por acaso sempre era algo um pouco pequeno para as possibilidades que eu tinha, isso atrapalhou na minha vida profissional hoje, me sinto atrasada na vida e percebo que ela sempre tenta me atrasar mais ainda, de um jeito ou de outro. Se eu me rebelasse, escutava várias palavras ferinas e terríveis, como se eu fosse uma pessoa horrível e ingrata. Ela nunca me ensinou a ser mulher, 90% do que eu sei, eu aprendi sozinha ou com outras referencias fora de casa. Hoje adulta (tenho 23 anos) ela me ataca mais do que nunca, usando até regressões de vidas passadas que ela faz para justificar sua hostilidade comigo quando tento conversar sobre o problema, não entendo e acho que nunca entenderei seu raciocínio, é completamente sem sentido e injusto. Sempre fui boa e útil para ela, ajudando como uma empregada e a escutando sempre que se sentia triste como uma amiga próxima, de absoluta confiança. Quando brigávamos pedia desculpas até quando ela estava errada para ficar tudo bem e acabar com o climão. Estou me esforçando para sair dessa situação e trabalhando bastante para sair de casa não precisar mais conviver com a minha mãe, já dizia o ditado, Os incomodados que se mudem. Hoje seu texto me esclarece muito e me abre uma nova perspectiva, sempre achei que eu era ingrata e a que dava trabalho, mesmo minhas atitudes mostrando o extremo oposto, sempre procurava saber no que eu errei, mas talvez eu não tenha feito nada errado, o problema pode ser outro. Muito obrigada, apenas com esse texto você tirou um peso do meu coração! :)

    Comentário por Ivy | 13 de Novembro de 2013 | Responder

    • Obrigada por compartilhar a sua história e saiba que me senti realizada por saber que o artigo foi útil pra você!
      Seja feliz,
      Um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 14 de Novembro de 2013 | Responder

  36. Ao procurar explicações sobre o tema ” relacionamento entre mães e filhas-competição ” encontrei a sua explicação para a dificuldade de relacionamentos entre mães e filhas. Tenho 47 anos, sou casada com um homem muito carinhoso que amo muito mas tenho permitido que o relacionamento dificil e conflituoso que tenho com a minha mãe determine tudo na minha vida. Só muito recentemente percebi que havia competição na nossa relação. Na verdade, acho que sempre quis acreditar que todas as mães amam incondicionalmente as suas filhas, especialmente se forem boas pessoas e sempre se esforçarem para as auxiliar. Deixei que a falta de auto-estima me levasse a uma depressão maior e a várias depressões ( dístimia), para além de sofrer de transtorno de ansiedade generalizada. Não tinha noção de quam fragil e complexas podiam ser estas relações e de que há tantas variantes e condicionantes. Ler sobre todas estas mulheres que sofreram e sofrem situações semelhantes e piores do que a minha, fez-me sentir acompanhada. Ajudou-me também a ter consciencia de que há sempre dois seres em sofrimento. Talvez aos poucos consiga perdoar a minha mãe e possa aprender a respeitar a sua forma de estar comigo-Muito obrigada.
    alexandra

    Comentário por alexandra | 21 de Novembro de 2013 | Responder

  37. minha mãe é um vadia que não teve uma boa mãe, ela foi humilhada e fez tanto coisa ruim comigo que quero ter paz!! quero só que ela morra logo!

    Comentário por iabel | 28 de Novembro de 2013 | Responder

    • Você tem todo o direito do mundo de pensar assim, imagino quanto sofrimento ela te causou!
      Saiba que ela não precisa morrer concretamente para você ter paz, basta você dissolve-la de dentro de sua mente e de suas emoções! Viva como se ela não existisse e encontre paz! Será difícil, mas você merece ter paz e ser feliz!

      Comentário por leamichaan | 28 de Novembro de 2013 | Responder

  38. Sempre respeitei muito a minha mãe, mas nunca tivemos uma relação super tranquila, pois a questionava e as vezes a respondia duramente. Ela se separou do meu pai eu tinha uns 13 anos. Aos 23 comecei a trabalhar e passava a semana em outra cidade e so vinha para sua casa aos finais de semana. Ja tinha um relacionamento serio, o qual ela questionava se era o cara certo por ele nao ter um emprego estavel. alguns anos depois fui morar com meu namorado, apesar de minha mae querer q nos casassemos formalmente, e fomos morar em outra cidade. Essa epoca talvez tenha sido quando meu relacionamento com minha mae tenha sido melhor, pois nosso contato nao era diario. Resolvi, dois anos depois, por questoes de mudanca profissional voltar para minha cidade natal. Por coincidencia, foi o momento que meu irmao casou e saiu de casa. So que voltar a morar proximo de minha mae me fez conhecer um outro lado dela. Ela tem um relacionamento super instavel, que entre idas e vindas tem quase dez anos,e a principio ate ouvia as suas queixas sobre esse relacionamento, mas depois de um tempo comecei a perder o respeito por ela, sentir vergonha por algumas atitudes – termina e volta o namoro e conta para todos. E por ela nao ter o companheirismo que ela queria no relacionamento, ela passou a querer sair muito comigo e meu marido, td bem q de vez em quando é possivel, mas sempre nao quero. Todas as viagens que falamos em fazer ela se convida. Fico me sentindo culpada em nao leva-la, mas ao mesmo tempo nao me sinto confortavel para que ela va, pois ela sempre foi muita rigida comigo e sinto que nao fico tao a vontade ao seu lado. As vezes sinto que ela quer viver a minha vida. Nao sei o que faço, pois nao tenho paciencia com ela e me culpo muito por isso. Minha mae ainda é nova, na faixa dos cinquenta, mas sinto que ela se tornou uma pessoa insegura, diferente da mae rigida e firme que sempre foi.

    Comentário por Marta | 8 de Janeiro de 2014 | Responder

    • Sua mãe viveu a vida dela e agora você tem o direito de viver a sua. Você não tem obrigação nenhuma de ser a babá dela. Penso que você acertou quando disse que ela quer viver a sua vida. muitas mães pensam que só poque deram a vida para a filha, agora a filha precisa compensar a mãe e dar tudo o que tem de bom para ela. Você precisa se libertar desta culpa que te corrói. Esta culpa é injusta! Liberte-se da culpa e concomitantemente se libertará das cobranças, das exigências e das pressões que a sua mãe exerce sobre você! Talvez para isso seja necessário um profissional. Se você mora em São Paulo, fique a vontade para me procurar: 2628-1439, se mora em outra cidade procure uma indicação. Liberte-se das amarras que te aprisionam desde a infância e seja feliz!
      Feliz 2014,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 11 de Janeiro de 2014 | Responder

  39. Olá, estou passando por este problema desde sempre, acabei achando esse site por acaso e foi o que me salvou.
    Desde criança lembro de ter alguns percalços com a minha mãe, como eu ficava com a mãe do meu pai, porque a mãe dela nunca foi minha vó devia a má relação que as duas sempre tiveram, falava muito da minha vó e como qualquer criança quando minha mãe brigava comigo eu dizia vou morar com a minha vó e em um dia ela colocou minhas roupas numa sacola de mercado e me colocou pra fora de casa, fiquei no corredor chorando e ela diz até hoje que me olhava pelo olho mágico para saber se eu ia embora que ela só queria me dar um susto. Hoje tenho 22 anos, vivi muitas coisas na minha adolescência, quando dei meu primeiro beijo ela me repudiou e ficou 1 semana sem olhar na minha cara, sempre achei errado o envolvimento com meninos, namorar, curtir a vida, tanto que até hoje nunca tive relação sexual, namoro a quase 4 anos e não me atrevo a fazer nada, com medo dela saber e jogar na minha cara. Ultimamente tem ficado insuportável o convívio, sempre passamos por complicações financeiras e toda vez que me presto a ajudar ela joga na minha cara que faço por má vontade me ofendendo e me chamando de tudo quanto é nome. Já estamos sem nos falar há quase duas semanas e minha formatura da faculdade se aproxima e ela nem se manisfesta em falar comigo e muito menos esboça qualquer atitude de orgulho, sempre me esforcei para ter as melhores notas, consegui bolsa de estudo de 100% e por isso curso faculdade hoje. Ela sempre critica meu namorado, diz coisas horríveis dele, e na frente dele ela não fala, e quando ela me humilha diz que ele não me merece que eu faço mal a todos, que sou uma pessoa muito ruim, ela me confunde, já cheguei a pensar que ela é falsa. Não sei que medidas tomar, nem o que fazer. No momento sou recém formada da faculdade, não tenho emprego e isso é mais uma coisa para ela jogar na minha cara. Teve uma vez que fomos num sítio a família toda, e tive que dormir com ela e com meu pai na sala junto com meu namorado, porque ela dava piti, passado essa noite, ela me mandou e-mail dizendo que eu achava que ela era tonta que eu havia me jogado em cima do meu namorado, insinuando que tinha feito sexo com ela na sala, sendo que eu não fiz nada, me ofendi muito e não consigo esquecer nenhuma ofensa dela. Vejo e observo muitas mães e filhas e por pior que muitas filhas sejam não vejo suas mãe falarem mal delas para ninguém, ao contrário da minha que sempre fala mal de mim para todo mundo. Me ajude moça, me dê uma luz, minha mãe é psicologa também por isso acho muito difícil ela fazer terapia, pois seria admitir o fracasso profissional. ME AJUDE.

    Comentário por Vitória | 17 de Janeiro de 2014 | Responder

    • O fato de sua mãe ser formada em psicologia não significa que ela seja psicóloga. Para nos tornarmos psicólogas é preciso muitos anos de terapia, experiencia e estudos constantes. Parece que ela pensa algo sobre você (no mundo interno) e depois projeta estes pensamentos para fora da mente (no mundo externo) acreditando neles, como se fossem realidade.
      Ela não aceita a ideia de você crescer e se tornar uma mulher, ela tem tanto medo disso que até sente-se assombrada por este fantasma. Acontece que não é fantasma algum, é pura realidade, você já é uma mulher e tem todo o direito de exercer a sua sexualidade. Ela é sua mãe e não a sua dona, uma mãe dá raízes e asas para os filhos e você já merece receber asas faz tempo. Se a sua mãe não te dá liberdade para voar, você precisa se fortalecer para conquistar a sua liberdade.
      Felicidades,
      Um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 19 de Janeiro de 2014 | Responder

  40. Boa tarde

    Encontrei estas explicações sobre Mães e Filhas porque estava apesquisar algo para explicar o meu relacionamento com minha filha de 16 anos. Desde muito cedo que ela quer ser independente, sair de casa e voltar tarde, não querer estudar na escola que eu e o pai arranjamos porque acha que tem muitas regras e querer ir para uma escola que quase não tem regra nenhuma, é cada um por si e Deus para todos. Depois de 2 anos a estudar na escola que arranjamos, ela fez de tudo para ser expulsa da escola e agora queremos lhe matricular na escola onde ela sempre quis ir e ja não quer e para piorar diz que quer sair de casa porque eu não lhe dou a atenção desejada e tou sempre a zangar com ela, mas ela sai e chega muito tarde para idade dela. Sai com os amigos e só volta meia noite, uma, duas da madrugada e eu acho que é um exagero. Ela diz que eu sou a causa dos fracassos dela, que tou sempre a gritar para ela e a humilha-la e que só gosto dos irmãos dela e dela não. Enfim, n sei mais o que fazer. Acho que é muito cedo para ela sair e voltar de madrugada, não gosto quando ela usa piercings e faz tauagens, não gosto quando ela rapa uma parte da cabeça e deixa a outra parte com cabelo e foram essas coisas que fizeram ela ser expulsa da escola que arranjamos. Me sinto mal quando ela diz que eu sou a causa dos fracassos dela porque sempre lhe aconselhei a se portar bem na escola, cumprir as regras e estudar e não voltar para casa muito tarde. Eu só quero o bem para ela, será que estou a sufoca-la com excesso de zelo?Por favor me ajude, como lidar com tudo isto sem criar ropturas nos laços com minha filha?

    Comentário por Gracinda | 23 de Janeiro de 2014 | Responder

    • Olá Gracinda, o comportamento de sua filha é um sinalizador de que ela não está bem. ela procura por meio desta conduta ser sujeito da própria vida, conjugar o próprio verbo e ser ela mesma. Nós vemos nos nossos filhos a encarnação de nossos desejos e anseios, esquecemos que nossos filhos possuem os próprios desejos que podem ser diferentes dos nossos. O fato de você colocar sua filha numa escola que ela não quer, comunica que ela não tem muito espaço para decidir elementos importantes da própria vida. Ela pede autonomia e necessita disso, e faz loucuras para conseguir ser autora da sua vida, como por exemplo ser expulsa da escola.
      A partir de agora ao invés de colocar regras, passar sermão e impor a sua vontade, escute-a. Pergunte o que ela quer, o que ela pensa, quais são os projetos dela e ajude-a a ser ela mesma. Você verá que a rebeldia vai passar. Acolha a sua filha e aceite-a como ela é!
      Felicidades,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 23 de Janeiro de 2014 | Responder

      • Obrigada Lea mas tenho mais perguntas.

        Ela já não quer a escola que queria antes, quer uma escola privada que não temos condições de pagar ou uma outra que fica perto de um mercado que vendem bebidas alcoolicas e drogas e diz que quer sair de casa para um internato. Deixo ela ir a essa escola perto do local das bebidas e drogas e deixo ela sair de casa com apenas 16 anos? Tenho medo por favor me ajude, vou mudar tudo que tiver que mudar para melhorar a relação com a minha filha. Considero uma benção ter encontrado este site.

        Comentário por Gracinda | 23 de Janeiro de 2014

      • Converse com ela. Primeiro pergunte a ela o que a atrai nestas escolas e escute com atenção. Depois abra o seu coração e diga dos temores que você tem destes lugares. Se não for possível pagar o colégio particular. Mostre a ela que você gostaria muito de investir financeiramente nela. Vá até a escola junto com ela amigavelmente, pergunte o preço, pergune se há como obter bolsa de estudos, quanto por cento de bolsa. Se de fato não houver como pagar mostre a ela que você gostaria de proporcionar isto a ela. Que você fica triste e frustrada em não poder dar. Diga que ela merece receber coisas boas, mas infelizmente no momento não é possível. Isto ajuda na autoestima dela e ela terá mais vontade de investir em si mesma. A partir de agora vocês serão mãe e filha companheiras, amigas, que demonstram que querem o bem uma da outra. A fase de serem agressivas uma com a outra acabou. Mostre isto a ela com atitudes! Abraços, Léa 

        De: Psicóloga Responde <

        Comentário por leamichaan | 24 de Janeiro de 2014

      • Cara Lea

        Foi com lágrimas nos olhos que terminei a leitura da sua resposta. Vou seguir estas instruções e já estou a ver eu e minha filha diferentes mas amigas, é tudo que mais quero.

        Muito obrigada do fundo do coração, que Deus te abençoe e espero puder contar sempre com as suas respostas.

        Comentário por Gracinda | 24 de Janeiro de 2014

      • Boa tarde Lea

        Eis-me aqui de novo. Depois de eu colocar em pratica os seus conselhos, o meu relacionamento com minha filha melhorou. Entretanto, o meu marido viu ela a tirar dinheiro da carteira dele e não era a primeira vez que ele dava falta de dinheiro dos bolsos e carteira dele, dai concluiu que todas as vezes foi ela que tirou. Quando o pai a confrontou com isso, negou o facto, chateou-se e disse novamente que quer sair de casa para um internato na Bélgica (onde vive minha sobrinha), porque acha que em casa não é bem tratada, é acusada sem motivos, etc, etc. Meu marido ficou muito aborrecido com ela, eu consegui me controlar, tive uma conversa calma com ela, tentei perceber porque ela fazia isso, eu disse que se ela precisasse de algo tinha que pedir e não tirar assim sem autorização, mas ela refutou todas as acusações e insistiu em sair de casa para o internato. Dois dias depois, fui ver os cadernos dela e descobri que ela tinha muito dinheiro na pasta escolar e desconfiei que ela não assistia as aulas. Meu marido foi á escola pedir informações e os colegas e professores dela confirmaram que ela não entra na sala de aulas. O pai a deixa todos os dias de manha na porta da escola mas ela não entra na sala de aulas.

        O que está a contecer com a minha menina? Como lidar com isto cara Lea?

        Comentário por Gracinda | 26 de Fevereiro de 2014

  41. Bom dia Lea querida! São 4 horas da manhã, li o seu magnifico texto e todos os questionamentos e suas respostas… Estava mesmo precisando ler tudo isso. Tenho 60 anos e uma filha de 27 anos… Tive uma infância com muitas censuras, muitas surras, muitas humilhações. Até hoje a minha mãe ainda deixa escapar que nunca dei pra nada, acredita? Trabalho, embora aposentada, para suprir as despesas que são muitas. Embora lúcida, ela está acamada. Sinto que ela está na zona de conforto, não é uma pessoa doente, apenas fragilizada pelas doenças e idade (88). Domingo passado tive coragem de lhe falar coisas que jamais falei, com carinho mais firme. Moro em Santos e trabalho em São Paulo há 30 anos, subindo e descendo a serra todos os dias. Você acredita que quando chego cedo e quero fazer uma caminha na praia ela tem crises de choro e diz ficar preocupada comigo. Diz que um carro pode me pegar, etc.etc. pura chantagem e acabo saindo com sentimento de culpa.. Viajo a trabalho e ela não fica tão preocupada assim. Minhas duas irmãs são casadas e sempre são elogiadas por ela. Minha irmã gêmea (nada se parece comigo fisicamente) fica com ela durante o dia, de segunda a sexta-feira e como a minha mãe mora comigo, fico as noites, sábados, domingos, feriados. A minha irmã estava precisando trabalhar, também aposentada, fizemos um acordo financeiro para que ela ficasse com a minha mãe, assim eu consigo trabalhar mais tranquila. Ela se tornou a cuidadora da nossa mãe. Contratei uma faxineira para trabalhar em casa aos sábados, uma passadeira aos domingos, uma ajudante de enfermagem para os banhos da manhã nos finais de semana e feriados. Eu quem lavo as roupas da casa e cuido da mãe quando estou em casa. Tudo isso para pagar um pouco da minha liberdade, mas mesmo assim ela faz a chantagem para me ter por perto. Raramente posso sair aos finais de semana à noite.
    Com toda esta carência desde a infância, me reencontrei, aos meus 31 anos, com o meu primeiro namorado (tinha 16 na época). Tudo lindo, maravilhoso, renascia um novo amor!! Tudo é lindo nesta idade!! Resumindo, depois de alguns meses fiquei sabendo que ele estava com casamento marcado, mesmo assim continuamos a nos encontrar. Mesmo casado, após alguns meses voltamos aos encontros proibidos, engravidei aos 33 anos. Maior de idade, independente financeiramente, resolvi ter meu filho e criar sozinha. Meus pais aceitaram bem, jamais me censuraram, muito pelo contrário, minha filha foi muito amada por todos. Esse foi o motivo por eu não ter ido morar sozinha com a minha filha, meus pais dependiam de mim financeiramente e a aceitação deles foi muito gratificante. A partir desta data minha vida foi totalmente dedicada a família.Desde os três meses de vida da minha filha só convivemos com doenças graves da minha mãe e do meu pai que veio a falecer em outubro de 1994. Embora tenha me dedicado muito a minha filha, tinha que dividir os meus dias com o trabalho, pais doentes, relacionamento conturbado com o “namorado” etc.e tal. Minha mãe extremante autoritária quis educar a minha filha como nos educou, ao ponto que me senti obrigada a colocá-la com três anos num colégio por período integral, assim aliviaria as cobranças e reclamações quando eu chegava do trabalho. Minha filha cresceu, convivendo com o autoritarismo da avó, ausência e desprezo do pai, perda do avô, ausência parcial da mãe… e, mediante a tudo isso a sufoquei tentando suprir todas as suas carências lhe poupando das frustrações. Muitas vezes permissiva e carregando muita culpa da vida involuntariamente que dava a ela. Ela por sua vez, muito inteligente, percebeu as minhas inseguranças e conseguiu a partir da adolescência tudo o que queria. Aos 19 anos se relacionou com os irmãos e foi se enfronhando na família do pai, queria ser aceita pelos irmãos e “madrasta”, mas para isso ela preferiu me ignorar como mãe, ser humano. Não precisa dizer o que sofri. Depois de quatro meses voltou para casa arrasadíssima e foi aceita de braços abertos. Passamos a borracha em tudo isso. Pediu para morar em São Paulo. Transferi a faculdade e morou com duas meninas. Daí desencadeou uma anorexia, bulimia, tentativas de suicídio… voltou para casa. Eu com muito medo cuidava muito dos passos dela, fez tratamento no HC. Imagine como eu me dividia; Derrame da mãe, doença da filha, morando em Santos, trabalhando em São Paulo,,, quase enloquei. Hoje ela me culpa por toda esta infelicidade, tornou-se muito agressiva e por muito pouco chegou a me agredir fisicamente. Muitas ameaças. Agressão verbal já era corriqueiro, apenas da parte dela. Eu preferia na maioria das vezes ficar calada para não piorar a situação Já ficava tensa quando chegava em casa. Quando eu perguntava porque tanta raiva de mim, ela dezia apenas que era muito chata. Ela está formada, conseguiu bons empregos, mas não ficou conseguiu ficar mais de três ou cinco meses empregada.. Não ajudava nada em casa, muito pelo contrário, deixava tudo em desordem e quem quisesse que arrumasse. De um ano pra cá a situação ficou insustentável e eu pedi a ela que procurasse um lugar para ficar, porque nem eu e nem ela eramos felizes embaixo do mesmo teto. Hoje o pai dela mora com outra pessoa, e, numa das muitas e última agressividade reforcei a necessidade de não podermos conviver debaixo do mesmo teto e ela foi morar com o pai. Soube que arrumou um bom emprego e torço que ela fique independente financeiramente para levar a sua vida honestamente de cabeça erguida. Hoje eu reconheço o quanto eu errei querendo fazer o máximo por todos para ser aceita e que todos sentissem orgulho de mim, principalmente como filha, mulher, mãe e amiga. Esqueci de mim, não me relacionei com mais ninguém, da casa pro trabalho e do trabalho pra casa.Atualmente não sei explicar o meu sentimento como mãe, tenho receio de encontrar com a minha filha, não quero voltar a estes últimos dez anos de sofrimento…. piorando a cada dia. Rezo muito para que ela seja feliz… Minha filha fez muitas terapias e diz não suportar falar mais da vida dela. A Agressividade dela é só comigo e sei o quanto ela deve sofrer, mas não permite que eu a ajude. Bem, gostaria de falar com você pessoalmente. Tenho muito medo de cair doente… as vezes fico me cobrando como eu pude pedir para minha filha sair de casa… Ao mesmo tempo receio de ela votar e a nossa vida voltar a ser um inferno. Estou precisando de ajuda urgente. Nossa são 6h!! Bom dia e desculpe-me o desabafo. me sinto melhor. Parabéns e obrigada, você fez muito bem para muita gente . Sucesso sempre!!

    Comentário por Maria Lúcia de Araújo Castro | 13 de Fevereiro de 2014 | Responder

    • Que mulher batalhadora você é! Porém, não se esqueça que além de batalhadora também é humana, demasiadamente humana e como todo o ser humano, tem os seus limites. Não penso que foi um erro, foi uma medida preventiva para que a situação entre vocês duas não se desgastasse mais.
      Fique a vontade para me procurar, o numero do consultório é (11) 2628-1439.
      Um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 14 de Fevereiro de 2014 | Responder

  42. Ola, eu tenho uma relação com minha mãe, e gostaria de compreender o porque.
    Raro o dia que não discutimos, tudo o que faco , ela nunca ta satisfeita, Faço da maneira dela, e não ta bom, diz PARA fazer assim, faço como ela diz no outro dia já diz o contrario, que não é assim. Gostaria que ela fosse mais paciente comigo por ex ao fazer comida ela não deixa eu fazer nada, para fazer para ela, ela não pode estar em casa. Porque começa a fazer e não explica, gostaria que fosse explicando para eu fazer, não ela é que faz e não explica, assim fico na mesma. Quando faço comida sem ela estar em casa, começa logo a dizer, que porcaria é essa. Meu pai e eu comemos e ela não toca na minhas comida porque?
    Teve um dia que decidi limpar a casa, limpei 3 quartos faltava o quarto dela com as janelas limpas e faltava só o pó e eu pensei como ela estava a chegar, para jantar disse bem vou por a mesa e aquecer a comida para depois vir acabar.
    Ela chega a casa começa logo a brigar, ela levou a semana toda a falar que a casa tava suja eu limpei no fim já não queria que estava bem assim, isso é normal
    Se eu nao limpo ela diz que tive todo o dia em casa e n fiz nada.
    Com a roupa eu estendo e ela vai atrás recolhe e estende outra vez. Eu limpo ela vai atrás e limpa, como outra coisa qualquer eu faco e ela vai atrás.
    Ela Da valor às. Filhas dos outros, que fazem as coisas todas.
    Estou para me casar, nunca deu opinião de nada, vou amostrar a casa como esta a ficar, nunca diz nada se ta feio se ta bonito, o que sabe dizer e, tenho coisas pra fazer em casa. Sempre com presa de ir embora e n se interessa ver nada,
    Falo das coisas do casamento da sempre a sua piada, parece que deseja me ver a mulher mais infeliz deste mudo. Pke?
    Não fui uma filha desejada foi acidente mas já que ela poz me ao mundo ao menos que gostasse mais de mim.
    Posso dizer que tenho inveja quando as minhas amigas dizem a minha mãe e que ensinou a fazer isto. Tudo a mãe, eu já não posso dizer isso.
    Mesmo as mães com elas tem uma amizade louca, eu não tenho isso. Pke
    Será que a culpada sou eu seu sem me perceber?

    Comentário por Ana reis | 7 de Março de 2014 | Responder

    • Sua carta me comoveu muito. Você sofre implorando que a sua mãe se interesse por você, invista tempo, olhar, carinhos, reconheça suas boas qualidades, te ensine a fazer as coisas, goste de estar em sua companhia, mas ela não consegue. Ela não está aberta pra você, nem pra ensinar e nem pra reconhecer ou pra valorizar. Isto deve doer muito em você. Por incrível que pareça ela ainda está fechada pra você desde a época em que você estava na barriga. Imagino que você sofra muito. Você precisa procurar outras mães na vida: alguma tia legal, alguma professora, procure uma psicologa, alguma vizinha boa, etc. Enquanto você não encontrar alguém que possa te acolher, olhar pra você e te valorizar, continuará implorando pelas migalhas de amor que a sua mãe nega em te dar. Sei que estas palavras são duras, mas você está procurando água na fonte errada. Ela não tem pra te dar! Pode ser que quando a sua mãe perceber que você não implora mais por receber afeto dela, ela queira te dar. Diga a ela que você desde pequena implora por receber carinho, amor, atenção, reconhecimento, investimentos e cuidados, e que sofre desde pequena porque ela não tem isto pra te dar. Procure alguém que seja generosa e possa te dar compreensão. Lembre-se, você está procurando no endereço errado.
      Agora você vai casar. Construa uma linda família, procure compensar a relação mãe e filha que você não teve com a sua mãe através de seus filhos.
      Leia com atenção esta resposta e coloque em prática. Faça o que for possível e não espere mais receber aquilo que a sua mãe não tem pra te dar porque isto só te frustra mais e mais. É como dar murro em ponta de faca.
      Um forte abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 9 de Março de 2014 | Responder

  43. Excelente texto, muito obrigada. Estou quase às lágrimas por talvez ter entendido a dinâmica de minhas relações familiares. Minha mãe vai fazer 80 anos, e minha irma e eu temos 49 e 51. Já eu e minha irma temos filhas pre-adolescentes, com as quais, acredito, buscamos compensar o que não tivemos. Nossa mae é uma pessoa absolutamente tóxica, com um agravante, é cega. Com a idade avancada, vem as doencas, as dificuldades financeiras, e a necessidade de ajustes à nova situacao. Minha irma e eu temos tentado auxilia-la a administrar suas financas, adequar o plano de saude, e mesmo morar gratuitamente em um apartamento de nossa propriedade proximo à nossa casa. Nada ela aceita, e nos ultimos dois anos tem ficado extremamente agressiva. As brigas que antes eram frequentes, agora são praticamente inevitaveis, e a ela tem ficado cada vez mais solitária, pois ninguém a aguenta. Os telefonemas sao rapidos nos quais buscamos não emitir mais nenhuma opiniao, as visitas cada vez mais escassas porque nao aguentamos mais.
    Repetidamente acusa a mim e minha irma de desrespeito, invasão de privacidade. Ontem, por exemplo, apos escutar uma longa reclamacao que ela não tinha quem a auxiliasse a ler documentos, me propus a ajuda-la e fui a seu quarto procurar os referidos documentos no chao ou sobre sua penteadeira. Mas ela saiu gritando horrores atras de mim, que nao precisava da minha ajuda, e que eu nao sabia onde ela guardava suas coisas …. vai entender.
    Sou muito racional. Não sei como tratar sua velhice …. não sei como ajudá-la. E não é isto que gostaria que minhas filhas entendessem como relacao mae-filha em suas vidas adultas. Sinto-me muito mal, mas não tenho mais nenhum carinho por minha mãe, e mesmo um beijo ao encontrá-la me custa muito …. e para ser bem sincera, me causa até repulsa …. mas não pode ser assim, a esta mulher devo no mínimo a vida ….

    Comentário por Karin | 31 de Março de 2014 | Responder

    • Olá minha cara Karin, vejo que está muito difícil se relacionar com a sua mãe porque se tem algo que nos causa muito ódio é a dependência! Depender de alguém gera ódio, e como ela depende de vocês ela está com muito ódio. Compreendo que você não sabe o que fazer, mesmo porque não há nada a fazer apenas tolerar.
      O ódio que a sua mãe sente é tão grande que transborda e é absorvido por você e a sua irmã. Também há um sentimento de culpa, uma culpa injusta porque aos nossos filhos damos raízes e asas. Nenhum filho tem a obrigação de ser saco de pancada ou a válvula de escape dos pais, por isso não se sinta culpada com a repulsa que ela gera em você. Contudo, será bom pra você se conseguir se tornar impermeável aos ataques e as crises de ódio dela. Não deixe com que as palavras dela te afetem, compreenda que ela precisa descarregar o ódio que transborda e tente não absorver. Exercite sua paciência e sua tolerância que é bem diferente de engolir sapos.
      Felicidades,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 31 de Março de 2014 | Responder

      • obrigada por suas palavras ….

        Comentário por Karin | 31 de Março de 2014

  44. Texto excelente! Obrigada pela dica, veio na hora certa, estou um tanto perdida em relaçao a minha filha de 17 anos, onde mostra atitudes erroneas com ela mesma, ela mostra-se que nao precisa de nós pais, pois acha-se suficientemente madura para tudo que faz, e sabemos que não é assim, hoje fui ate seu quarto e achei uma carta de um cara casado , querendo se aproveitar da adolescente de suas fraquezas
    querendo que ela fale da vida dela, e julgando ao mesmo tempo, com ofensas, estou perdida , pois ela nao sabe que li essa carta, como agir num momento tao dificil e tao revoltante e sofredor.Amo demais minha filha.

    Comentário por Silvia Fereira | 21 de Abril de 2014 | Responder

    • Olá Silvia, desculpe a demora em responder, simplesmente a semana foi corrida e gosto de dar toda a atenção possível para meus leitores.
      Hoje já é dia 27, e penso que você já tomou alguma medida, mesmo assim, sempre é possível reparar.
      Para que a sua filha se aproxime de você será necessário você se aproximar do universo dela. Será necessário se interessar pelas “coisinhas” dela, o que ela pensa, o que ela sente, se ela está triste com alguma amiga, etc. E levá-la muito a sério.
      Você pode dizer de forma muito acolhedora e afetiva, que encontrou esta carta entre as coisas dela. Diga que você por um lado estava errada em vasculhar as coisas dela, e por outro lado fez isto porque a ama e está muito preocupada com ela. Diga que você também já teve 17 anos e nesta idade as emoções falam mais alto e por isso você quer estar próxima dela, ajudá-la, protege-la. Lembre-se que todo cuidado é pouco porque você está no processo de reconquistá-la.
      Se você optar em não contar sobre a carta, então você pode ajudá-la, simplesmente sendo muito acolhedora, afetiva e companheira. Demonstre para a sua filha que ela pode contar com você. Esta atitude poderá indiretamente faze-la se sentir menos carente e perceber que está sendo seduzida.
      Um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 27 de Abril de 2014 | Responder

      • Léa muito obrigada pela resposta, ajudaste muito  , Mas sim já havia tomado uma atitude, como mesmo falaste trazendo ela para mim, o que mais me preocupa é que acho q ela esta envolvida com drogas,  tive um alerta de um vizinho que ao mesmo tempo nao e uma pessoa muito confiavel, jeu e minha filha já conversamos sobre esse assunto, sei que também ela ja provou, por que fiz ela me confessar, mas sinto que ela continua usufruindo, já questionei ela por que ela procura esse tipo de caminho que nao traz beneficios pra ela, as vezes me sinto tao cansada pois tenho vontade de largar tudo e sair fugir, minha outra filha e o oposto tem 20 anos nao gostas de alcool nem de cigarros nem de outras drogas, mas infelizmente é apaixonada por uma pessoa que nao corresponde ao que ela merece, e ela nao enxerga isso, nao aceito a relação, mas tb nao deixo margem para relaçao dela levar ela de vez, to lutando pra que ela nao coloque o futuro tao maravilhoso que ela tem, faz faculdade de Direito, estagio no TJ (Tribunal de Justiça) e amavel, e sei que ela merece algo muito mas muito melhor. Obrigada! Aguardo resposta! Silvia Santos

        Comentário por silvia dos santos | 28 de Abril de 2014

      • Existe um provérbio que diz: “Ser mãe é padecer no paraíso” penso que é verdadeiro e você é um exemplo disso porque ama suas filhas e ao mesmo tempo sofre as dores delas. Pois é Silvia, ser mãe dá trabalho. Lembre-se você pode dizer tudo o que quiser para as suas filhas, mas se quer que suas palavras façam efeito positivo fale com respeito, afeto, acolhendo e se pondo no lugar delas.
        Um abraço,
        Léa

        Comentário por leamichaan | 29 de Abril de 2014

      • Léa! Mais uma vez te agradeço  pelas palavras pelo carinho que tivesse em nos auxiliar, estou seguindo esses exemplos sim, sendo amável, pacienciosa,e acolhedora, ´só quero a felicidade delas! Grande abraço!   Silvia Santos

        Comentário por silvia dos santos | 29 de Abril de 2014

  45. Boa noite!!
    Gostei bastante do texto e em alguns trechos identifiquei muito a relação que eu tenho com a minha mãe. Tenho 22 anos e minha mãe 50. Sou bem caseira, não sou de namorar, bem estudiosa, passei no primeiro vestibular em uma faculdade pública e me formo próximo ano. Não conheço o meu pai e sou filha única, mas sempre fui muito protegida pela minha mãe, avó e tio. Na minha infância fui muito apegada com a minha mãe, mas a partir da adolescência comecei a querer certa independência, pois minha mãe é super protetora. Com isso vieram os conflitos e não foram poucos. Discutíamos e um ou dois dias depois voltávamos a nos falar. Quando começamos a morar sozinhas (antes morávamos com a minha avó) as brigas tiveram frequência aumentada, mas sempre no mesmo estilo. Minha mãe faz tudo por mim, reconheço. Eu também sou um pouco fria, não sou tanto de abraçar, beijar, às vezes quando eu estou muito cansada, termino falando grosso etc. Mas minha mãe também não fica atrás, quando brigamos ela diz coisas horríveis, que me machucam de uma forma extremamente profunda, coisas que não se diz pra ninguém. Ela gosta de me comparar com os filhos das amigas ou até mesmo com os meus primos. Ela fala e não aceita que eu fale, não quer parar para conversar e entrarmos em um acordo amigável. Eu sou do tipo de pessoa que escuta muito mais do que fala, eu deixo ela falar sem rebater nada, sou uma pessoa muito tranquila. A relação dela com a minha vó é boa, melhorou muito depois que saímos da casa dela. Quando morávamos lá, elas brigavam bastante (e às vezes por nada ou por uma besteira, sabe? Uma tempestade num copo d’água e o mesmo acontece comigo) e acho que ela se sente um pouco excluída, porque a relação da minha avó com o meu tio é muito melhor e o meu outro tio era bastante protegido pela avó dele e ela meio que sente a “ovelha negra” (acho que é por aí). Não acho que ela tenha inveja ou queira competir comigo, pois eu vejo o amor que ela sente por mim. Mas ela não se controla, briga por besteira, coisas que sentar e conversar resolveria. Ela grita muito, não procura ouvir (acho que nesse ponto eu já evoluí bastante, porque eu sou totalmente ao contrário, detesto gritaria, eu gosto de escutar, ouvir a outra parte). Ela também não confia muito em mim, às vezes acha que eu faço o que não devo. Isso me magoa, pois sou uma filha exemplar e nunca me envolveria com coisas erradas e pelo meu estilo de pessoa, ela deveria saber mais do que ninguém isso. Mas é isso… Gostaria de um conselho seu, porque eu estou no meu limite.
    Agradeço desde já!!

    Comentário por Cristina | 7 de Maio de 2014 | Responder

    • Olá Cristina, a relação mãe e filha é bem conturbada mesmo. Através de sua carta, não há dúvidas que ela te ama muito, ela também depende afetivamente de você e a dependência gera ódio na gente. Então há muito amor, mais amor do que ódio, mas o sentimento hostil penetra no relacionamento. Isto é comum entre mães e filhas…
      As mães deveriam dar raízes e asas para os filhos. A maioria das mães não conseguem dar asas e penso que a sua mãe está nesta categoria. Por isso você sente que faz coisas erradas, porque quando você usufrui de suas asas, ela te faz se sentir culpada. Ela não consegue aceitar e te dar liberdade para você fazer as próprias escolhas que é sair com a sua turma de amigos e não deixar a sua vida de lado para ficar com ela. Precisa ficar claro que os filhos não têm o dever de anular a própria vida para ocupar o tempo com os pais. É muito bom sua mãe saber que pode contar com você em algumas ocasiões, mas que é preciso ter bom senso e não fazer você deixar de viver o seu tempo e os seus interesses para ficar com ela. Isto te sufoca.
      Penso que a sua mãe sente muito ciumes de seus amigos, e você pode ser compreensiva, acolhedora, porém, não é justo você deixar de fazer as suas coisas. Procure ficar com a consciência tranquila, você tem todo o direito de usufruir de sua vida, o difícil é lidar com o ciumes.
      Um grande abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 11 de Maio de 2014 | Responder

      • É isso mesmo, Léa. Ela é super protetora e sempre teve um certo ciume de mim. Quando estamos bem, é ótimo. Quando não estamos, o clima pesa. Brigamos essa semana e ela passou dois dias sem praticamente falar comigo e depois veio falar normalmente. Creio que ela entendeu que estava errada, pois se não estivesse, ela não viria falar comigo “mansinho”. Obrigada pelo conselho, me sinto melhor sem me sentir culpada

        Comentário por Cristina | 11 de Maio de 2014

  46. Adorei o texto.
    Sou mãe solteira, hoje minha filha tem 10 anos, estamos enfentando o problema de ciúmes, ela tem um ciúmes exagerado de mim, pergunta com quem estou falando no telefone, pra quem estou mandando mensagem, quem é o fulano na minha rede social, cada vez que vou sair ela começa a chorar, liga a noite toda chorando. Não sei o que fazer, gostaria de alguma sugestão.
    Obrigada.
    Bibiana

    Comentário por Bibiana Rodrigues | 6 de Junho de 2014 | Responder

    • Com dez anos já é possível ter uma boa conversa com ela. Diga a ela que o seu coração tem um lugar pra ela e que nunca ninguém irá ocupar este lugar. E outro lugar para algum namorado. Diga que o lugar dela será dela pra sempre e do namorado poderá ser substituído. Penso que ela tem medo de perder o seu amor porque quando você namora dá muito do seu tempo e da sua dedicação para o namorado, ou para as amigas e ela se sente em segundo plano. Saiba que a pessoa mais importante de sua vida é a sua filha. Procure preencher o seu vazio e a sua carência na relação com ela. Lembre-se que ter filhos dá trabalho, mas também podemos receber muita gratificação!
      Um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 8 de Junho de 2014 | Responder

  47. Cheguei aqui pesquisando sobre como ser uma boa mãe para minha filha e acabei entendendo um pouco mais sobre meu relacionamento com minha mãe. Sou a primogênita (37anos), tenho mais dois irmãos gêmeos (35) e uma irmã (30). Sou uma pessoa muito insegura, vivo tentando acertar, sempre pedindo conselhos, querendo imitar o que os outros tem de bom e me cobrando muito. Minha mãe sempre me criticou muito, sempre me comparou com os outros e nunca me aceitou como sou. Parece que sou a sua pior frustração. Ela é uma boa mãe, sempre nos deu muita liberdade, não era de impor horários, etc, mas sempre fez chantagem emocional. Hoje ela mora no exterior e após doze anos sem vê-la, tive oportunidade de ir visitá-la. Porém foi um tempo muito difícil, eu já havia me esquecido de suas críticas e agressividades. Foi doloroso, mas aos poucos vou me compreendendo melhor. Não a culpo por nada, pois sei que ela também não teve uma boa relação com a mãe, depois morou de favor na casa de pessoas ricas que a humilhavam, teve uma vida muito difícil, um casamento frustrado (ela sonhava em ter sua própria casa e família, mas meu pai tinha sérios problemas psicológicos e vivia tentando suicídio, ela engravidou de mim no primeiro mês de casada, depois de dois anos meus irmãos nasceram e meu pai não ajudava muito). Talvez sem querer ela desconte suas frustrações em mim que sou a mais velha e a mais parecida com ela. Ainda choro algumas vezes por isso, mas tento superar porque sei que ela não tem culpa. Mas agora temo em repetir com minha filha este ciclo. Ela tem 5 anos e tenho percebido que ela tenta me agradar e muitas vezes sinto que ela se reprime. Talvez inconscientemente eu tenha projetado nela algumas expectativas e ela absorveu. Tento criá-la da melhor forma possível, mas tenho medo de sufocá-la e na adolescência ela querer se “libertar” e agir com rebeldia. Não queria que ela fosse filha única, mas no ano passado perdi um bebê em gestação. Minha saúde não anda muito boa e não sei se poderei dar um irmãozinho para ela. Sou extremamente carinhosa, muito abraço, muito beijo, muito te amo, etc (talvez por não ter recebido isso de minha mãe). Tenho medo de ser um parasita na vida de minha filha. Quero muito que ela cresça equilibrada e resolvida. Gosto muito de conversar mas ela é fechada como o pai. Gostaria de dicas para ser uma boa mãe para minha filha e não repetir os mesmos erros de minha mãe comigo. Obrigada!

    Comentário por Fernanda | 7 de Junho de 2014 | Responder

    • Olá Fernanda, você pode começar a confiar mais em si mesma, não é necessário imitar as coisas boas dos outros porque enquanto você imita os outros você deixa de ser você mesma, e isto é uma lástima, porque você parece ter muitos elementos bons que merecem surgir espontaneamente de você. Lembre-se que a melhor maneira para criar a sua família é sendo espontânea e verdadeira, isto é diferente de ser impulsiva, que é o que acontece com a sua mãe. Pode ser que a sua filha tenta te agradar porque aprendeu esta conduta com você. Você parece ser uma pessoa bastante compreensiva e isto é um ótimo elemento para as pessoas que se relacionam com você. O melhor que posso te dizer é: confie mais em si mesma e procure se libertar da filha insegura que você se tornou por ter uma mãe muito critica e exigente. Lembre-se que errar e falhar é humano e é importante para a sua filha ter uma mãe que falha de vez em quando, isto a autoriza a ser humana e falhar algumas vezes, assim como também desenvolver a capacidade em lidar com as frustrações.
      Tenho certeza que a sua filha é uma felizarda por ter você como mãe.
      Felicidades,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 8 de Junho de 2014 | Responder

      • Obrigada pela resposta! Deus abençoe sua vida e sua profissão.

        Abraço,

        Fernanda

        Comentário por Fernanda | 8 de Junho de 2014

      • Obrigada, abraço!

        Comentário por leamichaan | 29 de Junho de 2014

  48. Olá… muito interessante o texto….agora compreendi porque enquanto cresço na vida minha mãe aparenta ficar com raiva… parece que não quer isso pra mim vai entender né? a mãe é a pessoa que mais deveria nos apoiar nessa fase tão dificil e tão bonita. Que é deixar a juventude e se tornar um adulto.

    Comentário por S.A. | 27 de Junho de 2014 | Responder

    • Este é o grande paradoxo da relação mãe e filha: Ao mesmo tempo que a mãe se orgulha da filha, também se depara com as próprias imperfeições, falhas e a velhice. Porque a filha é o seu orgulho perante os outros e ao mesmo tempo um espelho que aponta o quanto a mãe deixou de realizar e está involuindo como passar dos anos.

      Comentário por leamichaan | 29 de Junho de 2014 | Responder

  49. Ótima leitura! Acabei de descobrir que carrego em meu ventre uma menina. Estou feliz, mas também com muitos sentimentos ruins em relação a isso. Me sinto insegura e já estou com muitos ciúmes.

    Comentário por Letícia | 19 de Julho de 2014 | Responder

    • Ter uma filha tem suas facetas positivas e negativas, mas, acredite que esta menina te dará muito, muito mais alegrias do que outra coisa!
      Felicidades,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 19 de Julho de 2014 | Responder

  50. Oi, Lea. Li o texto e parei para refletir. Tenho uma filha de 14 anos, sou separada, minha filha nunca teve uma boa relacao com o pai. Tenho um namorado ha 3 anos, que me convida para morarmos juntos. Muito embora ele seja uma pessoa com quem gostaria de morar junto,não aceito pelo fato da minha filha não aceitar a presenca dele em casa. Quando ele vem para minha casa, minha filha sai para a casa dos meus pais, onde mora também a madrinha, solteira aos 41 anos. Minha Mae nunca gostou de nenhum namorado, pois ela comecava tratando bem para, pouco tempo depois, começar a ser do contra, e levando meu pai ao mesmo comportamento. Enquanto não terminava o namoro, ficava irritada comigo, toda hora passava mal, mal falava consigo, e meu pai tratando-a como coitada e brigando comigo. Assim sempre foi com meus irmãos também. Hoje, aos 44 anos, quero me mudar de cidade, meu namorado poderá me visitar sempre, pois e perto, para tentar sair de perto e, principalmente, tirar minha filha de perto para dificultar a influencia deles, inclusive da minha irmã que mora com eles, sobre minha filha, que, com certeza, fica contra mim. Por causa deles, minha filha, que até então se da bem com meu namorado, passou a espelhar as palavras deles contra meu relacionamento. Sinceramente, não sei qual atitude tomar, pois a cada fim de semana que a minha filha não esta com o pai, se torna um problema. Abraços.

    Comentário por Cristiane | 3 de Agosto de 2014 | Responder

    • Você tem todo o direito do mundo de refazer a sua vida afetiva e ser feliz! Converse sobre isso com a sua filha, e se for necessário e possível, mude de cidade. Você precisará ser muito inteligente e disponível para a sua filha não sofrer.
      Um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 18 de Agosto de 2014 | Responder

  51. Uma pergunta: por que minha mãe tem inveja de mim, sempre me perseguiu, tenta mostrar que prefere os outros irmãos… Mas não tem inveja da minha irmã? A trata super bem com amor? Porque se for pelo fator só de ser mulher, essa teoria é falha… Pq entre 2 filhas mulheres só a mais velha a ameaça como mulher?

    Comentário por Nina | 14 de Agosto de 2014 | Responder

    • Olá Nina, você é a primeira e está se tornando mulher antes de sua irmã, parece que isto ameaça a feminilidade de sua mãe. Além disso, se ela descarrega os sentimentos hostis em você, não precisa de sua irmã pra isso! Se você é a depositária das frustrações de sua mãe, ela te ama muito e sente que você é forte e tem cacife para tolerar e ajudar ela a atravessar as frustrações. Tudo isso acontece inconscientemente.
      Um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 18 de Agosto de 2014 | Responder

      • Obrigada! E como reagir a isto para não ser mais depositaria das frustrações da minha mãe, fazer ela mudar o alvo? Tem algum comportamento meu que possa faze-la desistir de me perseguir? Pq ainda não tenho condições de morar sozinha, sou dependente do meu pai (nem dela sou) e moro com ela. Eu comecei a me afastar dela dentro de casa, estou falando menos e rejeitando-a, e parece que ela diminuiu bastante os ataques. Nao adianta muito dar bronca nela e falar que não quero tal comportamento dela. Ela e covarde, infantil, e diz que a culpa e minha, que não faz nada e eu que eu que tenho mania de perseguição (!!!). Age como uma irma mais nova me provocando. Mas não quero que ela sinta que sou mãe dela. Alem de me afastar, acha que tem mais alguma coisa que eu possa falar ou fazer para ela não se sentir confortável para me atacar?

        Comentário por Nina | 7 de Dezembro de 2014

    • Eu penso que por sermos mais velhas, nossa mãe concentrou suas frustrações em nós. Eu imagino que mesmo sem querer projetamos no primeiro filho nossos desejos e quando eles não se concretizam ficamos frustradas. Também o primeiro filho (no caso aqui estamos falando de filha) retém muito de nosso jeito e principalmente nossos erros, dai novamente inconscientemente nos enxergamos neles e queremos atacar o que nos frustra. Eu não sou psicóloga, mas sinto que minha mãe age assim comigo e me vejo muitas vezes tentada a agir assim com minha filha. Porém hoje eu tenho um coração transformado por Jesus e consigo enxergar o erro antes de comete-lo ou pelo menos reconhecer quando erro e pedir perdão. E também consigo compreender melhor porque minha mãe me trata assim e posso perdoa-la. Mas naturalmente minhas reações seriam bem parecidas com as descritas neste texto.

      Comentário por Fernanda | 18 de Agosto de 2014 | Responder

    • Eu vou fazer 28 anos e nunca tive um relacionamento sério. Só ficantes, saídas, amizade colorida e sexo casual. Isso é muito frustrante, pq sempre fui romantica e sonhadora. Sempre senti muita vergonha de mim mesma e nunca achei que alguém fosse gostar de mim. Sou bonita, magra, alta e acho tudo tão injusto.. Pq mulheres que nem eu geralmente não sofrem com falta de namorado. Perdi a virgindade só com 22 anos com um cara que me tratou muito mal. Sempre quis ter namorado e vejo que perdi tanta beleza e juventude sem proveito sexual nenhum..Por causa de uma mulher recalcada em casa. Não tive vida sexual na adolescencia nem no começo da vida adulta apesar de pensar demais em sexo. E acho que tudo foi culpa da minha mãe, que não teve vida sexual e fez tudo pra eu ser frustrada que nem ela. E minha juventude não volta!! E agora? Me sinto tão impotente.. Vejo até filmes pornôs de casais de namorados mais jovens e sinto inveja do que eu não tive. Não sei o que é fazer sexo com amor e continuo não conseguindo me relacionar. Nunca acho que um homem que me interessa vai me querer, sou muito tímida e insegura. Odeio minha família.

      Comentário por Nina | 6 de Setembro de 2014 | Responder

  52. Minha relação com a minha mãe era otima na infância. Eramos verdadeiras companheiras. Começou a piorar na adolescência, e hoje, após adultas, é marcada por altos e baixos. Eu tenho consciência de que espero muito dela, e que ela não pôde me proporcionar porque não teve na infância. Eu queria que ela fosse aquele porto seguro, pessoa com quem pudesse compartilhar tudo sem ser criticada. Sabe aquela mãe melhor amiga? A acho imatura demais, e quando a cobro, ela nao aceita, fala que se não estiver satisfeita que eu vá embora, que procure outra mãe etc. Eu sei que não é sério, e ela se arrepende, mas isso fica marcado. Tornei-me independente emocionalmente dela, passei a confidenciar meus problemas a amigos apenas e por ultimo me apeguei muito ao meu namorado. Ele estava sendo meu porto seguro. Perdi meu pai, meu irmao tem os proprios problemas dele e nao gosto de sobrecarrega-lo com os meus. Engravidei, entao eu e meu namorado viemos morar com a minha mãe, e nossa relação melhorou muito com a presença dele aqui. Ele me conrava todas as vezes que eu era intolerante. E mi ha mãe foi fundamental nesse processo, inclusive quando eu perdi a bebê. 3 meses depois do aborto tive uma decepção muito grande com ele e terminei. Quero me livrar, esquece-lo, tenho o apoio da minha mae quanto a isso. Mas minha relação com ela piorou depois que ele foi embora. Ela sente falta dele, o chama até de anjo da guarda! E eu mal precisando do apoio dela, percebo que ela tb está mal e mais uma vez não é com ela que posso contar nesse processo. Eu queria muito ser menos exigente, aceitá-la como é. Queria colo, mimo, menos cobranças, mais maturidade… eu tenho consciencia do esforço dela, mas as vezes nao parece ser suficiente. As vezes estamos muito bem, outras vezes não. O que fazer?

    Comentário por Natalia | 24 de Agosto de 2014 | Responder

    • Você queria ter uma mãe mais madura emocionalmente. Porém, é esta a mãe que por ora é possível. Você poderia encontrar este apoio numa terapia e também aprender como lidar melhor com a sua mãe, inclusive para ajudá-la a amadurecer. Penso que nós temos muitas mães durante a vida, agora você precisa encontrar apoio e compreensão numa psicóloga, ou tia, ou professora, ou mãe de amiga e paralelamente ir ajudando a sua mãe biológica.
      Um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 5 de Setembro de 2014 | Responder

  53. Oi Lea, li seu texto e ele é muito esclarecedor…Pois bem tenho 27 anos e sou a caçula de 4 irmãs, minha mãe tem 61 anos e desde que me entendo por gente vejo minha mãe se envolvendo em brigas e discussões que muitas vezes nem é dela, ela é uma pessoa muito nervosa e qualquer resposta que ela receba que não seja o que quer ouvir já acha que a odeiam, ninguem entende ela, que estão querendo o mal dela já é motivo para criar inimigos…e isso é em tudo politica, no trabalho, na igreja, no coral, na banda, no face, etc e em casa comigo e com minhas irmãs e meu pai…pra mim ela tem mania de perseguição, não acho normal…mas quando falo eu estou querendo briga…sempre ri de mim…o problema é que toda vez que ela arruma encrenca ela sofre…tenta ajudar as pessoas mas quando não ve interesse lá vai ela de novo…e sempre foi assim, nós sempre falamos não de atenção, não é nada…ano passado tivemos até uma tragédia na família e ela estava envolvida…achamos que serviria de lição, que arrumar confusão não leva a nada, mas ao contrario parece estar pior…quero ajudar mas não sei o que fazer…gostaria muito de um conselho de como proceder.

    Comentário por Sara | 5 de Setembro de 2014 | Responder

    • Olá Sara, em geral é muito difícil uma pessoa reconhecer os proprios defeitos, a gente faz um mecanismo psiquico e inconsciente no qual expulsamos o mal de nós e projetamos nos outros. Não tenho dúvidas que a sua mãe usa este mecanismo psicologico de forma maciça. Todos nós usamos isto em maior ou menor grau, por isso a terapia é tão importante! A única maneira que você pode auxiliar a sua mãe é sendo acolhedora, compreendendo que ela age desta maneira porque é o único jeito que consegue ser e principalmente demonstrando o seu amor por ela. Pode ser que ela sofreu muito no passado por falta de amor, ódio e até perseguição e agora não consegue confiar no amor do outro em relação a ela.
      Você terá que ser muito paciente, afetiva e generosa para auxiliar a sua mãe, porque é disto que ela necessita, não porque vocês não dão, mas porque na fase de constituição dela (criança, adolescencia), faltou. Pode ser também que ela é paranóica, então só com terapia.
      Um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 5 de Setembro de 2014 | Responder

  54. Querida Lea,

    Convivo com uma realidade muito parecida, cresci longe do meu pai e sempre fui a “adulta” da casa, minha mãe tem alguns comportamentos de adolescente e eu sempre sou a pessoa que chama sua atenção, eu não tenho animo para fazer coisas de mãe e filha pois sempre me sinto a mãe na história, isso não significa que não a amo muito pelo contrário eu a amo muito, entretanto sinto cada vez mais um vazio uma carência tremenda, acabei depositando todo meu amor e cobrando tudo aquilo que preciso, ou seja, amor materno e paterno em uma religiosa porém me decepcionei profundamente com uma dor que doía de verdade até porque não tinha o direito disso e sei que tudo que preciso curar esta dentro de mim e não nas pessoas, fui líder de grupo de jovens e as pessoas sempre me olham como exemplo de alegria, conheço muitas pessoas mas no fim choro todas as noites a ausência de algo que nem eu sei explicar, me questiono o porque disso tudo, porque meus pais tinham que ser tão distante de mim mesmo minha mãe morando sobre o mesmo teto que eu, tenho 26 anos e nunca namorei, sempre tentei me manter como uma “pedra”, uma realidade inabalável, pois por muito tempo tive que ser forte para ajudar minha família (situação de drogas do meu irmão mais novo), mas agora sinto que meu mundo esta cada vez mais no chão, no buraco, sinto vontade de chorar no trabalho, no meu quarto e em todo lugar que faz parte da minha realidade e que me proporciona as “lembranças” e a saudade de muitas vezes coisas que não vivi, estes dias senti uma vontade tremenda de chorar quando no almoço vi um pai perguntando a filha apenas a frase “filha, como foi o seu dia?” e aquilo me doeu profundamente o peito, pois senti vontade de ter sido aquela moça, hoje estou totalmente fora do que me fazia esquecer ou ocupar minha mente que é as coisas da igreja, percebo que a força que eu achava inabalável foi escondida em algum lugar dentro de mim, eu não sei o que fazer mais, pois não quero ficar assim, tenho medo de morrer sozinha sem ninguém e isso me desespera, meus amigos todos estão se casando, namorando e me sinto cada vez mais longe da realidade que impõe a sociedade a minha idade de 26 anos. Obrigada desde já!

    Comentário por Karina | 6 de Outubro de 2014 | Responder

    • Olá Karina, fico feliz que meus artigos tenham te auxiliado a refletir sobre a sua situação. Agora será preciso fazer terapia para conseguir conhecer-se bem e encontrar recursos internos para descobrir que destino você poderá dar para toda esta carencia afetiva que te acompanha desde a infancia, para que você se torne companheira de si mesma e possa se relacionar com o outro de forma saudável.
      Um forte abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 7 de Outubro de 2014 | Responder

  55. Gostaria de saber o nome completo d autora do texto. Excelente!

    Comentário por denize ferreira rodrigues | 14 de Outubro de 2014 | Responder

    • A autora sou eu mesma, Léa Michaan. Um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 14 de Outubro de 2014 | Responder

  56. que expétaculo de detalhes sob mâes efilhas-uma-bela-e-dificl-relaçâo …minha filha me mandou um de seus artigos…espero que toda maê possa ler e entender todos trama entre maê-filha para poder superar as dificuldades….enfrentando a prova do tempo e das das relaçôes vamos ter uma relaçâo passível de ser eterna enquanto vivas….adorei

    Comentário por EZONI TEREZINHA Schneider | 28 de Outubro de 2014 | Responder

  57. Este texto me fez entender os motivos pelos quais eu e minha filha as vezes nos desentendemos, porque brigamos e porque não vivemos longe uma da outra, sou viuva ha 14 anos, e “pãe” para ela desde quando ela tinha 12 anos, Sempre fui uma mãe presente, acho que em demasia, e assim sinto que eu a sufoco com tantos cuidados e atenção. Hoje minha filha tem 27 anos, casada, pos graduada, e eu ainda me preocupo demais com ela, sera queum dia eu a deixarei seguir seu caminho sem interferir tanto? procuro seguir meu caminho, viver sem ter que preocupa-la com meus problemas, minhas angustias, procuro estar sempre bem, wnfim, sera que sou uma boa mãe?

    Comentário por Helena | 4 de Novembro de 2014 | Responder

    • Nós mães sempre falhamos, ou por falta ou por excesso, no seu caso parece ser excesso! Sua filha já é bem crescidinha e já está na hora de você dar asas para ela voar! Invista em sua vida e em seus interesses! Claro você pode e deve escutá-la e ajudá-la a pensar sobre as questões dela, assim como ela em relação a você!
      Um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 5 de Novembro de 2014 | Responder

  58. Olá. Meu nome é Adriane tenho 34anos uma filha de11 e um menino de11meses e como muitas maes minha relaçao com a menina tem sido bem complicada nos ultimos5anos costumo dizer que depois que ela conheceu o bendito dinheiro. Moro em uma cidade do interior e por aqui nao se tem muito o que fazer já tentei diversas atividades e ela nao se enteressa as coisas que ela mais gosta de fazer é brincar e só com brincadeiras de bebe parece que parou nao gosta que eu mande fazer nada brigao tempo todo até mesmo a professora já me falou que ela só se enteressa pelo oque ela quer(brincadeiras). As vezes tenho vontade de bater nela mas nao consigo tenho ela como meu bebe e omaximo que faço é proibir ela de ir nas festinhas que é uma coisa que ela ama ela fica mais brava comigo já desisti de tentar intender minha irma me diz que temos que cuidar amar protejer.pois nao existe receita cada um é como é e nao como a gente quer e infelizmente eu nao sou como minha filha gostaria. Todos me dizem que é normal.ela disputa nosso dia a dia todo o dia e se sente totalmente adulta sem se quer escovar os dentes se nao brigar sinceramente nao sei onde errei acho que ela me detesta.
    Vou parar por aqui abraço a todos

    Comentário por adriane | 11 de Novembro de 2014 | Responder

    • Olá Adriane você diz que tem um bebe de 11 meses e uma menina de 11 anos que é o seu bebe e que gosta de brincar. Não entendo qual é o problema? Deixa a menina brincar a vontade. Hoje em dia as crianças abandonam as brincadeiras cedo demais. Penso ser muito saudável ela brincar nessa idade, porque daqui a pouco esta fase maravilhosa da vida fica pra trás. Saiba que brincar é vital para o desenvolvimento humano. Quando brincamos estamos nos preparando para a vida futura, estamos elaborando situações, desenvolvendo habilidades, exercitando nossa criatividade. Se ela brinca, é porque ela precisa e brincar é maravilhoso para o bom desenvolvimento humano. Deixe sua filha brincar a vontade, e não proiba ela de ir as festinhas que ela adora. Este castigo é terrível porque na escola no dia seguinte todos estarão falando sobre isto e ela se sentirá excluida e não haverá maneira de devolver para ela as festinhas que perdeu.
      Imagino que ela esteja detestando a mãe que a proibe de brincar e de ir as festinhas. Você pode resgatar o amor de sua filha aceitando ela como ela é
      Um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 12 de Novembro de 2014 | Responder

  59. Olá. Nem sei se terei resposta aqui. Mas pela primeira vez busquei no Google mãe que odeia a filha. É incrível como conseguiu sintetizar em poucas palavras tudo aquilo que eu sempre questionei. A relação da minha mãe com a mãe dela é inexistente. Minha avó tentou o aborto dela e minha mãe já a ameaçou de morte. Até a entrada da adolescência eu tinha uma relação perfeita com minha mãe. Quando comecei a não aceitar o que ela dizia ser o certo, as brigas começaram. Ela influencia meu pai e eu nunca tive ajuda. A gota d´água pra mim foi semana passada, onde eu me formei na segunda pós-graduação, fui oradora da turma e ela sequer me deu parabéns. Disse que não ia aplaudir um circo e nem queria aparecer ou ser platéia pra mim. Mostrei o diploma, ela deu de ombros. Minha mãe não se formou, foi mãe cedo, sou filha única, ela é dona de casa. Sou uma profissional bem formada, mas nunca tive uma palavra de alento nesse quesito. Com relação aos namoros, até de vagabunda já fui chamada. E juro, ela tem telhado de vidro. Sério telhado de vidro. Eu só receio que depois de tudo, o que estou sentindo agora se torne verdade. Estou odiando minha mãe, querendo ficar longe dela o máximo possível. Ela diz que faz o que faz porque me ama. Mas sinceramente, isso não é amor. E eu juro, quero ter uma filha pra dar o amor que eu n tive. Não quero sufocá-la nem rejeitá-la. Apenas ser a mãe que eu gostaria que a minha fosse.
    Acredito que minha mãe foi uma irmã mais velha. Cuidou, educou, mas não amou.

    Comentário por caroline carvalho | 14 de Novembro de 2014 | Responder

    • Obrigada por seu depoimento, mesmo se foi um desabafo. com certeza vai ajudar muitas pessoas. A verdade é que nós amamos e odiamos diferentes facetas de nossa mãe. Não existe uma relação que seja só amor ou só ódio. Todos nós sofremos de inveja, e quando invejamos necessitamos destruir o que o outro tem de bom. É isso que ela fez com a sua formação, e você anseia receber reconhecimento e admiração da mãe.
      Viver é fácil, o difícil é conviver!
      Um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 18 de Novembro de 2014 | Responder

      • Obrigada Léa, de fato foi um grande desabafo. Estou praticamente em pé de guerra com ela, que está se recusando a falar comigo. Não queria ter mais ódio que amor. A convivência de fato está terrível. Sempre disse que sabia o quanto eu era boa mas que não seria platéia pra que eu não me tornasse metida. Muito obrigada pelas palavras. Sem dúvida me serviu de alento.
        Abs

        Comentário por caroline carvalho | 18 de Novembro de 2014

  60. Olá…Gostei muito do texto, pois justamente estava procurando uma explicação para a relação conturbada entre eu e minha mãe desde sempre e com um estopim no último domingo. Porém, fiquei com algumas dúvidas sobre como agir na minha situação:
    Eu tenho 29 anos, casa própria, formada, independente, moro junto com meu ‘namorido” a 7 anos e agora estou grávida (desejávamos). No último domingo fizemos um almoço para contar para os avós a novidade (antes não tivesse feito), minha mãe “deu piti”, ficou doida com a notícia, disse coisas horríveis, exemplo: “muito cedo… um filho atrapalha toda sua vida…. uma criança para os avós cuidarem… por que não terminava minha segunda faculdade agora não ia mais terminar? Por que não terminava o resto da casa? Por que não fizemos casamento antes disso? Vou me arrepender porque filho só incomoda… vou ter muito trabalho, não vou ter mais sossego… Que eu não deveria ter filhos, como ela sempre me falou, porque ela só teve porque meu pai insistiu muito, mas por ela não teria.. Minha irmã também não seguiu o que ela falou e hoje sofre muito….” Bom vou parar por aqui, pois é muita coisa ruim…
    Eu tentei argumentar que esta criança não ficaria com ela, não teria trabalho. Que agora é uma boa idade, meu marido se alterou com ela e isso fez com que ela fosse embora. Já se passou uma semana e ela não me ligou mais, nem eu liguei para ela.
    Fiquei arrasada e quase perdi meu bebê de tão nervosa, mas agora estou bem e procurando uma explicação para isso tudo e por que não uma ajuda.
    Ficaria muito feliz se vc pudesse me esclarecer por que minha mãe não gosta de bebês (da minha irmã foi a mesma coisa) , e também me auxiliar que atitudes devo tomar? Ela precisa de terapia ou algo assim?

    Comentário por Cristina | 29 de Novembro de 2014 | Responder

    • Sim, a sua mãe, sem dúvida precisa de terapia! Acontece que você sofre com as coisas que ela diz! Esta muito difícil para sua mãe ver a filha se tornar mãe, ela tem uma inveja inconsciente e precisa “estragar” e destruir este momento de felicidade seu! O fato de você se tornar mãe, faz ela se tornar avó! você entrndo no períod fértil e ela no infertil. Mas, ela esqueceu que a vida é sua, ela é tua mãe, mas não a tua dona. Um filho dá trabalho, mas ao mesmo tempo garante a tua continuidade e preservação no mundo, além disso, sim dá trabalho, mas dá muito, muito mais alegria!
      que você consiga se tornar impermeável aos sentimentos hostis que a sua mãe tem, lembre-se é o que ela pode sentir, nem é por mal!
      Que você tenha uma gravidez maravilhosa e que seu bebe te traga muita alegria e satisfação!
      Não deixe que as palavras de sua mãe destruam este momento maravilhoso de sua vida!
      Felicidades,
      Um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 30 de Novembro de 2014 | Responder

      • Obrigada, Léa! Como vc mesmo comentou, sofro muito com as coisas que ela diz, infelizmente, estou tentando superar isso tudo, mas principalmente a perda do meu bebê…
        Quando ela voltar a conversar comigo, tentarei encaminhá-la para uma terapia, assim quem sabe conseguirá viver em paz e família também !!!

        Comentário por Cristina | 14 de Dezembro de 2014

  61. Oi, eu nao sei mais o que faço, meus pais sao separados, meu pai nada me chama a atençao pois pra ele sou uma qualquer, minha mae e espirita, professora … bom tudo começou quando eu apresentei o meu namorado a ela, ele e lindo pra moreno e de maior etc. So que ela em vez de ajudar a procurar uma felicide em mim nao, ela acaba comigo, ela fala mal de mim pras amigas fofoqueiras dela, e ate ontem, eu estava mal da rinite, e pedi um remedio a ela e dei o dinheiro para ela ir buscar ne pois ja havia se oferecido, e ela simplesmente saiu e nao voltou mais e quando voltou nao tinha remedio e mt menos o dinheiro que dei a ela entao meu namorado foi buscar e ela ficou muito brava sabe, e começo a chingar ele e tal, mais me padrasto tem uma filha que e falsa e esta tirando tudo que ate hoje com muitos dias de trabalho. E a mae nao se toca, Uma base que um ciumes ne, mais parece que ja nao sinto mais nada por ela… eu nao sei o que eu faço, minha vida nao ta facil, uma mae que nao se da bem com ninguem, e depois eu saio cm uma fama d ruim.

    Comentário por aneeh | 1 de Dezembro de 2014 | Responder

    • Não entre nessa de ligar pra fama, sei que todos nós, seres humanos precisamos de reconhecimento, mas fique com a sua consciencia. Toda mãe tem um lado ma~e e um lado madrasta, o lado mãe de sua mãe está “quebrado” e você precisa se haver com a madrasta. Bem difícil isso! Seja a mãe de si mesma, cuide-se, proteja-se, inclusive de sua mãe-madrasta, torne-se impermeável pra coisas que ela diz. este é o caminho, árduo, eu sei, mas não vamos conseguir modifica-la!
      Felicidades,
      Um abraço,
      Léa

      Comentário por leamichaan | 12 de Dezembro de 2014 | Responder

  62. Minha mae e tão ridícula e frustrada.. Nao tem coragem de me dizer coisas na cara, e nunca achou que eu com 20 anos posso ser ou ter um corpo mais bonita que o dela, que ja tem 60 anos. Queria que uma psicologa me respondesse isso…Quando estamos assistindo a tv juntas, e o assunto e modelo, desfile, celebridade etc, ela começa a criticar características físicas nas celebridades que ela sabe que são minhas, como dizer que a mulher esta magra demais, ou que não tem musculatura na perna, e depois chama a mulher de coitada. Me ajudem?

    Comentário por Nina | 6 de Dezembro de 2014 | Responder

  63. lllll

    Comentário por Gisele Machado | 28 de Março de 2013 | Responder


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