Quem sou eu
Sou Psicoterapeuta e Psicanalista,
Este blog é formado pelo conjunto de várias entrevistas que tenho concedido à mídia.
Na maioria são dicas para a vida cotidiana.
Tais como: educação de filhos, relacionamento afetivo, variações de humor, entre outros.
Qualquer Idéia, dúvida ou comentários serão muito bem vindos.
Acesso ao blog com meus artigos:
http://leamichaan.wordpress.com/
Consultório:(011) 2628 1439
A arte de dar sentido à vida em forma de ficção!
Compartilho entrevista, vale a pena conferir!
Um abraço,
Léa
SUPERAÇÃO E ELABORAÇÃO – AQUELE QUE APRENDER A ARTE DE
Esta foi uma entrevista que concedi na TV gazeta no programa mulheres em falei sobre a arte de superar e elaborar as difíceis questões da vida. Vale a pena conferir:
1ª PARTE:
http://www.youtube.com/watch?v=9-b78eBZQQs&context=C32580dfADOEgsToPDskJfmqq9oZdyGwit5zsJgeEi
2ª PARTE:
http://www.youtube.com/watch?v=Ec2-sAY16_w&context=C3523360ADOEgsToPDskKshKCr8GHAUGtqtgf52gK6
Quando se leva um fora – O que fazer?
Esta é uma entrevista que dei e repercutiu muito bem – muitas mulheres me escreveram que foi extremamente útil, e por isso compartilho no blog:
P: Temos como prever um fora?
LM: Sim. Quando o rapaz se torna mais frio, não te procura mais, fica distante. É sinal de que ele pode não estar interessado em você. Mas, também pode ser que ele está com um problema, com depressão ou numa situação muito difícil, e, portanto, não sobra mente, nem energia para namorar ou ficar. A melhor maneira para saber o que está acontecendo, ou em que terreno você está pisando é conversar. Pergunte: Tá tudo bem com você? Você está com algum problema? Se ele disser: “não, não estou com nenhum problema, está tudo bem comigo”. Então você pode arriscar: ”Então parece que o problema é a gente”. Aguarde para ver o que ele vai dizer e confirme a sua hipotese que aí vem o fora. Se a hipótese for confirmada saiba que se ele não te deseja, não é porque você não é boa, é porque ele não te merece mais.
Ainda não inventaram nada melhor que uma boa e sincera conversa.
P – Qual é a melhor forma de reagir a ele?
LM: Depois de um fora. Primeiro pense em como reagir com você mesma. Vou ajuda-la a pensar: Se ele não esta mais interessado em você, isto não é prova de que você não é bonita, interessante e atraente. Isto prova que você se libertou de alguém que não te merece. Você deve se sentir grata por ele libertar você para se relacionar com alguém que te dê valor e te mereça. Muitas vezes os homens não desejam mais as mulheres porque eles só estão interessados em conquistar. O desejo deles não é a mulher, mas sim a conquista. Depois da conquista, eles precisam conquistar de novo, e de novo, sucessivamente. É o mesmo mecanismo dos compradores compulsivos, depois de ter aquilo a coisa ou a pessoa não interessa mais. São pessoas que só valorizam o que não possuem. Em geral eles precisam conquistar o tempo todo para provar a si mesmo de que são capazes de atrair garotas. Eles têm um problema de autoestima. O problema não é com você e sim com ele, que tem dificuldades de gostar de alguém porque não gosta muito de si mesmo. Estes homens comprovam o famoso ditado: “Clube que me aceita eu não entro”. Fuja deste tipo de homem.
Depois de chorar um pouco e ficar um pouco triste “enterre”, metaforicamente, ele como o namorado dos seus sonhos. Para libertar-se e viver novas paixões. Não deixe que isto te faça insegura ou rebaixe sua autoestima. Lembre-se que ele tem todo direito de ficar ou não com quem quiser. Tente não ficar ofendidinha. Ficar ofendida é sinal de imaturidade. E que a sua autoestima depende inteiramente do outro.
P – Ao encontrar o ex por aí, tem gente que ignora, tem quem cumprimente… O que é o melhor a se fazer?
LM: O melhor é ser educada e cumprimentar normalmente. Afinal vocês tiveram uma relação e isto mostra que você superou e se libertou. E que valoriza as pessoas com quem se relaciona, é uma mostra que também valoriza a si mesma. Além de ser um sinal de maturidade. Mesmo se for difícil, no inicio, esta atitude fará bem a você e a sua integridade. Quando a gente respeita o outro é porque respeitamos a nós. Se você for hostil, grosseira, agressiva e esnobe. Fará mais mal a si própria do que à ele. Ele simplesmente receberá suas agressões e será “vitima” e você será uma pessoa: hostil, agressiva, grossa e esnobe. Viu o mal que você faz si mesma? Depois sua autoestima é rebaixada. E você entra num ciclo vicioso precisando desesperadamente que o outro te valorize, pois você mesma não se valoriza.
P – Como segurar a auto estima se for trocada por outra?
LM: O fato dele “trocar” você por outra não significa que você é pior. Lembre-se do ditado: “o que seria do rosa se todos gostassem do azul”. Quando se é trocada por outra a gente sofre, e quando a gente sofre está diante de uma boa oportunidade de crescer. Entender que se ele não gosta mais de você, ele, não é bom suficiente para você. Ele não te fará feliz. Se ele te trocou por outra é sinal que ele não consegue te dar o valor que você merece. A gente troca de roupa e não de mulher.
Faça o luto deste cara. Enterre o sonho de ficar com ele, de sentir-se amada e valorizada por ele. E assim, liberte-se para ficar com alguém que te valorize e te mereça. Sempre é bom aprender com a experiência. Pergunte a si mesma: “Será que eu sufoco? Será que sou muito insegura? Será que????” Estas perguntas te ajudarão a se perceber e se transformar.
P – A tristeza que vem depois do fora, existe uma maneira “mais indicada” de lidar com ela? Que dicas você dá para a mulher nesse sentido?
Não finja que nada aconteceu. Entre em contato com a dor. Se tiver vontade chore. Abra o seu coração com uma boa amiga. Mas não com qualquer pessoa e o tempo inteiro. Se você falar o tempo todo sobre isso e com todas as pessoas, é sinal que está obsecada. E isto é mal. Se for muito difícil, com certeza uma profissional ajudará você a transformar esta dor em crescimento. Vou dar uma dica para toda a vez que você tiver um problema ou um sofrimento na vida. Pergunte: o que pode haver de bom nisso? Saiba que tudo na vida tem um lado positivo. O lado positivo de levar um fora pode ser: 1- libertar-se de alguém que não te valoriza. 2- libertar-se de alguém que não te merece. 3- libertar-se de alguém que não te fará feliz. 4- Aprender que na vida muitas vezes gostamos mais de alguém ou valorizamos mais alguém que não nos valoriza e não nos dá a mesma importância (é a vida). 5- Saber que é importante não colocar a nossa autoestima nas mãos do outro. 6- Agirmos de maneira a nos sentir bem com a gente mesma para podermos nos valorizar, mesmo quando o outro não valoriza. 7- Aprender a gostar da nossa companhia para não ficar tão dependente do outro. 8- Há um antigo ditado que gosto muito: “seja pouco, mas seja você mesmo, e se este pouco não bastar à alguém, este alguém não basta pra você”
P – Uma vez, eu li que, para superar um fora, você tem que passar pelo 5 estágios do luto. Você concorda?
Os 5 estágios do luto são:
- Negação e Isolamento: “Isso não pode estar acontecendo.”
- Cólera (Raiva): “Por que eu? Não é justo.”
- Negociação ou barganha: “Se eu fizer istou ou aquilo ele voltara”
- Depressão: “Estou tão triste. Por que me preocupar com qualquer coisa?”
- Aceitação: “Tudo vai acabar bem.”
Não acho que seja necessário os 5 estágios, mas a raiva e o choro são importantes para fazer o luto dos sonhos que a gente tinha de ficar ou namorar com alguém que não nos deseja mais. Este alguém com quem a gente sonha, se a gente sonha é sinal que estamos idealizando. Colocando ele num patamar que não condiz com a realidade. Mais cedo ou mais tarde, iriamos nos decepcionar.
Bem, sobre mim: Sou Psicoterapeuta atendo em consultorio particular crianças, adolescentes, adultos e casais.
Autora do livro Maly – Superação e a arte de dar sentido à vida em forma de ficção – “Não consigo parar de ler” – depoimento dos leitores
Muita gente está me perguntando como fazer para adquirir o livro enquanto ainda não está distribuído pelo Brasil, então envio as dicas: (Meu verdadeiro e maior ganho com a aquisição do livro é a alegria em divulgar algo que penso ser enriquecedor para a psique humana)
Por enquanto é possível adquirir o livro na Livraria da Vila ou pelo site da editora:
http://www.primaveraeditorial.com/
Depois de entrar no site, entre em livraria virtual,
Clique em selo primavera, do lado esquerdo e você verá o livro Maly.
Desejo uma boa leitura, que seja prazerosa e inspiradora!!
Um grande abraço,
Léa
.
Superação em forma de ficção – livro Maly
Caros amigos,
Superação e a arte de dar sentido à vida em forma de ficção
O romance de ficção: Maly – traduzido do hebraico: Ma – (o que?) e Ly (para mim) – O que há para mim? Uma história envolvente e enriquecedora.
O livro fala sobre superação e a arte de dar sentido à vida.
Compartilho com vocês algumas particularidades do livro:
Envio um clip do Maly:
Também o site do Maly:
Muita gente está me perguntando como fazer para adquirir o livro enquanto ainda não está distribuído pelo Brasil, então envio as dicas: (“infelizmente” não ganho quase nada em espécie com as aquisições do livro, mas , ganho a alegria em divulgar algo que penso ser enriquecedor para a psique humana)
Por enquanto é possível adquirir o livro na Livraria da Vila ou pelo site:
Depois de entrar no site, entre em livraria virtual,
Clique em selo primavera, do lado esquerdo e você verá o livro Maly.
Desejo à todos uma boa leitura, que seja prazerosa e inspiradora!!
Um abraço,
Léa Michaan
Para obsessivos compulsivos por arrumação e limpeza
Casa Arrumada (Carlos Drummond de Andrade)
Casa arrumada é
assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma
boa
entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um
centro cirúrgico, um
cenário de novela.
Tem gente que gasta muito
tempo limpando, esterilizando, ajeitando os
móveis, afofando as
almofadas…
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e
percebo logo:
Aqui tem vida…
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras
e os enfeites brincam de trocar de
lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições
fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem
mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é
casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém
dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio
da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante,
passaporte e vela de aniversário, tudo junto…
Casa com vida é
aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre
pronta pros amigos, filhos…
Netos, pros vizinhos…
E nos quartos,
se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca
ou namora a qualquer
hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a
cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias…
Mas arrume de um
jeito que lhe sobre tempo pra viver nela…
E reconhecer nela o seu
lugar.
Admirável Arte de Pensar – Não basta pensar no que se fala. Mais importante é pensar no que se pensa!
Quando a gente pensa no que diz pode-se evitar magoar, ofender ou envergonhar outros. Pode-se evitar algum tipo de exposição e de intromissão. A palavra impensada tem o poder de nos transformar em algo que não queremos ser. Talvez ridículos, ignorantes, impacientes, pesados ou tolos. E, muitas vezes, ou na verdade mais verdadeira, mais mal do que fazemos a alguém ao dizer algo hostil, fazemos a nós por nos tornarmos pessoas agressivas e hostis.
Quando a palavra má, envenenada e cruel emana de nossos lábios, automaticamente, na mesma medida em que o ouvinte se ressente, nós nos tornamos maus, venenosos e cruéis. O que é pior? Ser um ser ressentido? Ou ser um ser venenoso e cruel?
Porém, a via para se pensar no que se diz é, antes de tudo, pensar no que se pensa. Porque quando pensamos naquilo que pensamos, em primeiro lugar já deixamos de dizer algo que não pensamos, e em segundo lugar, como disse Hamlet: “Nada é bom ou ruim. Tudo depende dos nossos pensamentos…”.
Quando pensamos naquilo que pensamos podemos pensar naquilo que dissemos ou fizemos para ter inspirado as palavras ou atos maldosos que recebemos ou, caso contrário, se não pensarmos naquilo que pensamos podemos ficar repetindo como um disco quebrado o mal recebido e este pensamento viciado não levará a entendimento algum.
Pensar em mudar o foco e deixar de enfocar só naquilo de mal que fizeram para nós, ou que num primeiro momento, erroneamente, pensamos que fizeram de mal para nós, e passar a olhar de fora para nós mesmos e procurar enxergar qual a nossa parcela de responsabilidade em tudo que acontece conosco. Não tenho duvidas que o outro também errou. Afinal o outro é tão humano e cheio de defeitos e falhas quanto nós.
Algumas vezes o outro pode até possuir mais defeitos do que nós, e outras vezes, pode acontecer que o outro errou mais do que nós erramos. Mas, mesmo assim, apontar e repetir quinhentas e oitenta e duas vezes o que o outro nos fez de mal não é pensar no que se pensa. É ser um disco quebrado. Que sofre, e sofre mais uma vez, briga, grita, se enraivece e não leva a nenhum entendimento e nem se desenvolve.
Léa Michaan, 17/04/2011
Downloads | Teses, Artigos Científicos e Capítulos – Gênio Criador
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Aprenda os sinais corporais dele ou dela
Saiba identificar como os sinais corporais femininos ou masculinos demonstram o que ela quer com você Mesmo que uma mulher não diga que te quer – ou ao contrário –, você pode descobrir se ela está ou não falando a verdade através dos sinais que o corpo dela denuncia. A psicóloga especializada em casais Léa Michaan diz que “com palavras, a pessoa pode omitir muita coisa. Na linguagem corporal, isso é praticamente impossível”. Segundo ela, com atenção, você pode interpretar melhor o que se passa na complicada cabeça feminina. Agora uma dica importante: “Preste atenção se há uma associação de sinais. Não é porque a mulher apresenta um deles que você já pode concluir suas intenções.” Palmas para cima Quando a mão da mulher está aberta e com a palma para cima, ela está fazendo um convite. “Ela está convidando o homem para alguma coisa ou se oferecendo para ele. Mas cuidado: às vezes ela deseja, mas ainda não é a hora de atacar, pois há o desejo físico e o racional. Talvez, para a razão, ainda não seja a hora para ela.” Mãos geladas Para descobrir mais um pouco sobre suas intenções, pegue nas mãos dela. “Se estiverem geladas, demonstram nervosismo. Em muitos casos, isso pode ser considerado como forte interesse pelo homem”. Descontrole Se você notar que ela se mexe demais, gesticula muito e ri alto, são bons sinais. “Se a mulher começa a ficar sem saber como se comportar, provavelmente ela tem grande interesse na pessoa com quem está conversando”. Roupa e cabelos Se ela mexe nos cabelos e ajeita a roupa o tempo todo, está querendo te impressionar. “É sinal de que ela quer que você a veja bonita”, revela Léa. E, no dia-a-dia, note como anda seu visual. “A mulher que está apaixonada, em geral, cuida mais da aparência. Se você perceber que ela está mais arrumada, quer te conquistar. Por outro lado, se anda sempre esculachada, esqueça. Pode tirar o time de campo.” Encolher a barriga e inflar os seios Quando a mulher quer seduzir um homem, automaticamente, encolhe a barriga e estufa os seios, segundo a psicóloga. “Com isso, ela quer duas coisas: exibir toda sua feminilidade e parecer bonita, em forma, esbelta…” Braços cruzados É sinal de que ela não está interessada. “É como se ela colocasse um portão entre vocês. Se não forem os braços, pode ser a bolsa na frente do corpo, um copo, ou algo que crie uma separação entre vocês.” Repare nos pés Olhe para baixo e repare em que posição estão os pés dela. “Se estiverem para o lado oposto ao seu, certamente ela está com vontade de ir embora. Se estiverem voltados para você, bom sinal.” Mãos na cintura Quando a mulher apoia as mãos na cintura, apontando o cotovelo (ou os cotovelos) para o lado, é sinal de que ela quer ficar a sós com você. “Fazendo isso, ela cria uma barreira para evitar que outras pessoas se aproximem, pois não quer que ninguém interfira”, diz Léa. Mexer nas joias Quando ela quer chamar a atenção, é comum que fique brincando com o anel, o colar ou os brincos. “A mulher quer mostrar as coisas bonitas que possui. Quer que você note o que ela tem de bom, de bonito…” Atenção ao olhar Repare se ela olha fixamente – durante mais de 3 segundos – nos seus olhos. “Se alguém faz isso, é porque está interessado. Além disso, repare no formato em que os olhos estão. Quando ficam um pouco fechados, sedutores, ela está a fim de você.” Inclinação do corpo Se sua pretendente inclinar o corpo para trás, não está interessada. “A menos que seja no momento de uma investida sua, pois é instintivo a mulher se afastar”. Portanto, talvez ela tenha interesse, sim, só não seja o momento do bote. Distância dos corpos Um bom teste para saber o que sua paquera está sentindo é tentar se afastar um pouco dela. “Se você vai para trás e ela está correspondendo à paquera, ela se aproxima novamente de você.” Toque Preste atenção se, quando vocês conversam, ela esbarra em você, mesmo sem querer, ou te toca intencionalmente ao falar. “Sinal de que está à vontade e gostando da situação.” Imitação dos gestos Qualquer pessoa que tem interesse em outra, inconscientemente, passa a copiar os gestos de sua companhia. “Veja se ela faz isso. Caso faça, ponto positivo para você…” Morder a parte inferior dos lábios Se a conversa chegar a ponto da mulher morder os próprios lábios, é um aviso de que ela curtiu o homem, mas está evitando. “Isso demonstra que o rapaz desperta apetite na moça, mas ela está tentando se segurar.” Convite Por fim, quando a mulher te olhar com interesse e depois desviar os olhos para outro canto – talvez a saída de onde vocês estão –, pode ser interpretado como um convite. “É como se ela dissesse para vocês saírem dali, para ficarem sozinhos”. Que tal arriscar uma proposta? Boa sorte!
Exclusão e Rejeição, dois sentimentos irmãos:
O sentimento de exclusão é a sensação de estar de fora. Acontece quando os seguintes pensamentos invadem nossas mentes: “todos estão inseridos e só eu fiquei de fora”; “querem à todos, só não querem a mim”; “acolhem todos menos a mim”. Estes pensamentos têm um grande viés, principalmente na palavra todos, pense melhor e verá que além de você muitos e muitos outros também não foram inseridos, porque na realidade é impossível inserir a todos em tudo. Mas é assim que nos sentimos.
Este sentimento todos nós, seres humanos sentimos pela primeira vez na vida quando somos crianças e acreditamos ser o centro do universo. Porém, gradualmente, nos frustramos, e percebemos que o universo vive muito bem obrigado sem a gente. A exclusão acontecia a cada vez que não compreendíamos as conversas dos adultos e não participávamos do universo dos marmanjos, quando tínhamos que ir para o quarto e o papai e mamãe ficavam na sala, ou quando papai e mamãe iam para o quarto deles e ficávamos sozinhos no nosso quarto. Quando papai e mamãe se olhavam e diziam coisas um para o outro e nós ficávamos de fora, sentindo-nos excluídos. Então descobrimos que não éramos o centro do universo. Isto gerou uma dor e esta dor volta a cada vez que acontecem eventos nos quais não estamos incluídos. Dependendo de como esta fase da infância de nossas vidas tenha sido elaborada e, consequentemente, de como anda a nossa autoestima, lidamos melhor ou pior com o sentimento de exclusão.
A rejeição é um pouco diferente, acontece quando somos negados, tal qual um organismo nega o transplante de um novo órgão. Acontece quando uma mãe sente desejo de abortar um bebe; quando um bebe precisa de colo, afeto, carinho e não recebe; quando a criança corre para abraçar a mamãe ou o papai e o abraço não é retribuído; quando a criança pede um elogio e é rechaçada; quando uma criança solicita carinho e recebe um afastamento ou uma explosão num grito. Este sentimento também todos nós já sentimos na vida e de alguma maneira, uns menos outros mais, isto ficou marcado em nós.
Toda criança sentiu em algum nível os sentimentos de exclusão e rejeição porque uma criança pequena é demasiadamente dependente, insegura, insuficiente e vulnerável, uma vez que ela não tem um aparelho psíquico suficientemente desenvolvido, é tão dependente do outro. Quando ela vê que o papai e a mamãe realizarem coisas que para ela são impossíveis como andar, falar, escrever, cozinhar, carregar uma cadeira ou amarrar o cadarço do tênis com perfeição, estes se tornam seus heróis e sua necessidade de receber afeto e atenção destes pais é excessiva, por isso, é impossível não frustrar. E a frustração moderada é fundamental para a criança crescer e amadurecer.
Exclusão e Rejeição são sentimentos parecidos, mas a rejeição é mais forte. Na exclusão nosso desejo de estar junto é secreto, nós não solicitamos algo que nos é negado. Na rejeição corremos de braços abertos para sermos recebidos e somos amputados. Por isso há uma profunda decepção. Na rejeição íamos ao encontro do nosso desejo de receber o afeto e fomos decepados emocional e psiquicamente. Isto dói mais.
Estes sentimentos nos marcam e nos acompanham durante a vida deixando feridas e quando o outro que não nos adivinha os desejos, nos frustra não correspondendo as nossas expectativas, as antigas feridas voltam a doer.
Como nos curamos desses sentimentos? A verdade é que não sei se já descobriram a cura total, mas é possível amenizar a dor – Compreendendo que muitas vezes nós gostamos de algumas pessoas mais do que elas gostam de nós, e o oposto também acontece, só que nós, muitas vezes nem ficamos sabendo.
O principal é saber que o fato delas não gostarem de nós na mesma medida em que gostamos delas, não significa que somos menos, ou não merecedores de investimentos. O outro tem o direito de demonstrar ou não o amor dele para quem ele quiser, e nós não precisamos nos sentir tão dependentes a ponto de não gostarmos de nós mesmos só porque alguém não gosta.
Léa Michaan, 27/03/2011
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