Psicóloga Responde

Dicas úteis para o dia-dia

Quem sou eu

leablog1 Meu nome é Léa Michaan,

Sou Psicoterapeuta e Psicanalista,

Este blog é formado pelo conjunto de várias entrevistas

 que tenho concedido à mídia.

Na maioria são dicas para a vida cotidiana.

Tais como: educação de filhos, relacionamento afetivo,

variações de humor, entre outros.

Qualquer Idéia, dúvida ou comentários serão muito bem vindos.

leamichaan@uol.com.br

Acesso ao blog com meus artigos:

http://leamichaan.wordpress.com/      Consultório:(011) 2628 1439          

22 22UTC Abril 22UTC 2009 Publicado por leamichaan | 1 | | Sem comentários ainda

Viver a vida, novela de Manoel Carlos, traz questões importantes da vida para pensar: O que acontece, emocional e psiquicamente, quando alguém se torna paraplégico? “O que não me destrói, me fortalece” (Friederich Nietzsche)

Qualquer perda é dolorosa e requer que se passe por um longo e doloroso processo de adaptação à nova realidade para aprender a viver com a ausência de algo que era muito importante, até vital, e que agora foi perdido e não existe mais, no caso, o funcionamento das pernas.

De fato, não se pode tapar o sol com a peneira e fingir que esta não é uma perda importante e muito significativa, se fizéssemos isto entraríamos num mecanismo de defesa chamado “negação”.  Este mecanismo é muito útil para a sobrevivência, principalmente quando ainda não estamos minimamente preparados para lidar com uma dolorosa, difícil e inusitada situação. Porém, paulatinamente, a mente vai absorvendo o fato e aprendendo, e/ou desenvolvendo habilidades para sobreviver e posteriormente viver, e, porque não, até muito bem, apesar desta perda.

Em geral, é isto o que acontece: primeiro negamos o fato com todas as nossas forças, para enfraquecê-lo e recusar a sua existência. Só depois quando admitimos seu imenso poder, começamos a perceber o que é possível fazer e o que poderemos vir a ser, apesar da grande perda. Teremos que aceitar o doloroso fato de que jamais poderemos fazer muitas coisas que fazíamos antes, pelo menos, não do mesmo modo.

E então podemos descobrir que entre a ação e a reação, podemos criar um espaço, no qual se localiza a liberdade de escolher e o poder de transformar nossa reação. Nessa escolha se encontra o crescimento e a felicidade. Isto acontece porque a nossa mente é flexível e passível de ampliação ou estreitamento, por isto, o que era incabível em nós, após o episódio, pode ampliar a mente e as emoções, e agora cabe – sinal de que nos tornamos maiores do que éramos – evoluímos – o sofrimento leva ao desenvolvimento mental e emocional, dito de outro modo: para crescer, é preciso sofrer.

O ser humano escolhe o que fazer com os revezes de sua vida, isto é, pode escolher ser vítima do destino e passar o resto da vida se lamentando – (estreitamento mental) ou, o oposto, encarar o revés como um desafio que lhe gera motivação e forças adicionais, para compensar, no caso, a falta das pernas, aprende a transformá-la em combustível e atinge maiores conquistas no cotidiano, chegando ao ponto de sentir que foi graças a esta perda que a pessoa se tornou mais criativa, motivada e pôde atribuir maior significado à vida.

O sofrimento pode levar ao desenvolvimento humano por meio de duas vias: uma devido à necessidade de ampliação e expansão mental e emocional, que tem a função de se expandir para conter a perda, a dor e o sofrimento. E, a segunda via, mexe com as pulsões (energias que geram tendências para agir) de vida e de morte (Freud), que existem dentro de nós desde o nosso nascimento. A pulsão de vida é responsável pela preservação da espécie e a de morte é a destruição. Muitas vezes estamos acomodados na nossa vidinha pacata, e ao sermos fortemente “chacoalhados” através de uma perda desta magnitude, sentimos, num primeiro momento, vontade de morrer, sentimo-nos um tanto estragados pela destruição das pernas e temos vontade de nos estragar de vez, realmente morrer, como se nosso ser se resumisse, apenas às pernas perdidas, esquecemos que além de pernas, temos: mente, coração, pulmão, braços, mãos, olhos, boca, ouvidos, e para além dos órgãos físicos, temos uma vida a ser vivida.

É aí que entra a pulsão de vida e de morte. Quando chegamos ao fim do poço impelidos pela pulsão de morte, pode haver um movimento, análogo a um estilingue que retrocede ao máximo para avançar com força total, transformando a pulsão de morte, em forte pulsão de vida inundando-nos de novas forças e energia. Esta força é uma garra que nos arrebata para frente, impelindo-nos a crescer e realizar coisas que nem sabíamos que podíamos.

Podemos dizer que as maneiras com a qual nos relacionamos com as adversidades se espalham dentro de nós como ondas, tanto positivas, quanto negativas que nos carregam para a evolução ou destruição. Mas, é importante ter em mente que somos responsáveis pelas nossas escolhas, inclusive, cabe a nós, escolher se a força que nos arrebatará será positiva ou negativa, claro que tais escolhas não são tão simples como escolher um vestido para comprar, requer muita elaboração mental e emocional, e em situações extremas, como no caso de se tornar paraplégico, faz se necessário de mais uma mente para nos auxiliar a pensar, e a expandir ao máximo o conhecimento que podemos alcançar de nós mesmos, tornando-nos cientes de nossos recursos e capacidades, até então ignoradas. É aí que entra o trabalho psicológico.

 

A realidade é que sempre precisamos perder algo para crescermos: primeiro perdemos o útero – mas sem esta perda não nascemos; depois perdemos o seio materno – graças a esta perda ganhamos um imenso leque de opções em alimentos necessários para o crescimento; perdemos a possibilidade de engatinhar e usar os quatro membros para andar – mas, graças a esta perda, ganhamos a possibilidade de caminhar com as duas pernas e olhar para frente; perdemos a exclusividade do seio familiar para ganharmos à sociedade e o mundo; perdemos a infância para ganharmos à adolescência e posteriormente perdemos esta para ganharmos à possibilidade de sermos adultos, e por aí vai… Mas, e uma perda, no caso da função das pernas, que não faz parte da ordem natural dos acontecimentos, será que também se ganha com isto? Sim, ganhamos forças que nem sabíamos que tínhamos, perdemos algo concreto: a função das pernas, mas em seu lugar podemos ganhar: expansão mental e emocional, ou seja, evoluímos como pessoas. No caso de uma pessoa de projeção, beleza e atividade, esta é uma ótima oportunidade para se tornar um exemplo para pessoas que sofreram um acidente semelhante, ou não.

Afinal, o mais importante não é o que somos ou o que expressamos quando tudo está bem, mas quem somos, e o que expressamos quando alguma coisa dá errado.

 

Léa Michaan

25 25UTC Outubro 25UTC 2009 Publicado por leamichaan | viver a vida - novela | | Sem comentários ainda

Novela: Viver a Vida, traz temas atuais para reflexão: O mais novo transtorno alimentar: Drunkorexia

Anorexia (busca implacável pela magreza), bulimia (ingestão de grandes quantidades de alimentos, comer compulsivo seguido por métodos compensatórios, tais como vômitos auto-induzidos, uso de laxantes e/ou diuréticos e prática de exercícios extenuantes como forma de evitar o ganho de peso pelo medo exagerado de engordar), monorexia (anorexia masculina), ortorexia (obsessão por comidas naturais, sem químicos ou agrotóxicos), diabulimia (afeta somente pessoas com diabetes tipo 1, na maioria adolescentes: quando o açúcar no sangue está elevado, você perde peso, o jeito de fazer isso é deixar de aplicar a insulina) e a mais recente de todas: drunkorexia (mistura de anorexia e alcoolismo) também chamada de anorexia alcoólica. Que nomes feios são estes? Acredite, são todos variantes para o mesmo problema: transtornos alimentares e compulsão a ingestão.

A drunkorexia é a primeira “filha” nascida de dois transtornos: o alcoolismo e a anorexia. Drunkorexia é uma expressão criada para indicar a mistura de condutas conflitantes: o jejum forçado, associado ao consumo abusivo de álcool. A origem da palavra é inglesa, formada da junção de drunk (bêbado) e anorexia. Este transtorno é fruto de duas problemáticas: uma, é a necessidade de beber para não entrar em contato com as angústias e as questões próprias da vida real, e a outra é a necessidade de estar de acordo com os parâmetros da beleza, ou seja, a magreza, supervalorizada como o primeiro item do padrão de beleza universal.

Estes transtornos, alcoolismo e anorexia originam-se de épocas remotas do nosso desenvolvimento, de quando ainda somos bebes, e possuem a mesma origem – A oralidade – Quando um bebe chora, a mãe, interpreta o choro como sendo uma solicitação de alimento, e a oferta deste alimento é sentido pelo bebe como algo que ele recebe, mas, nem sempre é a sua real demanda. Assim, os sentidos deste ficam confusos, e carregamos esta confusão até a fase adulta, ou seja, não temos claro para nós mesmos qual é a real necessidade, isto é, temos fome de que? Amor? Estamos carentes? Desejamos Alimento intelectual? Projetos de vida? Necessitamos motivação interna, ou externa?

Precisamos reconhecer a origem de nossa Angustia e de nossa Ansiedade, assim como também, dos nossos medos, mas, ao invés de procurarmos a chave que abre o caminho para solucionar nossos anseios dentro de nós, buscamos fora, no lugar inverso. Assim, para dar conta de tudo o que sentimos costumamos abrir a geladeira e procurar lá dentro a tampa do buraco interno que nos aterroriza, como se na comida, bebida, cigarro ou drogas, estivessem o mágico elixir que preenchesse nosso vazio interno. Esta conduta é fruto de nossa tenra infância, pois, o bebe, inicialmente gosta da sensação de saciedade e posteriormente gosta do objeto que lhe proporciona saciedade, além do que, o bebe não diferencia a dor física da dor afetiva, assim como nós que estamos fixados emocionalmente na fase da primeira infância. Muitos de nós aprendemos a ler, e somos graduados e até pós-graduados, além de estarmos muito desenvolvidos profissional e intelectualmente, porém emocionalmente somos completos analfabetos. Por isto, fixados na fase primitiva do desenvolvimento humano – Segundo Freud, a fase oral – Porque é através da boca que o bebe começa a introjetar o mundo. Muitos de nós trocamos a comida (não no sentido de um alimento que nutre) por substancias: álcool, cigarro ou drogas porque estas substancias vieram substituir a comida numa sociedade que supervaloriza a magreza. Portanto, pessoas que se tornam bulímicas ou anoréticas são pessoas que se preocupam muito com o que os outros pensam da aparência delas, supervalorizam o exterior e a própria superfície descompensando ou desequilibrando a energia que poderiam investir no seu interior (reais necessidades, desejos, emoções, seu potencial e seus recursos) deixando-o precário e desconhecendo-se cada vez mais. Consequentemente acreditam que precisam estar muito, aparentemente, adequadas e bonitas para compensar a porcaria que acreditam que são interiormente.

Só há um meio para a pessoa se libertar da compulsão de ingerir comida, álcool, drogas, cigarro, etc. E entrar em contato com suas reais necessidades. Infelizmente as pessoas estão no caminho inverso, isto é, o caminho não é para fora na busca da substancia que, em fantasia, irá dar conta de satisfazer o vazio interno, este caminho, na realidade só aumenta tal vazio que fica rejeitado e abandonado, uma vez que nem é considerado. Mas, o caminho que dará conta de amenizar a angustia e ansiedade vai à direção que leva para dentro de si, porque primeiro é necessário descobrir a origem da carência que nos atordoa e só depois se pode encontrar o elemento adequado para satisfazê-la – Será que a satisfação reside numa mudança de conduta? Numa transformação com relação à vida? Ao outro? Á cultura? O que posso fazer para melhorar minha auto-estima? Começar a me considerar para poder me enxergar além de um pedaço de carne que precisa estar de acordo com a ditadura da moda? Com certeza não é comprar compulsivamente e ter muitos objetos bonitos para compensar a falta de belos atributos internos; beber, ou se drogar para esquecer de si e entorpecer a dor? Pois pensamos que somos assim tão fracos e sem recursos que só nos resta fugir, bebendo ou se drogando, e com isso aumentar o vazio interno e consequentemente os transtornos alimentares, alcoólicos, etc.

 Os transtornos alimentares, o uso abusivo de álcool e drogas, nada mais são do que expressões particulares de defesa contra a angustia.

Comer muito (obesidade) ou não comer nada (anorexia) são duas faces da mesma moeda, pois, nestes dois caminhos está na boca o lugar que escolhemos para resolver nossas profundas questões, tanto faz se a escolha for à de nos abarrotarmos de comida ou nos privarmos desta, as duas condutas são uma vã tentativa de resolver uma questão de outra demanda que é emocional e psicológica.

25 25UTC Outubro 25UTC 2009 Publicado por leamichaan | novela viver a vida | | Sem comentários ainda

Importantes portais publicam artigo sobre relação mãe e filha…

Leia, abaixo, através dos links, alguns dos vários sites e portais que publicaram o artigo, que aborda esta relevante e delicada relação…

PORTAL DA EDITORA ABRIL

http://www.abril.com.br/noticias/comportamento/mae-filha-bela-dificil-relacao-532235.shtml

PORTAL DA REVISTA VEJA

http://veja.abril.com.br/agencias/ae/comportamento/detail/2009-09-17-532244.shtml

PORTAL ÚLTIMO SEGUNDO

http://bit.ly/1246m5

30 30UTC Setembro 30UTC 2009 Publicado por leamichaan | Na imprensa... | , , , , , , | Sem comentários ainda

Nova Lei Antifumo faz bem à saúde, mas pode causar transtornos psicológicos

Saúde & Lazer 21-Set-2009

Segundo especialista, não está sendo levado em consideração o sofrimento psíquico de quem é impedido de fumar Em questão de poucos anos, houve uma significativa mudança de valores frente à atitude dos fumantes. Há algum tempo, fumar era sinônimo de glamour, requinte e elegância. Atualmente, é sinal de vício, falta de amor próprio, falta de educação e até crime, com punição (multa) imposta por lei. Como se não bastasse, desde que a norma foi posta em vigor, pessoas dependentes do cigarro têm passado por um conflito entre o intelectual e o emocional. De um lado, o saber cognitivo informa o fumante que o cigarro é prejudicial à própria saúde e à saúde dos outros. Por outro, os sentimentos do fumante frente ao cigarro: possuir um efeito calmante, poder dar uma sensação de segurança e independência, diminuir momentaneamente a ansiedade, o nervosismo e a timidez. “Desde que a Lei Antifumo foi posta em vigor, os fumantes vivem este conflito em suas vidas. Há uma batalha acirrada no mundo interno deles entre o racional e o emocional. É pelas razões emocionais que o fumante não consegue parar de fumar; são razões nem sempre passíveis de encontrar palavras para descrevê-las, mas são motivos muito mais fortes que qualquer pretexto racional que possa ser intelectualmente compreendido”, revela a psicoterapeuta Dra. Léa Michaan. A profissional afirma que ser dependente de qualquer substância significa que a pessoa perdeu o controle do seu uso, ou seja, em vez de a pessoa controlá-la, é a substância que a controla. “No caso do cigarro, isto ocorre porque, quimicamente, a abstinência acarreta muitos efeitos, como: falta de concentração, falta de atenção, ansiedade, além de diversas outras respostas do corpo para a ausência da nicotina”, conta. Segundo Dra. Léa, o não reconhecimento sobre o autocontrole é a causa principal da dificuldade para parar de fumar. “Sabemos que, em psicanálise, o primeiro passo para haver qualquer mudança de atitude é a possibilidade de o indivíduo conhecer-se. Para isto, faz-se necessário entrar em contato com os próprios limites, recursos, capacidades, necessidades e tendências. Enquanto a pessoa não estiver lúcida e consciente do quanto ela é controlada pelo vício, dificilmente conseguirá parar de fumar.” A psicoterapeuta acredita que o único meio para largar este vício, sem substituí-lo por outro, é através do autoconhecimento. “É necessário que a pessoa adquira a possibilidade de reconhecer os lugares que o cigarro ocupa e colocar nestes espaços aquilo que é próprio deles. Esta troca, sem dúvida, será bem mais satisfatória, durável e verdadeira”, finaliza a psicoterapeuta.

Dra. Léa Michaan é Psicoterapeuta e Psicanalista, graduada em psicologia pela Universidade Mackenzie e Pós-graduada em Psicoterapia Psicanalítica pela Universidade de São Paulo (USP).

23 23UTC Setembro 23UTC 2009 Publicado por leamichaan | 1 | | Sem comentários ainda

Relação entre mãe e filha necessita de ‘jogo de cintura’

Relação entre mãe e filha necessita de ‘jogo de cintura’ Apesar da cumplicidade existente na maioria dos casos, muitas vezes o relacionamento pode conter sentimentos negativos como ciúmes e inveja Na adolescência a filha quer ser escutada e levada a sério. Desde o nascimento da filha até o envelhecimento da mãe, a dupla passa por uma trajetória permeada de emoções e sentimentos complexos, ambíguos, positivos e negativos. Muitas vezes, o momento mais delicado na relação entre mãe e filha é a fase em que a jovem está na adolescência. Neste estágio, a filha sente inveja dos poderes da mãe, não gosta do fato de ainda ser dependente e começa a se rebelar. “Tudo o que a menina achava bonito na mãe começa a se tornar feio; ela quer ser o oposto da mãe e tudo o que ela diz, veste ou faz é considerado antiquado”, revela a psicoterapeuta Léa Michaan. Por outro lado, muitas mães também não reagem bem nesta fase. O desabrochar da filha é encarado como um espelho, no qual a mãe pode vislumbrar o seu próprio brochar e, inconscientemente, culpar a filha pela perda de sua própria juventude. “Neste estágio, em geral, ocorrem muitos desencontros. Algumas mães começam a se vestir como adolescentes, numa desesperada tentativa de agarrar a juventude; outras pegam, literalmente, no pé da filha, controlando-as ao máximo e impedindo-as de serem elas mesmas; há ainda as que brigam pelas mínimas razões, chamando-as de ingratas, preguiçosas e encontrando defeito em tudo o que as filhas fazem”, afirma Léa. Segundo a profissional, as mães que conseguem entrar em contato com a realidade psíquica, entendendo que suas filhas não são responsáveis por seu envelhecimento, superam esta etapa da vida com mais tranquilidade. “O contato com a realidade interna e externa é o caminho pelo qual a mãe poderá encontrar os prazeres próprios da fase da vida em que vive e, principalmente, poderá obter muito mais encontros do que desencontros com a filha. Nesta etapa, a adolescente quer ser escutada e levada a sério. Se a mãe a ouvir, buscando legitimar seus sentimentos, muito provavelmente encontrará na filha uma escuta atenta e as duas poderão se encontrar exatamente nos lugares que ocupam: mãe com as suas funções e filha com as suas atribuições”, finaliza a psicoterapeuta.

20 20UTC Setembro 20UTC 2009 Publicado por leamichaan | 1 | | 2 Comentários

Como lidar com pessoas chatas?

Diariamente, deparamo-nos com pessoas chatas. Como lidar com elas?  Esta foi a pauta da entrevista concedida pela psicanalista e psicoterapeuta Léa Michaan a Ronnie Von, em 27 de julho, no programa “Todo Seu”, da TV Gazeta. Na ocasião, ela explicou como se relacionar com essas pessoas e apresentou várias curiosidades. No vídeo abaixo, você poderá assistir à entrevista.

Logo adiante está o vídeo. Mas, caso não apareça, o link para ver é: http://www.youtube.com/watch?v=IXVl16zG6FU

 

31 31UTC Agosto 31UTC 2009 Publicado por leamichaan | Televisão | , , , , , , , , , , | Sem comentários ainda

Um monstro chamado ciúme

Quando o medo de perder o garoto entra em jogo, a primeira reação é partir para a pegação de pé. Pronto! É tudo o que esse vilão precisa para melar, de vez, mais uma história de amor.

Por Rita Trevisan

 

Não importa se o garoto é um namorado ou ficante. Quando bate aquele ciúme, é natural que a nossa primeira tentativa seja a de marcar o território, com atitudes que demonstrem ao garoto o quanto estamos desconfortáveis com a situação. O problema todo é que, em 99,9% das vezes, passamos o recado de um jeitinho não muito inteligente: armamos um bico daqueles, partimos para a discussão, ou simplesmente “colamos” no menino, para evitar que ele chegue ainda mais longe – já que, lá no fundo, nosso grande pavor é que ele vá embora de vez.

Essas táticas podem até funcionar nas primeiras tentativas. Porém, quando o ciúme passa a ser a companhia frequente do casal, a relação se complica. “O ciúme excessivo é capaz de transformar a vida dos dois num inferno. Sem que eles percebam, o sentimento vai tirando o brilho do romance e, em vez de namorar, de se divertirem juntos, eles usam todo o tempo para as cobranças, as queixas, as brigas. Assim, não há amor ou paixão que resista!”, alerta a psicoterapeuta Maura de Albanesi.

É justamente na tentativa de evitar que o garoto se interesse por outras meninas que, sem querer, deixamos a relação ainda mais vulnerável para que isso aconteça. Afinal de contas, ninguém suporta passar muito tempo ao lado de uma companhia desagradável, não é mesmo? E é esse o tipo de pessoa que nos tornamos, ao exagerar no ciúme.

Viva o meio termo!

Agora, se não dá para bancar a general e grudar no pé do fofo – ou armar barraco atrás de barraco para tirar suas dúvidas a limpo -, também não vale engolir a raiva sempre que o menino dá uma bola fora. Então, quando ele realmente der motivos, você tem todo o direito de manifestar a sua raiva. Aliás, é até bom que faça isso, afinal de contas, um mínimo de respeito é fundamental para a relação decolar. E isso implica em estabelecer alguns limites claros entre o tipo de atitude que você tolera e o que não está a fim de aturar. O grande segredo é evitar gritarias, humilhações, choradeiras e afins. Se tiver que dizer algo ao garoto, chame-o para um papo quando estiver mais calma, e seja sincera: conte porque ficou chateada e diga que não gostaria que aquela situação se repetisse. “É comum que a gente resista um pouco antes de falar, que tente fazer joguinhos para chamar a atenção do garoto, como tentar provocar ciúme nele também. Porém, esses comportamentos são bastante arriscados, levam a muito desencontro, sofrimento e tempo perdido. O melhor mesmo é se colocar abertamente, isso facilita o encontro e fortalece a relação”, diz a psicóloga e psicanalista Léa Michaan.

Sai pra lá, uruca!

Se você anda protagonizando ceninhas de ciúme com o pretê dia sim, outro também, o melhor é parar pra rever seus conceitos já, antes que seja tarde. “O primeiro passo é entender que o ciúme não tem nada a ver com amar ou gostar, mas com uma dificuldade em se aceitar. Se estou sentindo muito ciúme do outro, tenho que me perguntar: como está a minha autoestima? Estou me valorizando? Conheço minhas qualidades? É a partir do amor por mim mesma que começo a trabalhar o amor pelo outro, para amar mais e melhor”, ensina Maura.

Outra dica importante para afastar de vez esse sentimento intruso é tentar redirecionar sua atenção, que normalmente está 100% focada no namoro ou ficada. É simples: em vez de passar a tarde toda fuçando o perfil do menino no Orkut, atrás de recadinhos ou depoimentos que possam denunciar algum deslize do gato, que tal pegar um cineminha com as suas amigas? Da mesma forma, durante o futebol dele (para não ligar 350 vezes e perguntar a que horas vão se encontrar), invista num bom tratamento de beleza, em casa. Assim, você vai ficar ainda mais bonita e conseguirá impressioná-lo quando o garoto finalmente chegar. “Encontrar possibilidades de prazer além do namoro é um caminho para fugir do ciúme. Quando a garota centra todas as energias no outro, acaba por sufocá-lo. Além disso, o romance pressupõe um certo risco, um mistério. Se ela gasta todo o tempo correndo atrás do menino, ele passa a se sentir muito confiante e a relação fica sem graça, a menina perde todo o seu valor”, explica a psicóloga Léa Michaan, que é especialista em adolescentes.

 

Quando o ciumento é ele
Tão difícil quanto morrer de ciúmes do menino de quem você está a fim, é levar, na boa, o namoro com um exemplar do tipo “olhou-prolado- o-bicho-pega”. É o garoto que normalmente começa encrencando com o seu melhor amigo e que, num piscar de olhos, acaba achando que toda a sua turma é uma ameaça ao namoro. Da mesma forma, insiste que você não use determinada minissaia e, em dois tempos, está transformando todo o seu armário. Lidar com um menino desses exige paciência e muita firmeza, justamente para acabar o quanto antes com os desmandos dele. “No começo, qualquer menina se envaidece com um namorado desses e até dá corda. Mas, com o tempo, percebe que caiu numa armadilha, pois o ciúme costuma evoluir até tornar a relação insustentável. Então, logo nas primeiras crises, é importante colocar limites.

Nas primeiras crises, é importante colocar limites, devolvendo a responsabilidade ao garoto, pois ele sim é que precisa de tratamento

A pior alternativa é abrir mão para fazer as vontades do outro, pois a tendência é que ele exija cada vez mais”, avisa Maura. Uma conversa franca, nessas horas, também funciona. “Avise desde o começo que, se ele continuar agindo assim, a relação não terá futuro. É uma forma eficiente de trazê-lo à realidade, de fazê-lo repensar suas atitudes. Diga também que, se está com ele, é porque há sentimento envolvido. Portanto, não há motivos para insegurança. Agora, se o menino insistir, o jeito é se afastar aos poucos, pois o ciúme acaba com o afeto, é apenas uma questão de tempo”, complementa Léa Michaan.

 

Invista

Atitudes que ajudam a controlar o ciúme e preservam a relação:

* Admitir que está se sentindo desconfortável com a situação, e conversar com o garoto a respeito, quantas vezes achar necessário.

* Falar com amigos ou familiares sobre as suas encanações, para ver até que ponto a sua insegurança em relação ao menino tem razão de ser. Uma opinião imparcial pode ajudar a separar as suas fantasias (o que a sua cabeça cria) da realidade (o que os fatos realmente comprovam).

* Tentar se colocar no lugar do outro, para ver como você teria reagido naquela mesma situação.

* Manter uma vida paralela à do namorado, por mais que tenha prazer em ficar ao lado dele. Isso significa continuar frequentando as festas da família e dos amigos, investindo nos estudos, praticando esportes, cultivando um hobbie. Assim, você se tornará uma companhia muito mais interessante, e nem vai se lembrar de “ficar no pé” do gato.

* Respeitar os sentimentos e as diferenças do menino em relação a você.

* Ao perceber que não consegue controlar suas emoções, procurar a ajuda de uma psicoterapeuta.

* Acreditar, de verdade, que a sua felicidade não está nas mãos do outro e que ela só depende de você.

Desista

Comportamentos que podem colocar o namoro ou a ficada em risco:

* Armar um bico daqueles ou partir pra ignorância sempre que se sentir intimidada por alguma atitude do menino. Esses confrontos só servem para desgastar a relação.

* Guardar suas encanações só pra você, acreditando que vai superar tudo sozinha. É assim que se alimenta o monstrinho do ciúme, deixando que ele ganhe cada vez mais espaço na sua vida. Ao expor às pessoas em quem você confia os seus medos e dúvidas, vai ficar mais fácil avaliar a sua situação de um jeito realista, descobrindo meios de superar os desafios que o relacionamento está impondo.

* Tentar mudar o menino é pura perda de tempo: o relacionamento dele com os amigos – e amigas! -, as coisas que ele gosta de fazer, os hábitos que costuma ter no dia-a-dia dificilmente serão deixados para trás. Se você realmente está a fim do garoto, o primeiro passo é respeitá-lo, assim como gostaria de ser respeitada. O que não significa aceitar tudo, claro. De qualquer forma, não é porque o menino faz questão de sair só com os amigos que está traindo você. Da mesma forma, se ele tem vááárias amigas, não é justo exigir que se afaste delas. Pense nisso!

* Evitar joguinhos e vinganças, quando estiver se sentindo magoada, é uma boa pedida. Primeiro porque, na hora da raiva, a possibilidade de fazer uma besteira – e se arrepender depois – é imensa. Depois, porque esse é o tipo de tática arriscada, que também pode por tudo a perder. Não vale a pena!

 

17 17UTC Agosto 17UTC 2009 Publicado por leamichaan | relacionamento humano | | 1 Comentário

Amor platônico é saudável?

Abrindo o jogo ou partindo para outra, você tem que tomar uma atitude

Vladimir Maluf

Você vive um amor platônico por uma mulher? Que tal enfrentar a situação? De acordo com Léa Michaan, psicóloga, psicanalista e terapeuta de casais, “o mais saudável é quando o amor pode ser declarado e correspondido”. Se o amor precisa ser platônico, a dica dela é entender quais são as razões que levam você a conter este sentimento.

De acordo com Léa, existem vários motivos para o medo de se declarar apaixonado. “Se a pessoa se sente muito aquém daquele que ama ou se a pessoa amada é comprometida, por exemplo. Ou, ainda, se está apaixonado por uma mulher que não tem acesso, como uma estrela de cinema” exemplifica ela.

O primeiro passo, portanto, é descobrir primeiro os seus motivos e se é um amor possível. “Em geral, quando alguém vive uma paixão platônica, este alguém está vivendo em um mundo de fantasia e perdendo tempo de viver a vida real, portanto, o amor platônico não é saudável. Tira a pessoa da realidade”.

Amores possíveis

Se a mulher amada não faz idéia dos seus sentimentos, seja sincero. “É sempre bom falar a verdade, mas tenha cautela. Sonde o terreno antes de pisar nele e, na medida em que você for se sentindo mais seguro, vá abrindo seus sentimentos, mas sem assustar a moça”, aconselha a psicóloga Léa Michaan.

“Agora, se ela for dessas mulheres que gostam que lhe digam as coisas ‘na lata’ vá em frente, mas sempre dê uma sondada primeiro para não se arrepender depois.” E se ela é seu amor platônico, fica fácil conhecer o jeito dela apenas observando o seu comportamento – coisa que você já vem fazendo.

Amores impossíveis

Saiba enxergar se a relação não tem como dar certo. Nesse caso, a recomendação de Léa é partir para a outra. “Infelizmente, nem sempre mandamos em nosso coração”, concorda a psicóloga, mas lembre-se que é preciso sublimar um sentimento fantasioso que não tem futuro. “Parta para outra, mas não use uma mulher para tentar esquecer alguém. Isso faz mal para ambos, quem usa e quem é usado”.

Eles sofreram, mas superaram

“Vivi um amor platônico por uma pessoa que me desprezava e, para ser sincero, essa história ainda me incomoda um pouco”, conta Paulo*, 32 anos. “Na verdade, ela sabia dos meus sentimentos, apesar de eu tentar esconder, e abusava disso. Me iludia e tirava proveito toda vez que precisava”. A solução que ele encontrou foi ocupar a mente com outras mulheres.

“Não conseguia me apaixonar, mas comecei a viver aventuras que me fizeram bem. Aos poucos, me afastei dela e do grupo que frequentávamos. Nunca mais telefonei e evito ao máximo os encontros”, conta o homem que admite que, enxergar que era perda de tempo se dedicar a essa mulher, foi a melhor saída.

A amada de Jorge* era bem diferente da de Paulo. O homem de 33 anos era apaixonado por uma mulher casada e ele, também casado e com filhos, não conseguia desatar o nó. “Ela é uma mulher especial, maravilhosa. Tanto que jamais trairia seu marido ou permitiria que eu traísse a minha mulher”. Mesmo assim, depois de muito tempo, ele abriu o jogo.

“No princípio, ela ficou assustada, mas me tratou com muito carinho e respeito. Fez com que eu entendesse que a relação era impossível”. Hoje, o casamento de Jorge acabou. O dela, não. “Ela me ajudou a enxergar que era no meu casamento onde estava o erro. Agora, solteiro de novo, tenho um relacionamento muito saudável e que me completa”.

28 28UTC Julho 28UTC 2009 Publicado por leamichaan | relacionamento afetivo | | Sem comentários ainda

Mulheres também são infiéis

Um chavão insiste em que o sexo masculino trai mais do que o feminino. Não é o que mostra esta reportagem: sob a condição de anonimato, a maioria das entrevistadas revela que a libido está ganhando de valores como segurança e fidelidade

Melissa Diniz

Tudo começa com um olhar sedutor e uma gentileza gratuita, como segurar a porta do elevador para você entrar. Em seguida, vem um elogio. Pode ser sutil, quase inocente. Ou desconcertante. Seja como for, uma boa cantada melhora o astral de qualquer mulher, inclusive das comprometidas. Algumas disfarçam, fingem que nada aconteceu. Outras aproveitam a deixa para viver uma tórrida aventura sexual. “Sentir atração por outro homem, mesmo tendo parceiro, é totalmente natural. A paquera é muito saudável para circular a libido e erotizar a vida. Se, a partir daí, vai acontecer alguma coisa e se isso implicará conflito, depende da mulher e do acordo entre os parceiros”, afirma Vera Furia, mestre em psicologia clínica pela PUC-SP e autora do livro Mulher, Arquivo Confidencial (Ed. Arx).

Na opinião de Vera, sentir-se desejada ou atraída por outro pode apimentar a vida a dois. “Ninguém consegue ficar apaixonado para sempre. O flerte pode trazer de volta o encanto e enriquecer a relação”, diz.

Tesão e carência

Para a psicanalista e terapeuta de casais Léa Michaan, pós-graduada em psicoterapia psicanalítica pela USP, além de excitante, a paquera funciona como válvula de escape para aliviar tensões. “Devido à carga moral presente em nossa cultura, é comum as mulheres se culparem ao sentir atração por outro que não seja o companheiro oficial, mas trocar olhares não faz mal a ninguém. Pode até consistir numa fonte de energia extra”, afirma.

O problema é transferir para o flerte a carência afetiva, passando a buscar em outros homens o que queria receber do marido ou namorado. “Mulheres que usam a paquera de forma compulsiva para satisfazer sua insegurança emocional ficam cada vez mais insatisfeitas e acabam se machucando”, alerta Vera Furia.

Como saber, então, quando vale a pena se entregar completamente ou frear os impulsos? Não há manual para isso, mas refletir ajuda. “Ponha na balança seu desejo, as regras da sua relação, os riscos que corre e como lidará com eventuais sentimentos de culpa. Não é a atração que faz alguém ser irresponsável, e sim agir sem pensar nas consequências”, diz Vera.

Léa Michaan concorda que só a escolha consciente vale a pena. Assim, a mulher não se arrepende por ter recuado – e deixado escapar aquele homem imperdível – nem se corrói de culpa por ter experimentado uma paixão fugaz. “Tente descobrir o que a faz feliz, seja como for. O pior é querer dar uma de liberal ou de puritana quando na realidade não é”, aconselha.

28 28UTC Julho 28UTC 2009 Publicado por leamichaan | sexo | | Sem comentários ainda

Sexo e Comportamento

            Cada pessoa apresenta uma relação única e muito particular com a questão sexual. Uns o adoram e vislumbram a possibilidade sexual em todas as situações, outros detestam, porque vêem o sexo como uma prática incivilizada ou selvagem. E entre estes e àqueles, existem várias nuances de possibilidades de se relacionar com o sexo, e, portanto com o parceiro, neste quesito.

            Em um pólo extremo deste prisma das várias nuances de possibilidades de encarar a questão sexual, temos algumas pessoas, na maioria homens, que entendem o sexo como um exercício de prazer. Estes podem manter relações sexuais com o mesmo intuito com que se deliciam tomando um sorvete, ou com que jogam uma partida de futebol. Para estas pessoas o sexo é um tipo de entretenimento que tem começo, meio e fim – análogo a assistir um filme. No final, estes até categorizam: pode ter sido bom, excelente, médio, “deu para o gasto”, pior impossível, etc. Estas pessoas não sentem necessidade de um vínculo afetivo ou de uma continuidade para se relacionaram sexualmente – Isto não quer dizer que elas não possam desenvolver laços afetivos e manter os vínculos, como namorar e casar, por exemplo, claro que sim, mas o sexo em si terá para elas uma conotação de entretenimento, por isso mesmo, para estas pessoas, o fato de manter relações sexuais fora do casamento não é percebido como traição – Eles amam de verdade a esposa, e “só” praticaram o esporte sexual com uma parceira diferente, a qual, após a “partida sexual”, esta pessoa nada mais significará para eles.

            No outro pólo, oposto ao deste acima citado, existem aqueles, na maioria mulheres, que encaram o sexo como o ápice da intimidade entre duas pessoas. Para estas pessoas a relação sexual vai muito além da prática em si. Elas compreendem o sexo como uma “entrega” que representa uma prova de amor. São pessoas que apresentam várias restrições ao sexo, uma vez que ele está tão misturado a profundos sentimentos e vínculos afetivos, estes denotam maior dificuldade em se relacionar sexualmente, ficam impedidos por qualquer adversidade: se não estão no clima, se tem uma mínima dor ou desconforto, se não estão as mil maravilhas com o parceiro, se estão preocupados com as contas, com a empregada, com os filhos, com isto ou aquilo, já se tornam impossibilitadas de se relacionar sexualmente. 

            Neste leque de possibilidades de encarar o sexo, ainda existem dois outros pólos distintos: de um lado, aqueles que adoram praticá-lo, pois possuem facilidade de extrair prazer do ato sexual, e do lado contrário, àqueles que o detestam, pois a prática sexual lhes parece um ato primitivo.

Além das tendências particulares que cada indivíduo apresenta quanto à questão sexual, o ser humano também está à mercê da instabilidade, do humor, de acontecimentos prévios do seu mundo interno e externo – e tudo isto influenciará a questão sexual.

Portanto, meu caro leitor, saber que as pessoas são diferentes e desenvolver a capacidade de lidar com estas diferenças é uma arte extremamente útil para se atingir uma vida sexualmente satisfatória e para além do sexo – Feliz.

 

Léa Michaan – Psicóloga e Psicanalista CRP: 06/78668

E-mail: leamichaan@uol.com.br

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13 13UTC Maio 13UTC 2009 Publicado por leamichaan | sexo | | Sem comentários ainda